“Existem protistas multicelulares, visíveis a olho nu, como as algas (pois é, elas não são plantas).” (Texto 1, 8º parágrafo)A expressão “pois é” desempenha, na passagem acima, a função de:
Areforçar o caráter multicelular de alguns protistas;
Bcaracterizar o grupo taxonômico das algas;
Ccorroborar uma possível conclusão do leitor;
Davaliar uma posição subjetiva dos biólogos;
Equestionar um atributo potencial das plantas.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — corroborar uma possível conclusão do leitor;
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Função da expressão "pois é" no texto
Gabarito: letra C. A expressão “pois é” no trecho analisado cumpre a função de corroborar uma possível conclusão do leitor – no caso, a de que algas são plantas – ao mesmo tempo que a corrige, indicando que, na verdade, elas não pertencem ao reino vegetal. A resposta é provada diretamente pela leitura do contexto: o autor acaba de mencionar que existem protistas multicelulares como as algas e, entre parênteses, acrescenta “pois é, elas não são plantas”. O “pois é” funciona como um sinal de concordância com o que o leitor poderia estar pensando ("as algas são plantas"), mas para negá-lo em seguida.
Análise do comando
A questão pede a função da expressão “pois é” no trecho. Não se trata de classificação sintática, mas sim de sentido e efeito discursivo. É preciso interpretar o contexto imediato: o autor introduz a informação de que algas são protistas multicelulares e, em seguida, usa “pois é” para introduzir um esclarecimento contraintuitivo – o leitor comum tenderia a classificar algas como plantas, mas o texto afirma o contrário.
Alternativa A — ❌ Incorreta
“Existem protistas multicelulares, visíveis a olho nu, como as algas (pois é, elas não são plantas).”
A expressão não visa reforçar o caráter multicelular – isso já foi dito na oração anterior. O foco está na negação da natureza vegetal das algas, não na multicelularidade.
Alternativa B — ❌ Incorreta
“Pois é” não caracteriza o grupo taxonômico das algas; apenas informa que elas não são plantas. Caracterizar demandaria descrever propriedades do grupo, o que não ocorre.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O leitor, ao ouvir “algas”, naturalmente as associa ao reino vegetal (conhecimento de mundo). O texto, por meio de “pois é”, corrobora essa expectativa do leitor – como quem diz “sim, você está certo em pensar assim, mas” – para em seguida corrigi-la: “elas não são plantas”. A expressão age como um marcador de confirmação de uma conclusão implausível que será desfeita. Veja que, sem o “pois é”, a frase seria apenas “como as algas (elas não são plantas)”, o que soaria menos dialógico. O “pois é” insere a voz do leitor no texto.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não há avaliação de posição subjetiva de biólogos. O texto apenas expõe um fato (algas são protistas, não plantas). A expressão não emite juízo de valor.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Não se questiona atributo algum das plantas. A oração nega que as algas sejam plantas, mas não problematiza nenhuma característica vegetal.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre função de expressões ou conectivos, isole o trecho e pergunte: “O que o autor faz com essa palavra?”. Se ele estiver confirmando uma ideia do leitor para depois contradizê-la, o termo tem valor de corroboração (como em “pois é”, “de fato”, “realmente”).