Questão de Redes de Computadores — MPLS — FGV 2024
- Código
- fg075574
- Banca
- FGV
- Órgão
- AL-SC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Analista Legislativo III - Analista de Sistemas
- AI, apenas.
- BII, apenas.
- CIII, apenas.
- DI e II, apenas.
- EI e III, apenas.
GabaritoA — I, apenas.
Gabarito: letra A (apenas a afirmativa I está correta). O MPLS suporta dois métodos de seleção de rota para estabelecer um LSP: roteamento salto a salto (hop-by-hop) e roteamento explícito. A afirmativa I descreve corretamente essa dualidade. As afirmativas II e III contêm erros conceituais que as tornam falsas.
Característica | Roteamento Salto a Salto (Hop-by-Hop) | Roteamento Explícito |
|---|---|---|
Definição | Cada LSR decide o próximo salto independentemente, com base na tabela de roteamento IP. | O caminho completo (ou parcial) é especificado na entrada do LSP (pelo ingress LSR). |
Controle da rota | Distribuído (segue o roteamento IP tradicional). | Centralizado (permite desvio do roteamento IP, ex.: engenharia de tráfego). |
Protocolo típico | LDP (Label Distribution Protocol). | RSVP-TE ou CR-LDP. |
Aplicação principal | Roteamento padrão, sem necessidade de controle fino. | Engenharia de tráfego, políticas de roteamento. |
O MPLS define duas abordagens para a seleção do caminho (LSP) associado a um FEC:
Roteamento salto a salto (hop-by-hop): cada LSR (Label Switch Router) decide, de forma independente, o próximo salto com base na tabela de roteamento IP convencional. O LSP segue a rota determinada pelos protocolos de roteamento IP (como OSPF, BGP).
Roteamento explícito: o caminho completo (ou parcial) é especificado na entrada do LSP, geralmente pelo ingress LSR, utilizando técnicas como engenharia de tráfego (RSVP-TE ou CR-LDP). Esse controle permite desviar do roteamento IP tradicional.
A afirmativa I está, portanto, correta.
A afirmativa II contém dois erros graves:
Diz que no roteamento salto a salto "a rota precisa ser especificada para cada pacote IP". Na verdade, no MPLS, uma vez que o LSP é estabelecido, os pacotes pertencentes ao mesmo FEC são encaminhados com base no rótulo – não é necessário especificar a rota por pacote. A decisão de encaminhamento é feita olhando o rótulo na tabela de switching.
Afirma que isso torna o roteamento salto a salto "muito mais eficiente do que a alternativa de roteamento de origem IP". Embora o MPLS traga ganhos de desempenho (menos consultas a tabelas IP), a comparação é inadequada: o roteamento de origem IP (source routing) é pouco usado, e a eficiência do hop-by-hop MPLS vem da comutação por rótulos, não da especificação de rota por pacote.
Portanto, a afirmativa II é falsa.
A afirmativa III também apresenta incorreções:
Afirma que o roteamento explícito "permite que cada nó escolha o próximo FEC independentemente". Isso é o oposto do que ocorre: no roteamento explícito, a rota é pré-definida (pelo ingress ou por um administrador), e os nós intermediários seguem o caminho especificado, sem escolha independente.
Diz que é "o modo menos usual nas redes IP existente". Na prática, o roteamento salto a salto é o mais comum (equivalente ao IP tradicional), enquanto o explícito é usado em cenários de engenharia de tráfego.
Confunde "roteamento explícito" com "roteamento direto" (termo impreciso).
Logo, a afirmativa III é falsa.
A banca inverte o funcionamento do roteamento explícito (afirmativa III) e insere uma descrição errada do hop-by-hop (afirmativa II). O candidato que apenas lembrar que existem dois tipos pode marcar a alternativa E (I e III) ou D (I e II). Fique atento aos detalhes: no explícito, os nós não escolhem independentemente.
Gabarito: letra A (apenas a afirmativa I).
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