Questão de Auditoria Governamental — Processo de Auditoria — FGV 2023
Auditoria Governamental›Processo de Auditoria
Código
fg071151
Banca
FGV
Órgão
TCE-BA
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor Estadual de Controle Externo
Durante um trabalho de auditoria que foi adequadamente planejado, o executivo chefe de auditoria concluiu que a administração da entidade auditada aceitara um nível de risco que não deveria ter aceitado, em decorrência dos potenciais impactos negativos para a organização. Apesar de ter discutido o assunto com a alta administração da entidade auditada, o executivo chefe de auditoria avaliou que a questão não tinha sido resolvida.Nessa situação, as Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna orientam que o executivo chefe de auditoria deve:
Aalterar o escopo do trabalho de auditoria;
Bcomunicar a questão ao conselho (mais alto nível de corpo diretivo da entidade);
Crealizar avaliações adicionais quanto aos riscos a que a entidade está exposta;
Drecomendar um relatório com ressalvas quanto ao risco identificado;
Esugerir a emissão de um relatório com abstenção de opinião.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoB — comunicar a questão ao conselho (mais alto nível de corpo diretivo da entidade);
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Resolução de Aceitação de Riscos pela Administração – Normas IIA
Gabarito: letra B. Segundo as Normas Internacionais para a Prática Profissional de Auditoria Interna (IPPF), especificamente a Norma 2600 – Resolução da Aceitação de Riscos pela Administração, quando o executivo chefe de auditoria (CAE) conclui que a administração aceitou um nível de risco inaceitável e, após discussão, o assunto não é resolvido, o CAE deve comunicar a questão ao conselho (mais alto nível de corpo diretivo).
A banca testa o conhecimento do fluxo de escalonamento de riscos não resolvidos previsto nas normas do IIA. A chave é identificar que, após esgotada a discussão com a alta administração, a próxima instância é o conselho.
1CAE identifica risco inaceitável
2Discute com a administração
3Risco não resolvido?
4Comunica ao conselho
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Alterar o escopo do trabalho não é a ação correta; o risco foi identificado e aceito de forma inadequada, mas a solução não passa por modificar o escopo, e sim por reportar ao nível superior de governança.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Norma 2600 do IIA estabelece que, se o CAE determinar que a administração aceitou um nível de risco que é inaceitável para a organização, ele deve discutir o assunto com a administração. Se o risco não for resolvido, o CAE deve reportar a questão ao conselho. É exatamente o que a alternativa descreve.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Realizar avaliações adicionais de riscos é uma etapa que pode anteceder a conclusão, mas, uma vez que o CAE já concluiu que o risco é inaceitável e a administração não o resolveu, a ação devida é a comunicação ao conselho, não novas avaliações.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Recomendar um relatório com ressalvas é um tipo de opinião modificada na auditoria externa, mas não se aplica à auditoria interna nesse contexto. O papel do auditor interno é reportar à governança, não emitir opinião sobre demonstrações contábeis.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A abstenção de opinião também é uma modalidade de relatório de auditoria externa. Na auditoria interna, o procedimento correto é a comunicação ao conselho, não a emissão de relatório com abstenção de opinião.
PEGA ESSA DICA!
Memorize o fluxo da Norma 2600: risco inaceitável identificado → discussão com a administração → não resolvido → comunicar ao conselho. Esse é um ponto clássico de cobrança em provas sobre normas de auditoria interna.