Questão de Auditoria Governamental — Auditoria Governamental — FGV 2024
Auditoria Governamental›Auditoria Governamental
Código
fg075596
Banca
FGV
Órgão
AL-SC
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo III - Contador
Na seleção de objetos de auditoria governamental com ênfase nos riscos (metodologia de Auditoria Baseada em Riscos) são utilizados determinados critérios para identificação daqueles objetos que apresentem maior nível de riscos.Por sua vez, há a auditoria de gestão de riscos que tem por objetivo a verificação da maturidade da gestão de riscos de uma organização.Apesar se tratar de coisas diversas, ambas abordam a análise de riscos, que possui como propósito compreender a natureza do risco e determinar o seu nível.Quanto à análise de riscos em auditoria governamental, assinale a afirmativa correta.
ANa análise de riscos não devem ser considerados os controles existentes de modo a se conhecer o risco em sua inteireza.
BAções de controle são as medidas que modificam (ou pretendem modificar) o nível do risco, podendo ser qualquer processo, política, dispositivo, prática ou outras ações que tenham essa finalidade.
CRisco pode ser definido como um evento que ao acontecer pode gerar efeitos nos objetivos, sendo definido apenas em função de seu impacto.
DO fator redutor de nível de risco é utilizado em função da potência das medidas que serão propostas em função dos riscos identificados.
EÉ papel da auditoria interna implementar respostas a riscos em nome da administração.
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GabaritoB — Ações de controle são as medidas que modificam (ou pretendem modificar) o nível do risco, podendo ser qualquer processo, política, dispositivo, prática ou outras ações que tenham essa finalidade.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Análise de Riscos em Auditoria Governamental
Gabarito: letra B. A banca cobra o conceito de ações de controle na auditoria baseada em riscos. A alternativa B está correta ao definir ações de controle como medidas que modificam o nível do risco, abrangendo processos, políticas, dispositivos, práticas ou outras ações com essa finalidade — definição alinhada ao COSO ERM e às boas práticas de gestão de riscos. As demais alternativas incorrem em erros conceituais: ora ignoram a consideração dos controles existentes, ora definem risco apenas pelo impacto, ora atribuem à auditoria interna a implementação de respostas a riscos, que é papel da administração.
A questão distingue dois temas: (i) seleção de objetos de auditoria com ênfase em riscos (auditoria baseada em riscos) e (ii) auditoria de gestão de riscos, que avalia a maturidade da gestão de riscos. Ambas utilizam análise de riscos, cujo propósito é compreender a natureza do risco e determinar seu nível.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que na análise de riscos não devem ser considerados os controles existentes, para conhecer o risco em sua inteireza. Isso é falso. A análise de riscos pode considerar tanto o risco inerente (sem controles) quanto o risco residual (após considerar os controles existentes). Ignorar os controles impediria avaliar a efetividade da gestão de riscos. As normas de auditoria e o COSO recomendam justamente considerar os controles para determinar o nível de risco residual.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Define corretamente ações de controle como "medidas que modificam (ou pretendem modificar) o nível do risco, podendo ser qualquer processo, política, dispositivo, prática ou outras ações que tenham essa finalidade". Essa definição está em linha com o conceito de controle interno e gestão de riscos adotado pelo COSO (Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission) e pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Ações de controle são, de fato, os mecanismos que reduzem a probabilidade e/ou o impacto dos riscos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Risco é definido apenas em função de seu impacto. A definição completa de risco envolve dois componentes: probabilidade (ou likelihood) e impacto (ou consequência). Um risco pode ter alto impacto mas baixa probabilidade, ou vice-versa. O nível de risco é uma combinação desses dois fatores. Portanto, a afirmação está incompleta e incorreta.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Menciona "fator redutor de nível de risco" utilizado em função da potência das medidas propostas. Não há na literatura de auditoria governamental ou gestão de riscos um conceito padronizado de "fator redutor" calculado com base em "potência". O que existe é a avaliação do risco residual, que considera a efetividade dos controles existentes, mas não um fator de redução genérico. A alternativa é confusa e sem amparo técnico.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Atribui à auditoria interna o papel de implementar respostas a riscos em nome da administração. Isso é um erro conceitual grave. A implementação de respostas a riscos (aceitar, mitigar, transferir, evitar) é responsabilidade da administração (gestão). À auditoria interna cabe avaliar a eficácia da gestão de riscos e dos controles, mas nunca executar as respostas, sob pena de comprometer sua objetividade e independência. As normas do IIA e os referenciais de auditoria governamental são claros nesse ponto.
PEGA ESSA DICA!
Memorize a diferença entre auditoria baseada em riscos (que prioriza objetos com maior risco) e auditoria de gestão de riscos (que avalia a maturidade da gestão). Ambas usam análise de riscos, mas com propósitos distintos. Na prova, lembre-se: implementar controles é papel da administração; avaliá-los é papel da auditoria.