Questão de Geografia — Geografia Física — FGV 2023
- Código
- fg070953
- Banca
- FGV
- Órgão
- SMPOG de Belo Horizonte - MG
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Engenheiro - Engenharia Geológica
- Aporfirítica.
- Bpoiquilítica.
- Cafanítica.
- Dinequigranular seriada.
GabaritoC — afanítica.
Gabarito: letra C (afanítica). Em rochas de textura afanítica, os cristais são microscópicos, impossibilitando a identificação mineralógica a olho nu. Por isso, a classificação com base na composição química (teor de sílica, elementos maiores) é mais apropriada. Já em texturas faneríticas (cristais visíveis), a classificação mineralógica (por exemplo, diagrama QAPF) é a mais utilizada.
A textura de uma rocha ígnea reflete sua história de resfriamento. Rochas com textura fanerítica (cristais grandes, visíveis a olho nu) resfriam lentamente em profundidade; nelas, a mineralogia pode ser determinada macroscopicamente, sendo a classificação química menos necessária. Já as rochas de textura afanítica (cristais finos, imperceptíveis) resfriam rapidamente na superfície; a composição mineralógica não é identificável visualmente, tornando a análise química essencial para sua classificação.
Textura | Característica | Classificação predominante |
|---|---|---|
Porfirítica | Fenocristais em matriz fina | Mineralógica (fenocristais) + química (matriz) |
Poiquilítica | Inclusões de um mineral em outro | Mineralógica (textura de intercrescimento) |
Afanítica | Cristais microscópicos | Química (indispensável) |
Inequigranular seriada | Grãos de diferentes tamanhos | Mineralógica (fanerítica) |
Textura porfirítica apresenta fenocristais grandes que permitem identificação mineralógica, embora a matriz seja afanítica. A classificação química não é a mais apropriada, pois os fenocristais já fornecem informação mineralógica significativa.
Textura poiquilítica é um tipo de textura de intercrescimento, normalmente observada em rochas faneríticas. A classificação mineralógica é a principal, pois os cristais são visíveis.
Textura afanítica é típica de rochas vulcânicas (ex.: basalto, riolito). Como os cristais são microscópicos, a identificação dos minerais é inviável a olho nu, tornando a classificação química (por exemplo, pelo teor de SiO₂) o método mais adequado para determinar o tipo de rocha.
Textura inequigranular seriada é comum em rochas plutônicas, com cristais de diferentes tamanhos, mas todos visíveis. A classificação mineralógica é perfeitamente aplicável, sendo a química complementar, não a mais apropriada.
A banca inverte a lógica: o candidato pode pensar que rochas com cristais visíveis (faneríticas) precisam de análise química, mas é o contrário — é nas rochas de grão fino (afaníticas) que a química é indispensável.
Na petrologia, associe: textura fanerítica = classificação mineralógica (cristais visíveis) e textura afanítica = classificação química (cristais invisíveis). Sempre que a rocha não permitir identificar minerais a olho nu, a química resolve.
Gabarito: letra C.
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