Questão de Estatística — Cálculo de Probabilidades — FGV 2023
Estatística›Cálculo de Probabilidades
Código
fg072861
Banca
FGV
Órgão
TJ-SE
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Analista Judiciário - Especialidade - Estatística
A função poder de um teste de hipóteses é uma medida importante para avaliar a capacidade de o teste detectar uma diferença ou efeito verdadeiro, caso ele exista.A função poder é definida como a probabilidade de:
Arejeitar a hipótese nula falsa;
Brejeitar a hipótese nula verdadeira;
Caceitar a hipótese nula verdadeira;
Daceitar a hipótese nula, dada a hipótese alternativa verdadeira;
Erejeitar a hipótese alternativa, dada a hipótese nula verdadeira.
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GabaritoA — rejeitar a hipótese nula falsa;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Função Poder de um Teste de Hipóteses
Gabarito: letra A. A função poder (ou potência) de um teste de hipóteses é definida como a probabilidade de rejeitar a hipótese nula quando ela é falsa — ou seja, a probabilidade de o teste detectar corretamente um efeito verdadeiro. Essa é a definição clássica: poder , em que é a probabilidade do erro tipo II (não rejeitar quando ela é falsa).
Para entender a questão, é preciso dominar a lógica dos testes de hipóteses. Em um teste, formulamos duas hipóteses: a hipótese nula (), que representa o status quo ou a ausência de efeito, e a hipótese alternativa (), que representa o que queremos comprovar. A decisão do teste pode levar a dois tipos de erro:
Erro tipo I: rejeitar quando ela é verdadeira. A probabilidade desse erro é denotada por (nível de significância).
Erro tipo II: não rejeitar quando ela é falsa. A probabilidade desse erro é denotada por .
O poder do teste é o complemento do erro tipo II: . Em outras palavras, é a probabilidade de rejeitar dado que é falsa — exatamente o que a alternativa A afirma. A banca explora a confusão entre os dois erros e seus complementos: o candidato que não domina a definição pode trocar o poder pelo nível de significância () ou pelo complemento do erro tipo I ().
A tabela abaixo resume as quatro situações possíveis em um teste de hipóteses:
Decisão \ Realidade
verdadeira
falsa
Rejeitar
Erro tipo I ()
Decisão correta — Poder ()
Não rejeitar
Decisão correta ()
Erro tipo II ()
H0 verdadeira
H0 falsa
Não rejeita
Erro tipo I (α)
Poder (1-β)
Rejeita
Correto (1-α)
Erro tipo II (β)
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A função poder é exatamente a probabilidade de rejeitar a hipótese nula falsa. Isso corresponde a , o complemento do erro tipo II. É a capacidade do teste de detectar um efeito verdadeiro, como o enunciado descreve.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Rejeitar a hipótese nula verdadeira é o erro tipo I, cuja probabilidade é (nível de significância). Não é o poder do teste, mas sim o erro que o pesquisador quer controlar (geralmente fixado em 1%, 5% ou 10%).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Aceitar a hipótese nula verdadeira é uma decisão correta, com probabilidade (nível de confiança). Não é o poder, que se refere à rejeição de falsa.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Aceitar a hipótese nula, dada a hipótese alternativa verdadeira, é o erro tipo II (). O poder é o complemento: rejeitar quando é verdadeira. A alternativa inverte o sentido.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Rejeitar a hipótese alternativa, dada a hipótese nula verdadeira, não é um conceito definido em testes de hipóteses. A decisão do teste é sempre sobre rejeitar ou não a hipótese nula; não se "rejeita a hipótese alternativa" nesse contexto. Além disso, a condição "dada a hipótese nula verdadeira" remeteria ao erro tipo I, não ao poder.
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca os papéis dos erros: o poder () é confundido com o nível de significância () ou com o nível de confiança (). Lembre-se: poder = rejeitar falsa; = rejeitar verdadeira; = aceitar falsa. Com essa tríade na cabeça, você elimina as alternativas B, C e D na hora.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, monte a tabela 2×2 (decisão × realidade) e preencha os quatro quadrantes: erro tipo I, erro tipo II, decisão correta e poder. Em provas, a FGV adora cobrar essa distinção conceitual — vale a pena revisar antes do exame.