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Questão de Português — Interpretação de Textos — FGV 2023

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
fg074345
Banca
FGV
Órgão
SME - SP
Ano
2023
Nível
Superior
Um dos problemas encontrados nos textos de redações é o emprego inadequado de expressões da oralidade.Assinale a frase que mostra a inclusão indevida de uma dessas expressões.
  1. AEm suma, parafraseando uma sentença de Ortega, muito pior do que as normas rigorosas é a ausência de normas, que é a barbárie.
  2. BOlhou em torno e não tinha ninguém. Certificou-se ainda de que ninguém o perseguia, mas positivamente não havia pessoa alguma.
  3. CO chefe do grupo aproximou-se da entrada da caverna, encostou-se a uma parede de rocha da entrada e observou com atenção o interior da gruta, mas nada viu de perigoso.
  4. DComo a Língua Portuguesa é caprichosa, muitos antropônimos e topônimos deslizaram para substantivos comuns.
  5. EVou desafiar a paciência de meus leitores e escrever ainda um artigo sobre esse assunto ao qual já voltei muitas vezes.
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GabaritoB — Olhou em torno e não tinha ninguém. Certificou-se ainda de que ninguém o perseguia, mas positivamente não havia pessoa alguma.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inclusão indevida de expressão da oralidade

Gabarito: letra B. A única frase que apresenta expressões típicas da oralidade é a B, com o uso existencial de "ter" ("não tinha ninguém") e o advérbio "positivamente" em sentido coloquial. As demais alternativas empregam o registro culto, sem marcas de informalidade.

  1. 1Verbo 'ter' existencialEx.: 'não tinha ninguém'
  2. 2Advérbio coloquialEx.: 'positivamente' (= certamente)
  3. 3Registro cultoDemais alternativas
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ✅ Correta (sem oralidade)

"Em suma, parafraseando uma sentença de Ortega, muito pior do que as normas rigorosas é a ausência de normas, que é a barbárie."

A locução "Em suma" é formal e própria de textos argumentativos. Não há traço de oralidade.

Alternativa B — ❌ Incorreta (contém oralidade) ⟵ GABARITO

"Olhou em torno e não tinha ninguém. Certificou-se ainda de que ninguém o perseguia, mas positivamente não havia pessoa alguma."

  • "não tinha ninguém": o verbo "ter" empregado com valor existencial (em vez de "haver") é característico da fala coloquial; o formal seria "não havia ninguém".

  • "positivamente": aqui equivale a "certamente", "com toda certeza", uso comum na oralidade, mas inadequado em texto formal. Embora a palavra exista no registro culto, o sentido intensificador coloquial a torna imprópria no contexto.

Ambos os elementos configuram inclusão indevida de expressão oral.

NÃO CAIA NESSA!

Candidatos podem considerar "positivamente" como formal por ser um advérbio de modo, mas seu uso coloquial (intensificador) destoa do registro exigido.

Alternativa C — ✅ Correta (sem oralidade)

"O chefe do grupo aproximou-se da entrada da caverna, encostou-se a uma parede de rocha da entrada e observou com atenção o interior da gruta, mas nada viu de perigoso."

Vocabulário e sintaxe formais, sem marcas de oralidade.

Alternativa D — ✅ Correta (sem oralidade)

"Como a Língua Portuguesa é caprichosa, muitos antropônimos e topônimos deslizaram para substantivos comuns."

A expressão "a Língua Portuguesa é caprichosa" é uma personificação, mas ainda dentro do registro formal. Nada coloquial.

Alternativa E — ✅ Correta (sem oralidade)

"Vou desafiar a paciência de meus leitores e escrever ainda um artigo sobre esse assunto ao qual já voltei muitas vezes."

"Vou" é futuro do presente no registro informal? Não, é contração de "vou" (ir + infinitivo), comum na escrita formal moderna. A frase é formal e polida. Nenhum traço de oralidade.

Conclusão: Apenas a alternativa B emprega expressões típicas da oralidade, sendo a resposta correta.

Gabarito: letra B.

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