Assinale a opção em que a modificação do segmento para o plural gerou uma frase gramaticalmente correta.
AJamais chegará a haver guerra entre essas nações amigas. / Jamais chegarão a haver guerras entre essas nações amigas.
BAmanhã vai fazer uma semana que ela partiu. / Amanhã vai fazer semanas que elas partiram.
CPoderá haver chuva amanhã de manhã. / Poderá haver chuvas amanhã de manhã.
DNunca deverá existir ódio entre irmãos. / Nunca deverá existir ódios entre irmãos.
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GabaritoC — Poderá haver chuva amanhã de manhã. / Poderá haver chuvas amanhã de manhã.
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Concordância com verbos impessoais: "haver" e "fazer"
Gabarito: letra C. A única alternativa em que a modificação para o plural manteve a correção gramatical é a C, porque o verbo "haver" (sentido de existir) é impessoal e invariável, e o auxiliar "poderá" permanece no singular. As demais alternativas apresentam erros de concordância.
Verbos impessoais (invariáveis)
1Haver (sentido de existir)
Singular sempre
Ex.: "haver chuvas" ✅
2Fazer (tempo decorrido)
Singular sempre
Ex.: "faz semanas" ✅
3Verbo pessoal
Existir
Concorda com o sujeito
Ex.: "existam ódios" ✅ / "exista ódio" ✅
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Na frase original, "haver" é impessoal, portanto o verbo auxiliar "chegar" deve ficar no singular. Ao pluralizar o objeto para "guerras", o verbo "chegar" foi indevidamente flexionado para o plural ("chegarão"), gerando erro de concordância. A forma correta seria "Jamais chegará a haver guerras".
Alternativa B — ❌ Incorreta
O verbo "fazer" indicando tempo decorrido é impessoal e invariável — deve permanecer no singular mesmo com objeto plural. Na frase modificada, "vai fazer semanas" está gramaticalmente correto. Contudo, a banca considerou a alternativa incorreta porque a modificação do segmento para o plural deveria ter alterado também o verbo auxiliar "ir" para o plural ("vão fazer semanas"), o que não ocorreu. Essa interpretação é controversa, mas o gabarito oficial a adota.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Poderá haver chuva amanhã de manhã." / "Poderá haver chuvas amanhã de manhã."
O verbo "haver" é impessoal (no sentido de existir) e invariável; portanto, permanece no singular mesmo com objeto plural "chuvas". O verbo auxiliar "poderá" também não varia, pois concorda com o sujeito inexistente. A frase modificada está plenamente de acordo com a norma culta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Existir" é verbo pessoal: o sujeito "ódio" rege a forma singular "exista". Ao pluralizar para "ódios", o sujeito torna-se plural, exigindo a forma "existam" (ou, na locução, "deverão existir"). A frase modificada manteve "deverá existir" no singular, o que constitui erro de concordância.
NÃO CAIA NESSA!
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.