Questão de Arquitetura de Software — SOA (Service-oriented architecture) — FGV 2023
- Código
- fg072572
- Banca
- FGV
- Órgão
- TJ-SE
- Ano
- 2023
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Judiciário - Especialidade - Análise de Sistemas
- AESB;
- BREST;
- CBPEL;
- DWSDL;
- EXSD.
GabaritoC — BPEL;
Gabarito: letra C. BPEL (Business Process Execution Language) é a linguagem padrão para orquestração de serviços em uma arquitetura SOA, permitindo definir o fluxo de execução que integra componentes heterogêneos como EJBs e objetos CORBA. As demais alternativas são elementos de suporte, mas não cumprem o papel de organizar um processo de negócio que envolva múltiplos serviços.
A banca FGV cobra o conhecimento dos papéis de cada tecnologia no ecossistema SOA. A chave da questão está em identificar qual alternativa representa uma linguagem de orquestração de processos, e não apenas um mecanismo de comunicação, descrição ou integração.
Alternativa | Função Principal | Relação com Orquestração de Processos | Exemplo de Uso |
|---|---|---|---|
A) ESB | Barramento de integração | Facilita comunicação e roteamento, mas não define fluxo | Transformar mensagens entre EJBs e CORBA |
B) REST | Estilo arquitetural para serviços web | Expõe serviços, mas não orquestra fluxos | API HTTP para consultar dados bancários |
C) BPEL | Linguagem de orquestração de processos | Define fluxo de execução coordenando múltiplos serviços | Integrar EJB + CORBA em um processo bancário |
D) WSDL | Descrição de interface de serviço | Não orquestra; apenas descreve operações | Contrato de um Web Service bancário |
E) XSD | Esquema de dados XML | Não orquestra; define estrutura de dados | Validar formato de mensagens XML |
ESB (Enterprise Service Bus) é um barramento de integração que realiza roteamento, transformação de mensagens e conversão de protocolos, mas não define a lógica de fluxo de um processo de negócio. Ele facilita a comunicação entre serviços, porém a orquestração é feita por uma linguagem de processo, como BPEL.
REST é um estilo arquitetural para construção de serviços web baseados em HTTP. Embora seja usado para expor serviços, não é uma linguagem de orquestração e não define fluxos de execução que coordenam múltiplos serviços.
BPEL (Business Process Execution Language) é uma linguagem baseada em XML que permite especificar a sequência de chamadas, condições, paralelismo e tratamento de exceções em um processo de negócio. Com ela, é possível orquestrar serviços de diferentes naturezas (EJBs, CORBA, Web Services) de forma coordenada, exatamente o que João precisa para integrar os componentes na nova arquitetura SOA.
WSDL (Web Services Description Language) é usada para descrever a interface de um serviço (operações, mensagens, bindings). Não define fluxo de execução; é apenas um contrato de serviço.
XSD (XML Schema Definition) é um esquema para definir a estrutura e tipos de dados em documentos XML. Não tem relação com orquestração de processos.
Em questões de SOA, lembre-se: para organizar fluxos de execução entre serviços, a tecnologia é o BPEL. O ESB conecta e transforma, mas não orquestra. Use essa distinção para eliminar alternativas rapidamente.
Gabarito: letra C.
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