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Questão de Português — Termos integrantes da oração: Objeto direto, Objeto indireto, Complemento nominal, Agente da Passiva — FGV 2023

PortuguêsTermos integrantes da oração: Objeto direto, Objeto indireto, Complemento nominal, Agente da Passiva
Código
fg071694
Banca
FGV
Órgão
TJ-BA
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Juiz Leigo
Texto 1 – Estudo revela novo alvo para busca de terapias contra doença de Parkinson [fragmento]

Experimentos com camundongos feitos na USP mostraram que a micróglia, um tipo de célula imunológica presente no sistema nervoso central, ajuda a limitar a perda de neurônios

Agência Fapesp

Estudo conduzido no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) revelou um possível mecanismo protetor contra a doença de Parkinson.

Em camundongos, foi observado que a micróglia, um tipo de célula imunológica do sistema nervoso que compõe a chamada glia – conjunto diversificado de células que dá suporte ao funcionamento dos neurônios – pode limitar a perda de capacidade motora e a morte neuronal.

Todos os testes foram conduzidos em animais que receberam 6-hidroxidopamina, uma toxina indutora de sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson, aplicada diretamente no cérebro. Antes, metade dos animais teve as micróglias praticamente eliminadas por uma substância, chamada PLX5622. O grupo que manteve essas células registrou perdas menos significativas de neurônios e de movimento quando comparado aos demais roedores.

"Esses resultados sugerem um possível alvo para o tratamento da doença no futuro, quando descobrirmos mecanismos capazes de ativar a micróglia de maneira benéfica", disse a doutoranda Carolina Parga à assessoria de imprensa do ICB-USP. Ela é primeira autora de um artigo publicado no Journal of Neuroimmunology.

[...]

A descoberta contradiz o que os próprios pesquisadores do ICB e outros estudiosos da área haviam visto anteriormente sobre essas células. Até então acreditava-se o contrário, pois, quando elas eram bloqueadas por fármacos, os sintomas do Parkinson eram mitigados.

"A hipótese mais provável para explicar essa diferença nos resultados é a atuação dos dois fenótipos da micróglia, algo já identificado anteriormente na literatura científica. Uma característica, a positiva, que protege contra a perda neuronal, talvez se manifeste no início da doença, e a outra característica, a negativa, que impulsiona essa perda neuronal, vai predominando à medida que a doença vai evoluindo; o mesmo pode ocorrer em outras doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer e algumas formas de epilepsia", detalha Luiz Roberto Giorgetti de Britto, coordenador do estudo pelo Laboratório de Neurobiologia Celular do ICB. [...]

"Isso reforça a importância de desenvolvermos formas de diagnósticos mais assertivas para as doenças neurodegenerativas, para assim chegarmos a soluções terapêuticas. Pois trata-se de doenças que podem estar ativas durante décadas antes do diagnóstico, que em geral se dá só após a manifestação de sintomas, mas sendo mitigadas pela micróglia e outros mecanismos", complementa.

MUDANÇAS GENÉTICAS

No estudo também foram identificados dois genes que podem estar relacionados à doença de Parkinson. Esses genes apresentavam menor expressão apenas nos grupos em que as micróglias foram eliminadas. "São dois genes relacionados à transmissão por dopamina [substância que influencia nossas emoções, aprendizado e locomoção, além de outras funções] entre alguns grupos de neurônios do sistema nervoso, o que sugere que a micróglia pode ser responsável pela modulação da expressão de genes que atuam nesses processos. Isso ajuda a explicar como a sua ausência resulta na perda de neurônios, o que causa a diminuição de dopamina, o fator responsável pelas alterações motoras", aponta Parga.

Esse conhecimento é promissor principalmente para a pequena parcela de casos de Parkinson e Alzheimer que tem causas genéticas, um total de 5% a 7% dos diagnósticos. "Conhecendo melhor o comportamento desses genes talvez possamos, no futuro, antecipar o diagnóstico da doença, além de propor terapias que consistem na manipulação deles", afirma Britto.

O Laboratório de Neurobiologia Celular agora se aprofunda nos resultados obtidos e nas hipóteses levantadas e também estuda as possíveis implicações da micróglia em modelos animais da doença de Alzheimer.

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/06/ estudo-revela-novo-alvo-para-a-busca-de-terapias-contra-adoenca-de-parkinson.shtml
“Estudo revela novo alvo para busca de terapias contra doença de Parkinson” (Texto 1, Título)

No título do texto 1, a preposição “de” introduz um complemento nominal.

Em todas as alternativas abaixo, está sublinhado um termo introduzido pela preposição “de”.

O único caso em que esse termo NÃO funciona como complemento nominal é:
  1. A“[...] pode limitar a perda de capacidade motora e a morte neuronal”;
  2. B“uma toxina indutora de sintomas semelhantes aos da doença de Parkinson”;
  3. C“[...] o que sugere que a micróglia pode ser responsável pela modulação da expressão de genes”;
  4. D“[...] um tipo de célula imunológica do sistema nervoso”;
  5. E“[...] além de propor terapias que consistem na manipulação deles”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — “[...] um tipo de célula imunológica do sistema nervoso”;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Complemento nominal × adjunto adnominal – identificação pela transitividade

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única em que o termo introduzido por "de" não exerce a função de complemento nominal, mas sim de adjunto adnominal. Enquanto nas demais opções o termo preposicionado completa o sentido de um nome (substantivo ou adjetivo) que exige complemento, em D a expressão "de célula" apenas especifica o tipo, sem relação de necessidade/transitividade.

PEGA ESSA DICA!

O complemento nominal é obrigatório para nomes derivados de verbos transitivos (perda → perder algo; expressão → expressar algo) ou adjetivos que pedem complemento (indutora → indutor de algo). Já o adjunto adnominal é um modificador opcional, como "tipo de" ou "copo de".

Termo preposicionado "de"
  • 1Complemento nominal
    • Exigido por nome transitivo
    • Perda (de capacidade motora) — A
    • Indutora (de sintomas) — B
    • Expressão (de genes) — C
    • Manipulação (deles) — E
  • 2Adjunto adnominal
    • Modificador opcional
    • Tipo (de célula) — D ✅
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Alternativa A — ❌ Incorreta (é complemento nominal)

"pode limitar a perda de capacidade motora"

O substantivo "perda" (derivado de "perder") exige complemento: perde-se algo. "De capacidade motora" é o paciente da perda, funcionando como complemento nominal. Portanto, a alternativa não se encaixa na exceção pedida.

Alternativa B — ❌ Incorreta (é complemento nominal)

"uma toxina indutora de sintomas"

"Indutora" é adjetivo que pede complemento: induzir a algo. "De sintomas" é complemento nominal (o que se induz). Logo, não é o caso procurado.

Alternativa C — ❌ Incorreta (é complemento nominal)

"modulação da expressão de genes"

"Expressão" (substantivo derivado de "expressar") exige complemento: expressar algo. "De genes" é o complemento nominal. Portanto, não é a exceção.

Alternativa D — ✅ Correta (NÃO é complemento nominal) ⟵ GABARITO

"um tipo de célula imunológica do sistema nervoso"

O substantivo "tipo" não é derivado de verbo transitivo nem exige complemento. "De célula" especifica a classificação, funcionando como adjunto adnominal (modificador restritivo). Diferentemente das outras opções, a preposição "de" aqui não completa uma ideia de ação/passividade, mas sim de espécie. Por isso, é o único caso em que o termo NÃO é complemento nominal.

Alternativa E — ❌ Incorreta (é complemento nominal)

"terapias que consistem na manipulação deles"

"Manipulação" (derivado de "manipular") exige complemento: manipular algo/alguém. "Deles" (de + eles) é o complemento nominal (paciente da manipulação). Logo, não é a exceção.


Conclusão: A única alternativa em que o termo introduzido por "de" não exerce função de complemento nominal é a letra D, pois "de célula" atua como adjunto adnominal.

Gabarito: letra D

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