Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — FGV 2023
Contabilidade Geral›Balanço Patrimonial
Código
fg070426
Banca
FGV
Órgão
SMF-RJ
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista de Planejamento e Orçamento - Manhã
Em 20X3, a administração de uma empresa S/A aprovou o plano de substituição de sua frota de caminhões, incluindo o arrendamento de 53 caminhões, seguindo a estratégia de acelerar a substituição de toda a frota por caminhões maiores e de próxima geração, com menor consumo de combustível devido a nova tecnologia do motor, A frota apresenta valor contábil de RS 220 milhões. Essa alteração no uso pretendido dos ativos desencadeou uma revisão de impairment. Como resultado dessa revisão, a empresa identificou um valor justo de RS 200 milhões, um valor em uso de RS 180 milhões e um contrato oneroso de R$ 20 milhões.A partir das informações apresentadas, a empresa deve:
Aexcluir a possibilidade de perda por impairment;
Bconsiderar um ganho no montante de RS 20 milhões;
Creconhecer uma provisão no passivo para o contrato oneroso;
Dconsiderar o valor em uso como valor realizável líquido;
Ereconhecer os gastos de manutenção que serão realizados imediatamente antes da devolução do arrendamento como despesas.
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GabaritoC — reconhecer uma provisão no passivo para o contrato oneroso;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Teste de Impairment e Contrato Oneroso
Gabarito: letra C. A empresa deve reconhecer uma provisão no passivo para o contrato oneroso de R$ 20 milhões. Embora haja perda por impairment de igual valor (R$ 20 milhões), esta afeta o ativo, enquanto o contrato oneroso representa uma obrigação presente decorrente de um contrato desfavorável, devendo ser provisionada conforme o regime de competência. O valor recuperável dos caminhões é o maior entre valor justo (R$ 200 milhões) e valor em uso (R$ 180 milhões), ou seja, R$ 200 milhões, gerando perda de R$ 20 milhões em relação ao valor contábil de R$ 220 milhões. O contrato oneroso é tratado separadamente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca apresenta dois valores iguais (R$ 20 milhões) para impairment e contrato oneroso. O candidato pode pensar que se trata do mesmo evento ou que um exclui o outro, mas são obrigações contábeis distintas: impairment → perda no ativo; contrato oneroso → provisão no passivo.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a perda por impairment deve ser excluída. Na verdade, o valor contábil (R$ 220 milhões) supera o valor recuperável (R$ 200 milhões), gerando perda de R$ 20 milhões a ser reconhecida no resultado.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Considera um ganho de R$ 20 milhões. Ocorre perda, não ganho. O contrato oneroso gera uma despesa (provisão) e o impairment também é perda.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O contrato oneroso de R$ 20 milhões representa uma obrigação presente, com provável saída de recursos e valor mensurável, devendo ser reconhecido como provisão no passivo (CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes).
Alternativa D — ❌ Incorreta
O valor realizável líquido corresponde ao valor justo menos custos de venda, não ao valor em uso. O valor em uso é um dos componentes do valor recuperável, mas não é o valor realizável líquido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Os gastos de manutenção antes da devolução do arrendamento são despesas do período, mas isso não é a principal consequência dos fatos narrados. A questão pede o tratamento do impairment e do contrato oneroso, não de gastos futuros.
💡 Dica: Para resolver questões de impairment, lembre-se: valor recuperável = maior entre valor justo líquido e valor em uso. Compare com o valor contábil. Se contábil > recuperável, há perda. Já contratos onerosos exigem provisão separada, independentemente de impairment.