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Questão de Contabilidade Geral — Balanço Patrimonial — FGV 2024

Contabilidade GeralBalanço Patrimonial
Código
fg075603
Banca
FGV
Órgão
AL-SC
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo III - Contador
Em 01/01/2022, uma entidade do setor público adquiriu um terreno por R$80.000, para ser utilizado como estacionamento por seus funcionários.Em 31/12/2022, a entidade constatou que o valor em uso do ativo era de R$70.000, enquanto o valor realizável líquido era de R$75.000. Já em 31/12/2023, o valor em uso e o valor realizável líquido eram, respectivamente, de R$77.000 e R$72.000.Em 31/12/2023, o terreno era mensurado no balanço patrimonial da entidade do setor público por
  1. AR$70.000.
  2. BR$72.000.
  3. CR$75.000.
  4. DR$77.000.
  5. ER$80.000.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — R$77.000.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Teste de Recuperabilidade (Impairment) – Ativo Imobilizado

Gabarito: letra D. Em 31/12/2023, o terreno deve ser mensurado por R$ 77.000, que corresponde ao valor recuperável do ativo naquela data, após aplicação do teste de impairment e reversão parcial da perda anterior. O valor recuperável é o maior entre o valor em uso e o valor realizável líquido.

A entidade pública adquire o terreno por R$ 80.000 em 01/01/2022. Por ser um ativo imobilizado (terreno), está sujeito ao teste de recuperabilidade sempre que houver indícios de desvalorização, conforme as normas contábeis (CPC 01/NBC TSP 07). O valor contábil deve ser comparado com o valor recuperável, definido como o maior entre o valor em uso e o valor realizável líquido. Se o valor contábil exceder o valor recuperável, reconhece-se perda por impairment; posteriormente, se houver reversão da perda, o ativo pode ser ajustado até o limite do valor que teria se o impairment nunca tivesse ocorrido (sem considerar depreciação, no caso de terreno).

Passo a passo:

  • 31/12/2022:

    • Valor contábil: R$ 80.000.

    • Valor em uso: R$ 70.000; Valor realizável líquido: R$ 75.000.

    • Valor recuperável: maior entre os dois = R$ 75.000.

    • Perda por impairment: R$ 80.000 – R$ 75.000 = R$ 5.000. Ativo passa a R$ 75.000.

  • 31/12/2023:

    • Valor contábil inicial: R$ 75.000.

    • Valor em uso: R$ 77.000; Valor realizável líquido: R$ 72.000.

    • Valor recuperável: maior = R$ 77.000.

    • Como o valor recuperável (R$ 77.000) é superior ao valor contábil (R$ 75.000), há reversão da perda. O limite da reversão é o valor que o ativo teria se nunca tivesse sofrido impairment, ou seja, R$ 80.000. Logo, o ativo pode ser ajustado para R$ 77.000 (menor entre R$ 77.000 e R$ 80.000), reconhecendo um ganho de R$ 2.000.

Portanto, em 31/12/2023, o terreno é mensurado por R$ 77.000 no balanço.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Apresenta R$ 70.000, que corresponde ao valor em uso de 2022, mas não é o valor recuperável nem o valor após reversão. Erro de aplicar o valor em uso isoladamente.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Apresenta R$ 72.000, que é o valor realizável líquido de 2023. Mas o valor recuperável é o maior entre valor em uso e valor realizável líquido, portanto R$ 77.000.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Apresenta R$ 75.000, que foi o valor contábil após impairment em 2022. Em 2023, houve reversão, elevando o valor para R$ 77.000.

Alternativa D — ✅ Correta

R$ 77.000, exatamente o valor recuperável em 31/12/2023, conforme demonstrado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Apresenta R$ 80.000, valor original de aquisição. Após impairment em 2022, o ativo foi reduzido; em 2023, a reversão não atinge o custo original porque o valor recuperável é de R$ 77.000 (limite inferior a R$ 80.000).

Gabarito: letra D (R$ 77.000).

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