Coesão entre versos no poema de Paulinho da Viola
Gabarito: Alternativa A. O último verso completa o sentido do vocábulo “falta” do verso anterior, formando uma estrutura de coesão por complementação. A passagem que sustenta: “Olha que a rapaziada está sentindo a falta / de um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim.” O termo “falta” exige um complemento (falta de quê?), e o último verso fornece exatamente essa informação, estabelecendo coesão referencial.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O último verso (“de um cavaco, de um pandeiro ou de um tamborim”) está sintática e semanticamente ligado ao substantivo “falta”, que aparece no final do verso anterior. O termo “falta” pede um complemento preposicionado (falta de algo), e o último verso o oferece. Essa relação de dependência é um caso clássico de coesão lexical e sintática. O texto comprova: “sentindo a falta / de um cavaco”. Portanto, a afirmativa está correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O último verso menciona instrumentos concretos (cavaco, pandeiro, tamborim) em sentido literal, não figurado. Não há qualquer indicação no texto de que esses instrumentos simbolizam “toda a história do samba”. A alternativa extrapola: atribui um significado simbólico que o texto não sugere.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A linguagem é informal (ex.: “Tá legal”, “rapaziada”), mas não apresenta gírias nem erros gramaticais. “Tá” é uma contração coloquial corrente, não um erro. O texto não contém desvios da norma padrão, apenas registra um nível informal adequado ao contexto. A alternativa afirma a existência de “erros gramaticais”, o que não se sustenta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O texto é um monólogo: um locutor (eu) dirige-se a um interlocutor (tu/você), mas não há falas de “dois conjuntos de pessoas”. A “rapaziada” é mencionada como terceiro elemento, não como falante. Portanto, não se trata de um texto dialogado com dois grupos de pessoas.
Gabarito: Letra A