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Questão de Geografia — Geografia Física — FGV 2023

GeografiaGeografia Física
Código
fg070953
Banca
FGV
Órgão
SMPOG de Belo Horizonte - MG
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Engenheiro - Engenharia Geológica
As rochas ígneas podem ser classificadas com base no ambiente de formação, na mineralogia e na química.Na petrologia, o uso de uma classificação com base na química da rocha é mais apropriado em rochas de textura
  1. Aporfirítica.
  2. Bpoiquilítica.
  3. Cafanítica.
  4. Dinequigranular seriada.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — afanítica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Classificação de rochas ígneas: textura e química

Gabarito: letra C (afanítica). Em rochas de textura afanítica, os cristais são microscópicos, impossibilitando a identificação mineralógica a olho nu. Por isso, a classificação com base na composição química (teor de sílica, elementos maiores) é mais apropriada. Já em texturas faneríticas (cristais visíveis), a classificação mineralógica (por exemplo, diagrama QAPF) é a mais utilizada.

A textura de uma rocha ígnea reflete sua história de resfriamento. Rochas com textura fanerítica (cristais grandes, visíveis a olho nu) resfriam lentamente em profundidade; nelas, a mineralogia pode ser determinada macroscopicamente, sendo a classificação química menos necessária. Já as rochas de textura afanítica (cristais finos, imperceptíveis) resfriam rapidamente na superfície; a composição mineralógica não é identificável visualmente, tornando a análise química essencial para sua classificação.

Textura

Característica

Classificação predominante

Porfirítica

Fenocristais em matriz fina

Mineralógica (fenocristais) + química (matriz)

Poiquilítica

Inclusões de um mineral em outro

Mineralógica (textura de intercrescimento)

Afanítica

Cristais microscópicos

Química (indispensável)

Inequigranular seriada

Grãos de diferentes tamanhos

Mineralógica (fanerítica)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Textura porfirítica apresenta fenocristais grandes que permitem identificação mineralógica, embora a matriz seja afanítica. A classificação química não é a mais apropriada, pois os fenocristais já fornecem informação mineralógica significativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Textura poiquilítica é um tipo de textura de intercrescimento, normalmente observada em rochas faneríticas. A classificação mineralógica é a principal, pois os cristais são visíveis.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Textura afanítica é típica de rochas vulcânicas (ex.: basalto, riolito). Como os cristais são microscópicos, a identificação dos minerais é inviável a olho nu, tornando a classificação química (por exemplo, pelo teor de SiO₂) o método mais adequado para determinar o tipo de rocha.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Textura inequigranular seriada é comum em rochas plutônicas, com cristais de diferentes tamanhos, mas todos visíveis. A classificação mineralógica é perfeitamente aplicável, sendo a química complementar, não a mais apropriada.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte a lógica: o candidato pode pensar que rochas com cristais visíveis (faneríticas) precisam de análise química, mas é o contrário — é nas rochas de grão fino (afaníticas) que a química é indispensável.

PEGA ESSA DICA!

Na petrologia, associe: textura fanerítica = classificação mineralógica (cristais visíveis) e textura afanítica = classificação química (cristais invisíveis). Sempre que a rocha não permitir identificar minerais a olho nu, a química resolve.

Gabarito: letra C.

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