Pular para o conteúdo principal

Questão de Medicina — Cardiologia e Alterações Vasculares — FGV 2024

MedicinaCardiologia e Alterações Vasculares
Código
fg076098
Banca
FGV
Órgão
AL-TO
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo - Medicina
Paciente do masculino, 75 anos, com diagnósticos de DPOC, hipertensão arterial, diabetes mellitus, infarto agudo do miocárdio há dois meses, terminou quimioterapia para tratamento de tumor maligno de cólon há seis meses.Assinale a opção com o fator de risco alto desse paciente para tromboembolismo pulmonar.
  1. ADPOC.
  2. BDiabetes mellitus.
  3. CInfarto agudo do miocárdio.
  4. DTumor maligno de cólon.
  5. EQuimioterapia.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — Infarto agudo do miocárdio.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Tromboembolismo pulmonar: fatores de risco e estratificação

Gabarito: letra C. O infarto agudo do miocárdio (IAM) recente, ocorrido há dois meses, é um fator de risco alto para tromboembolismo pulmonar (TEP), conforme a classificação de fatores de risco da literatura médica. Embora o tumor maligno de cólon e a quimioterapia também sejam fatores de risco, o IAM recente (nos últimos 3 meses) é categorizado como fator de risco alto, enquanto os demais são considerados fatores de risco moderados.

O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma condição potencialmente fatal causada pela obstrução aguda da circulação arterial pulmonar, geralmente por um trombo originado no sistema venoso profundo dos membros inferiores. A estratificação dos fatores de risco para TEP é fundamental para a decisão de tromboprofilaxia e para a investigação diagnóstica. A classificação mais utilizada divide os fatores de risco em três categorias: alto, moderado e baixo, com base na força da associação com o desenvolvimento de trombose venosa profunda (TVP) e TEP.

Os fatores de risco altos incluem: fratura de pelve, quadril ou membro inferior; artroplastia de quadril ou joelho; cirurgia de grande porte (especialmente abdominal, pélvica ou oncológica); trauma maior; lesão medular; e infarto agudo do miocárdio recente (nos últimos 3 meses). O IAM recente é um fator de risco alto porque o repouso prolongado, a disfunção ventricular e o estado protrombótico associado à síndrome coronariana aguda aumentam significativamente o risco de trombose venosa.

Os fatores de risco moderados incluem: insuficiência cardíaca congestiva; insuficiência respiratória crônica (incluindo DPOC); diabetes mellitus; hipertensão arterial; tumor maligno (câncer ativo ou metastático); quimioterapia; obesidade; tabagismo; e uso de cateter venoso central. O tumor maligno de cólon e a quimioterapia são fatores de risco moderados, pois aumentam o risco de trombose, mas com menor magnitude quando comparados ao IAM recente.

A DPOC é um fator de risco moderado, pois a inflamação sistêmica, a hipoxemia e a imobilidade associadas à doença aumentam o risco trombótico, mas não na mesma intensidade do IAM recente. O diabetes mellitus também é um fator de risco moderado, contribuindo para um estado protrombótico, mas sem a mesma força do IAM recente.

A pegadinha desta questão está em distinguir a força do fator de risco. O candidato pode ser tentado a escolher o tumor maligno ou a quimioterapia por serem condições associadas ao TEP, mas a questão pede especificamente o fator de risco alto. O IAM recente é o único que se enquadra nessa categoria, sendo o infarto agudo do miocárdio há dois meses o fator de risco alto para TEP.

Guarde a hierarquia dos fatores de risco: o IAM recente é alto, enquanto tumor, quimioterapia, DPOC e diabetes são moderados. É exatamente essa distinção que separa as alternativas.

Fator de Risco

Categoria

Justificativa

Infarto agudo do miocárdio (IAM) recente

Alto

Repouso prolongado, disfunção ventricular e estado protrombótico; IAM nos últimos 3 meses é fator de risco alto.

Tumor maligno de cólon

Moderado

Câncer ativo aumenta risco trombótico, mas com menor magnitude que o IAM recente.

Quimioterapia

Moderado

Tratamento quimioterápico eleva risco trombótico, mas não na categoria de risco alto.

DPOC

Moderado

Inflamação sistêmica, hipoxemia e imobilidade aumentam o risco, porém sem a força do IAM recente.

Diabetes mellitus

Moderado

Estado protrombótico associado, mas classificado como risco moderado.

Fatores de risco para TEP
  • 1Alto
    • IAM recente (≤ 3 meses)
    • Cirurgia de grande porte
    • Fratura de pelve/quadril
    • Trauma maior
    • Lesão medular
  • 2Moderado
    • Câncer ativo
    • Quimioterapia
    • DPOC
    • Diabetes mellitus
    • Insuficiência cardíaca
    • Obesidade
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

A DPOC é um fator de risco moderado para TEP, não alto. Embora a doença pulmonar obstrutiva crônica aumente o risco trombótico devido à inflamação sistêmica, hipoxemia e imobilidade, ela não se enquadra na categoria de risco alto, que é reservada para condições como IAM recente, cirurgia de grande porte ou trauma maior.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O diabetes mellitus é um fator de risco moderado para TEP. O diabetes contribui para um estado protrombótico, mas não é classificado como fator de risco alto. A banca incluiu essa alternativa para testar se o candidato conhece a hierarquia dos fatores de risco, pois o diabetes é uma comorbidade comum, mas não é o fator de risco mais forte.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O infarto agudo do miocárdio recente (há dois meses) é um fator de risco alto para TEP. O IAM nos últimos 3 meses é classificado como fator de risco alto, pois o repouso prolongado, a disfunção ventricular e o estado protrombótico associado à síndrome coronariana aguda aumentam significativamente o risco de trombose venosa profunda e, consequentemente, de TEP.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O tumor maligno de cólon é um fator de risco moderado para TEP. Embora o câncer ativo seja um fator de risco bem estabelecido para trombose, ele não é classificado como fator de risco alto. A banca incluiu essa alternativa para testar se o candidato sabe que o câncer é um fator de risco moderado, não alto.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A quimioterapia é um fator de risco moderado para TEP. O tratamento quimioterápico aumenta o risco trombótico, mas não é classificado como fator de risco alto. A quimioterapia, assim como o tumor maligno, é um fator de risco moderado, não alto.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre fatores de risco moderados e altos. O candidato pode ser tentado a escolher o tumor maligno ou a quimioterapia por serem condições associadas ao TEP, mas a questão pede especificamente o fator de risco alto. O IAM recente é o único que se enquadra nessa categoria. Memorize: IAM recente (≤ 3 meses) = alto; tumor, quimioterapia, DPOC e diabetes = moderados.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de TEP, decore a hierarquia dos fatores de risco: alto (IAM recente, cirurgia de grande porte, fratura, trauma maior, lesão medular) vs. moderado (câncer, quimioterapia, DPOC, diabetes, insuficiência cardíaca, obesidade). Essa distinção é recorrente em provas de cardiologia e clínica médica.

Gabarito: letra C

Link permanente: /questoes/fg076098