Análise sintática da frase do Marquês de Maricá
Gabarito: letra B. A única afirmação inteiramente correta é a que trata dos adjetivos como predicativos do sujeito. Os adjetivos “feliz” e “oportuna” ligam-se ao substantivo “beneficência” pelo verbo de ligação “é”, atribuindo-lhe um estado ou qualidade – função típica de predicativo do sujeito.
Afirmação | Correto? | Motivo |
|---|
A: "E" com valor aditivo e adversativo | ❌ | Ambas as ocorrências têm valor aditivo |
B: Adjetivos "feliz" e "oportuna" como predicativos do sujeito | ✅ | Ligam-se a "beneficência" pelo verbo "é" (de ligação) |
C: "a" como pronome oblíquo | ❌ | "a" é pronome pessoal do caso reto em função de objeto direto |
D: "a" refere-se a "prudência" | ❌ | Refere-se a "beneficência" |
E: Grafia "beneficiência" | ❌ | A forma correta é "beneficência" |
Alternativa A — ❌ Incorreta
As duas ocorrências da conjunção E têm valor aditivo: une “feliz e oportuna” (qualidades) e “dirige e recomenda” (ações). Não há valor adversativo (oposição) em nenhuma delas.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“A beneficência é sempre feliz e oportuna quando prudência a dirige e recomenda.”
Os adjetivos “feliz” e “oportuna” são predicativos do sujeito “beneficência”, pois expressam estado/qualidade atribuída por meio do verbo ser (verbo de ligação).
Alternativa C — ❌ Incorreta
O pronome “a” é, na verdade, um pronome pessoal do caso reto (ele/ela) em função de objeto direto, e não um pronome oblíquo. Na gramática normativa, os pronomes oblíquos átonos são “me, te, se, lhe, nos, vos” – “o, a, os, as” são formas do caso reto quando usados como objeto. Portanto, a classificação como “oblíquo” está equivocada.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O pronome “a” refere-se a “beneficência” (objeto direto), não a “prudência”. A leitura correta é: “prudência dirige a beneficência e recomenda a beneficência”.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A grafia beneficência está correta (derivada de “benefício” + “-ência”). A forma “beneficiência” não existe no português padrão.
Gabarito: letra B.