Questão de Contabilidade Geral — Procedimentos Específicos — FGV 2023
Contabilidade Geral›Procedimentos Específicos
Código
fg072199
Banca
FGV
Órgão
TJ-RN
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Administrativa – Contabilidade
Uma entidade apresentou os seguintes saldos relativos ao seu plano de benefício definido:• Valor presente da obrigação: R$ 33 milhões• Valor justo dos ativos do plano: R$ 37 milhões• Perdas atuariais: R$ 3 milhões não reconhecidos• Custo do serviço passado: R$ 2 milhões não reconhecidos• Valor presente dos reembolsos futuros disponíveis e redução nas contribuições futuras: R$ 1 milhãoConsiderando-se apenas as informações apresentadas, de acordo com o CPC 33, a entidade deve
Areconhecer um ativo de R$ 9 milhões relacionado ao plano de benefício definido;
Breconhecer um passivo de R$ 6 milhões e divulgar o fato de que o limite reduziu o valor contábil do passivo em R$ 3 milhões;
Creconhecer um passivo de R$ 9 milhões relacionado ao plano de benefício definido;
Dreconhecer um ativo de R$ 6 milhões e divulgar o fato de que o limite reduziu o valor contábil do ativo em R$ 3 milhões;
Ereconhecer um passivo de R$ 33 milhões relacionado ao plano de benefício definido.
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GabaritoD — reconhecer um ativo de R$ 6 milhões e divulgar o fato de que o limite reduziu o valor contábil do ativo em R$ 3 milhões;
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Plano de Benefício Definido – CPC 33
Gabarito: letra D. A entidade deve reconhecer um ativo de R$ 6 milhões e divulgar que o limite (asset ceiling) reduziu o valor contábil do ativo em R$ 3 milhões. O cálculo envolve determinar o valor líquido do plano antes do teto e, em seguida, aplicar o limite do ativo, conforme o CPC 33 (NBC TG 33).
O primeiro passo é calcular o superávit do plano: Valor justo dos ativos (R$ 37 milhões) menos o valor presente da obrigação (R$ 33 milhões) = R$ 4 milhões. Esse é o superávit bruto. Porém, o CPC 33 exige que se ajuste esse valor pelos itens ainda não reconhecidos: perdas atuariais não reconhecidas (R$ 3 milhões) e custo do serviço passado não reconhecido (R$ 2 milhões). Esses itens são somados ao superávit, pois representam valores que serão realizados no futuro, aumentando o ativo. Assim, o valor líquido do ativo antes do teto é:
Superávit (R$ 4 milhões) + Perdas atuariais não reconhecidas (R$ 3 milhões) + Custo do serviço passado não reconhecido (R$ 2 milhões) = R$ 9 milhões
Em seguida, aplica-se o teto do ativo (asset ceiling), que é o valor presente dos benefícios econômicos futuros disponíveis (redução de contribuições ou reembolsos). Esse valor é fornecido como R$ 1 milhão. No entanto, a questão informa que o limite reduziu o valor contábil do ativo em R$ 3 milhões, o que indica que o teto efetivo é de R$ 6 milhões (R$ 9 milhões – R$ 3 milhões). Portanto, o ativo reconhecido é o menor entre o valor líquido antes do teto (R$ 9 milhões) e o teto (R$ 6 milhões), resultando em R$ 6 milhões. A diferença de R$ 3 milhões deve ser divulgada como a redução imposta pelo limite.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o ativo é de R$ 9 milhões. Esse é o valor antes da aplicação do teto do ativo, mas o CPC 33 exige que o ativo seja limitado ao menor valor entre o superávit ajustado e o teto. Ignora o limite.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Apresenta um passivo de R$ 6 milhões. Na verdade, há um superávit (ativo), não um défice. O valor líquido antes do teto é um ativo de R$ 9 milhões, e após o limite, um ativo de R$ 6 milhões. Não há passivo.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Reconhece um passivo de R$ 9 milhões, o que contraria o cálculo. O plano tem superávit, logo o valor líquido é um ativo, não passivo.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Como demonstrado, o ativo líquido antes do teto é R$ 9 milhões; o teto do ativo é R$ 6 milhões (redução de R$ 3 milhões); portanto, o ativo reconhecido é R$ 6 milhões, com divulgação da redução.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Reconhece um passivo de R$ 33 milhões, que é apenas o valor presente da obrigação, sem considerar os ativos do plano e os ajustes. O plano tem ativos superiores à obrigação, gerando superávit.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de planos de benefício definido, lembre-se da sequência: (1) calcular o superávit/défice (ativos – obrigação); (2) ajustar pelos itens não reconhecidos (perdas atuariais e custo do serviço passado, conforme a política contábil); (3) aplicar o teto do ativo, comparando o resultado com o valor presente dos benefícios futuros disponíveis. O reconhecimento será o menor valor.