Questão de Estatística — Inferência estatística — FGV 2023
Estatística›Inferência estatística
Código
fg072851
Banca
FGV
Órgão
TJ-SE
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Especialidade - Estatística
Sobre teste de hipóteses, é correto afirmar que:
Aocorre erro do tipo II quando a hipótese nula é verdadeira e rejeitada;
Bocorre erro do tipo II quando a hipótese nula é falsa e não é rejeitada;
Co p-valor representa a probabilidade de que a hipótese nula seja verdadeira;
Do poder de um teste aumenta quando a probabilidade do erro do tipo I diminui;
Eos erros do tipo I e do tipo II não são relacionados.
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GabaritoB — ocorre erro do tipo II quando a hipótese nula é falsa e não é rejeitada;
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Teste de Hipóteses: Erros Tipo I e Tipo II
Gabarito: letra B. O erro do tipo II ocorre exatamente quando a hipótese nula é falsa e não é rejeitada — é a definição clássica de teste de hipóteses. As demais alternativas trocam os conceitos: o erro tipo I é rejeitar a hipótese nula quando ela é verdadeira, o p-valor não é a probabilidade de a hipótese nula ser verdadeira, o poder do teste não aumenta quando o erro tipo I diminui, e os erros tipo I e II são relacionados (um tende a aumentar quando o outro diminui).
O teste de hipóteses é um procedimento de inferência estatística que parte de uma hipótese nula (), suposta verdadeira, e uma hipótese alternativa (). Com base em uma amostra, decide-se rejeitar ou não rejeitar . Nesse processo, dois erros são possíveis:
Erro tipo I (α): rejeitar quando ela é verdadeira.
Erro tipo II (β): não rejeitar quando ela é falsa.
A probabilidade do erro tipo I é o nível de significância (α), controlado pelo pesquisador. A probabilidade do erro tipo II (β) depende do tamanho da amostra, do valor real do parâmetro e do nível de significância. O poder do teste é a probabilidade de rejeitar quando ela é falsa, ou seja, .
A relação entre os erros é inversa: para um dado tamanho de amostra, se você diminui α (torna o teste mais exigente para rejeitar ), a região de rejeição fica menor, o que aumenta β e, consequentemente, diminui o poder. Para aumentar o poder sem aumentar α, é preciso aumentar o tamanho da amostra.
O p-valor é a probabilidade de obter um valor da estatística de teste igual ou mais extremo do que o observado, supondo que seja verdadeira. Ele não é a probabilidade de ser verdadeira — essa é uma interpretação bayesiana incorreta, frequentemente explorada em provas.
H0 verdadeira
H0 falsa
Não rejeita H0
Erro tipo I (α)
Decisão correta (poder = 1−β)
Rejeita H0
Decisão correta
Erro tipo II (β)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
A alternativa inverte o conceito: rejeitar a hipótese nula quando ela é verdadeira é o erro do tipo I, não o tipo II. O erro tipo II ocorre quando a hipótese nula é falsa e não é rejeitada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Esta é a definição exata do erro do tipo II: a hipótese nula é falsa, mas o teste não a rejeita. É o erro de "deixar passar" uma hipótese falsa, também chamado de "falso negativo".
Alternativa C — ❌ Incorreta
O p-valor não é a probabilidade de a hipótese nula ser verdadeira. Ele é a probabilidade de obter um resultado tão ou mais extremo quanto o observado, assumindo que é verdadeira. A confusão entre essas duas interpretações é uma pegadinha clássica.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O poder do teste () diminui quando a probabilidade do erro tipo I (α) diminui, para um tamanho de amostra fixo. Isso porque reduzir α torna a região de rejeição menor, aumentando β. Para aumentar o poder mantendo α baixo, é preciso aumentar a amostra.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Os erros tipo I e tipo II são relacionados: para um tamanho de amostra fixo, diminuir um tende a aumentar o outro. A única forma de reduzir ambos simultaneamente é aumentar o tamanho da amostra.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a troca entre os erros tipo I e tipo II (alternativa A) e a interpretação errada do p-valor (alternativa C). Decore: erro tipo I = rejeitar verdadeira; erro tipo II = não rejeitar falsa. O p-valor é calculado sob , não é a probabilidade de ser verdadeira.