Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — FGV 2024
Contabilidade Geral›Balanço Patrimonial
Código
fg075092
Banca
FGV
Órgão
AL-PR
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Contador
A identificação e segregação entre custos e perdas é necessária, uma vez que as perdas não são atribuídas aos objetos de custos. Os itens a seguir representam exemplos destas perdas, com exceção de um. Assinale-o.
ADepreciação de ativos imobilizados.
BCatástrofe por fenômenos naturais.
CRedução ao valor recuperável de ativos.
DCatástrofe decorrente da ação humana.
EPagamento por indenizações a funcionários
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GabaritoA — Depreciação de ativos imobilizados.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Custos vs. Perdas – Distinção e Exemplos
Gabarito: letra A. A depreciação de ativos imobilizados não é perda, mas sim despesa/custo decorrente do desgaste normal e esperado do ativo, sendo alocável ao objeto de custo. As demais alternativas (catástrofes, redução ao valor recuperável e indenizações) são exemplos de perdas, conforme a NBC TSP 34, item 22, por representarem consumo anormal e imprevisível de recursos que não devem ser atribuídos aos objetos de custos.
NBC-TSP-34-22
A identificação e segregação entre custos e perdas é necessária, pois as perdas não são atribuídas aos objetos de custos. Dessa forma, perdas por redução a valor recuperável, por indenizações, por catástrofes, entre outras de natureza assemelhada, não devem ser consideradas como custos.
A banca testa a capacidade de distinguir entre custos (consumo normal, previsível e atribuível ao produto/serviço) e perdas (consumo anormal, imprevisível e não atribuível). A depreciação é um gasto sistemático e esperado, portanto custo (ou despesa operacional), não perda.
Alternativa
Descrição
Classificação
É perda?
A
Depreciação de ativos imobilizados
Custo/Despesa (alocável)
Não
B
Catástrofe por fenômenos naturais
Perda
Sim
C
Redução ao valor recuperável de ativos
Perda
Sim
D
Catástrofe decorrente da ação humana
Perda
Sim
E
Pagamento por indenizações a funcionários
Perda
Sim
Alternativa A — ✅ Correta (é a exceção) ⟵ GABARITO
A depreciação representa o desgaste normal do ativo imobilizado, sendo apropriada como custo de produção ou despesa do período, conforme a vida útil estimada. Não se enquadra no conceito de perda (anormal e imprevisível). O erro do candidato seria confundir depreciação com perda por desvalorização (impairment), que esta sim é perda.
Alternativa B — ❌ Incorreta (é exemplo de perda, não a exceção)
Catástrofes naturais (enchentes, terremotos) são eventos anormais e imprevisíveis; o consumo de recursos nesses eventos é perda, não custo.
Alternativa C — ❌ Incorreta (é exemplo de perda)
A redução ao valor recuperável (impairment) é uma perda por desvalorização de ativo, reconhecida quando o valor contábil excede o valor recuperável. É citada expressamente na NBC TSP 34 como perda.
Alternativa D — ❌ Incorreta (é exemplo de perda)
Catástrofes decorrentes de ação humana (incêndio criminoso, acidente industrial) também são anormais e imprevisíveis, constituindo perda.
Alternativa E — ❌ Incorreta (é exemplo de perda)
Pagamento de indenizações a funcionários (ex.: por acidente de trabalho) é uma perda, pois decorre de evento anormal e não contribui para a geração de receita.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, lembre que perda é sempre algo anormal (catástrofe, indenização, impairment), enquanto custo (ou despesa) é o consumo normal (depreciação, materiais, mão de obra). A NBC TSP 34 lista exemplos: redução a valor recuperável, indenizações e catástrofes — decore esses três!
Gabarito: letra A – única alternativa que não é exemplo de perda, mas sim de custo/despesa.