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Questão de Legislação Federal — Lei nº 9.615 de 1998 e Lei nº 10.264 de 2001 - Normas Gerais sobre Desporto — FGV 2023

Legislação FederalLei nº 9.615 de 1998 e Lei nº 10.264 de 2001 - Normas Gerais sobre Desporto
Código
fg073466
Banca
FGV
Órgão
TST
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Juiz do Trabalho Substituto
Peripécia na Bola, jogador de futebol, mantém há três aos com o PontaPé Futebol Clube, entidade de prática desportiva brasileira de renome internacional, contrato especial de trabalho desportivo.O atleta recebe do clube salário fixo de R$ 20.000,00 mensais, mais acréscimos remuneratórios que somam, em média, R$ 9.000,00 mensais, além de direito de imagem derivado de contrato civil no valor de R$ 8.500,00 mensais.Ocorre que há três meses o clube está, sem justificativa, em débito com o atleta em relação ao direito de imagem, não obstante em dia com todas as demais parcelas de natureza trabalhista.Na situação descrita, com base no que expressamente dispõe a regulamentação especial da profissão de atleta, é correto afirmar que:
  1. APeripécia na Bola pode considerar automaticamente rescindido o contrato especial de trabalho desportivo, ficando livre para transferir-se para qualquer outra entidade de prática desportiva da mesma modalidade, desde que nacional, e exigir cláusula compensatória desportiva, além dos haveres devidos;
  2. Bara considerar o contrato especial de trabalho desportivo rescindido, necessita de decisão judicial prévia que lhe autorize o direito de transferir-se para qualquer outra entidade de prática desportiva da mesma modalidade, nacional ou estrangeira;
  3. CPontaPé Futebol Clube terá o contrato especial de trabalho desportivo com Peripécia na Bola rescindido, ficando o atleta livre para transferir-se para qualquer outra entidade de prática desportiva da mesma modalidade, nacional ou estrangeira, e exigir cláusula compensatória desportiva e os haveres devidos;
  4. Dsomente o débito quanto a parcelas de natureza estritamente salarial dariam a Peripécia na Bola o direito de considerar automaticamente rescindido o contrato especial de trabalho desportivo e a liberdade de transferência para outra entidade de prática desportiva da mesma modalidade, desde que nacional, e exigir cláusula indenizatória desportiva, além dos haveres devidos;
  5. Edeve Peripécia na Bola extrajudicialmente notificar a entidade de prática desportiva empregadora para, querendo, purgar a mora, no prazo de quinze dias, sob pena de rompimento do contrato e liberdade para transferir-se para qualquer outra entidade de prática desportiva da mesma modalidade, desde que nacional, e exigir cláusula indenizatória desportiva e os haveres devidos.
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GabaritoC — PontaPé Futebol Clube terá o contrato especial de trabalho desportivo com Peripécia na Bola rescindido, ficando o atleta livre para transferir-se para qualquer outra entidade de prática desportiva da mesma modalidade, nacional ou estrangeira, e exigir cláusula compensatória desportiva e os haveres devidos;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Lei Pelé – Rescisão do Contrato Especial de Trabalho Desportivo por Inadimplemento

Gabarito: letra C. Nos termos da Lei nº 9.615/1998 (Lei Pelé) e alterações posteriores, o atleta profissional pode considerar rescindido o contrato especial de trabalho desportivo se a entidade de prática desportiva estiver em débito com qualquer parcela da remuneração – incluindo o direito de imagem – por prazo superior a três meses. Nessa hipótese, a rescisão é automática (dispensa notificação prévia ou decisão judicial), e o atleta fica livre para se transferir para qualquer outra entidade desportiva, nacional ou estrangeira, com direito à cláusula compensatória desportiva e aos valores devidos.

A banca testa o conhecimento sobre as hipóteses de justa causa do empregador (clube) no contrato desportivo, especialmente quanto ao direito de imagem – parcela que, embora oriunda de contrato civil, integra o conjunto remuneratório do atleta para efeitos de mora contratual. O ponto central é que a Lei Pelé equipara o inadimplemento do direito de imagem ao das demais verbas trabalhistas para fins de rescisão indireta, permitindo a transferência sem restrições geográficas.

Aspecto

Descrição

Fundamento Legal

Hipótese de rescisão

Inadimplemento de qualquer parcela da remuneração (incluindo direito de imagem) por prazo superior a 3 meses

Lei nº 9.615/1998 (Lei Pelé)

Natureza da rescisão

Automática (dispensa notificação prévia ou decisão judicial)

Lei Pelé

Liberdade de transferência

Para qualquer entidade desportiva, nacional ou estrangeira

Lei Pelé

Direitos do atleta

Cláusula compensatória desportiva + haveres devidos

Lei Pelé

  1. 1Débito > 3 meses
  2. 2Rescisão automática
  3. 3Livre transferência
  4. 4Cláusula compensatória
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a liberdade de transferência se limita a entidades nacionais. A Lei Pelé, contudo, autoriza a transferência para qualquer entidade desportiva, nacional ou estrangeira, desde que o contrato seja rescindido por inadimplemento do clube. A restrição a clubes nacionais não encontra amparo legal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Condiciona a rescisão à decisão judicial prévia. O inadimplemento remuneratório por prazo superior a três meses gera a rescisão automática do contrato, prescindindo de ação judicial. O atleta pode, de imediato, considerar-se livre para transferir-se. A exigência de decisão judicial só se aplicaria a outras hipóteses, como descumprimento de obrigações não pecuniárias.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reflete exatamente o disposto na Lei Pelé: o clube, por estar em mora com o direito de imagem (parte da remuneração) por três meses, terá o contrato rescindido automaticamente. O atleta fica livre para se transferir para qualquer entidade desportiva, nacional ou estrangeira, e pode exigir a cláusula compensatória desportiva (indenização) mais os valores em atraso. Não há necessidade de notificação prévia ou de autorização judicial.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Sustenta que apenas o débito de parcelas estritamente salariais daria direito à rescisão. A Lei Pelé considera todas as parcelas remuneratórias, inclusive o direito de imagem, como base para a mora contratual. Além disso, a alternativa restringe a transferência a clubes nacionais, contrariando a Lei.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Impõe uma notificação extrajudicial com prazo de 15 dias para purgação da mora, o que não está previsto para a hipótese de inadimplemento superior a três meses – a rescisão é automática. Também limita a transferência a entidades nacionais, em desacordo com a lei.

Gabarito: letra C.

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