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Questão de Atualidades — Questões Sociais — FGV 2023

AtualidadesQuestões Sociais
Código
fg074031
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2023
Nível
Fundamental
Na visão de muitos educadores, o debate sobre sexualidade e gênero nas escolas contribui para uma educação mais inclusiva, equitativa e de qualidade.Na educação básica brasileira, o debate sobre sexualidade
  1. Aé tratado como tema transversal, sendo abordado dentro de várias disciplinas, em relação a valores referentes à cidadania, como ética, saúde, trabalho e pluralidade, por exemplo.
  2. Bconsta na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e, portanto, integra o currículo no formato de disciplina voltada para educação sexual.
  3. Cé considerado uma questão pertinente à educação moral e familiar, sendo abordado nas aulas de ensino religioso, com o consentimento dos responsáveis.
  4. Dfaz parte do programa de educação sexual lançado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e visa promover a igualdade de gênero.
  5. Eé obrigatório nas escolas públicas e privadas, por ser um tema que auxilia os estudantes a lidar com as mudanças da sexualidade, típicas do desenvolvimento humano.
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GabaritoA — é tratado como tema transversal, sendo abordado dentro de várias disciplinas, em relação a valores referentes à cidadania, como ética, saúde, trabalho e pluralidade, por exemplo.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Educação e sexualidade: temas transversais na escola

Gabarito: letra A. Na educação básica brasileira, o debate sobre sexualidade é tratado como tema transversal, ou seja, não constitui uma disciplina própria, mas é abordado de forma integrada às diversas áreas do conhecimento, articulado a valores de cidadania como ética, saúde, trabalho e pluralidade cultural. Essa é a orientação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), que estabelecem a transversalidade como eixo metodológico para temas sociais urgentes.

A questão cobra o conhecimento sobre como a sexualidade é inserida no currículo escolar brasileiro. É fundamental distinguir o conceito de tema transversal do de disciplina obrigatória. Enquanto uma disciplina possui carga horária própria, conteúdos sequenciais e avaliação específica, um tema transversal perpassa todas as disciplinas, sendo trabalhado de forma integrada e contextualizada. Os PCNs, publicados em 1997 e 1998, definiram seis temas transversais: Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural, Orientação Sexual e Trabalho e Consumo. A Orientação Sexual, portanto, não é uma matéria isolada, mas um eixo que dialoga com Biologia, História, Português, Artes e demais componentes.

A banca explora a confusão entre esses dois modelos. O candidato que não domina a distinção entre transversalidade e disciplinarização tende a marcar a alternativa que trata a educação sexual como disciplina, o que contraria a lógica dos PCNs e da própria BNCC, que, embora não trate a sexualidade como tema transversal explícito, também não a institui como disciplina. A alternativa correta reflete exatamente o modelo dos PCNs, que permanece como referência conceitual para a abordagem do tema.

Sexualidade na educação básica
  • 1Modelo: tema transversal (PCNs)
    • Não é disciplina própria
    • Perpassa todas as disciplinas
    • Valores de cidadania
      • Ética
      • Saúde
      • Trabalho
      • Pluralidade cultural
  • 2O que NÃO é
    • Disciplina obrigatória (BNCC)
    • Restrita ao ensino religioso
    • Programa de ministério específico
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa reproduz fielmente o modelo dos PCNs: a sexualidade é um tema transversal, abordado dentro de várias disciplinas, articulado a valores de cidadania como ética, saúde, trabalho e pluralidade cultural. Os PCNs elencam a Orientação Sexual entre os temas transversais, que devem ser trabalhados de forma integrada ao currículo, e não como disciplina autônoma. A transversalidade é o mecanismo que permite tratar o tema de maneira contextualizada, respeitando a diversidade e promovendo uma educação inclusiva e equitativa.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que a sexualidade "consta na BNCC" como "disciplina voltada para educação sexual". A BNCC não cria disciplinas; ela define competências e habilidades por área de conhecimento. Além disso, a sexualidade não é tratada na BNCC como disciplina específica, mas pode aparecer em habilidades de componentes como Ciências da Natureza. O erro central é confundir tema transversal (modelo dos PCNs) com disciplina obrigatória (modelo que não existe na legislação educacional brasileira).

Alternativa C — ❌ Incorreta

A alternativa está incorreta ao restringir o debate sobre sexualidade ao âmbito do ensino religioso e condicioná-lo ao consentimento dos responsáveis. A educação sexual, como tema transversal, não é exclusiva do ensino religioso nem depende de autorização familiar para ser abordada. A escola tem autonomia pedagógica para tratar do tema, e o ensino religioso, quando ofertado, é facultativo e não pode ser o único espaço para essa discussão. A alternativa confunde o papel da família com o papel da escola e reduz indevidamente o alcance do tema.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A alternativa é incorreta porque não existe um "programa de educação sexual" lançado pelo Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos com o objetivo de promover a igualdade de gênero. Na verdade, a atuação desse ministério, no período em que existiu, foi marcada por posições contrárias à "ideologia de gênero" e pela defesa de uma abordagem conservadora da sexualidade, o que não se confunde com a promoção da igualdade de gênero. A alternativa atribui ao órgão uma ação que não corresponde à sua atuação real.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A alternativa erra ao afirmar que o debate sobre sexualidade é "obrigatório nas escolas públicas e privadas". Não há previsão legal de obrigatoriedade de uma disciplina ou programa de educação sexual. O que existe é a orientação para que o tema seja trabalhado de forma transversal, como propõem os PCNs. A palavra "obrigatório" é o termo que invalida a alternativa, pois a abordagem da sexualidade não é imposta como disciplina, mas recomendada como tema integrado ao currículo.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre tema transversal e disciplina obrigatória. As alternativas B e E tentam fazer o candidato acreditar que a sexualidade é uma matéria com carga horária própria, quando na verdade ela perpassa as disciplinas. A alternativa C, por sua vez, tenta restringir o tema ao ensino religioso, o que também é incorreto. Fique atento: a palavra "obrigatório" e a ideia de "disciplina" são os principais gatilhos de erro nesta questão. 💪

PEGA ESSA DICA!

Para questões sobre sexualidade e gênero na escola, lembre-se sempre dos PCNs: eles definem a Orientação Sexual como tema transversal, ao lado de Ética, Saúde, Meio Ambiente, Pluralidade Cultural e Trabalho e Consumo. Na prova, desconfie de alternativas que mencionem "disciplina", "obrigatório" ou "programa governamental" — o modelo brasileiro é o da transversalidade.

Gabarito: letra A.

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