Questão de Direito Processual Penal — Ação Penal — FGV 2024
- Código
- fg076412
- Banca
- FGV
- Órgão
- AL-TO
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Procurador Jurídico
- AI, II e III.
- BI e II, apenas.
- CII e III, apenas.
- DI e III, apenas.
- EI, apenas.
GabaritoD — I e III, apenas.
Gabarito: letra D (itens I e III corretos). O item I está correto porque o mandato para queixa-crime exige poderes especiais com menção do fato criminoso, sob pena de rejeição (CPP, art. 44). O item II é incorreto, pois a ação penal privada subsidiária cabe quando o Ministério Público não oferece denúncia no prazo legal (5 dias se preso, 15 se solto), e não quando se manifesta pelo arquivamento. O item III está correto: em caso de morte ou ausência da vítima, o direito de representar passa ao cônjuge, ascendentes, descendentes e irmãos, nessa ordem (CPP, art. 31).
O Código de Processo Penal determina que a queixa-crime pode ser oferecida por procurador com poderes especiais, devendo constar do mandato a menção do fato criminoso. A ausência dessa menção torna o mandato insuficiente, podendo o juiz rejeitar a queixa por falta de condição de procedibilidade. A afirmativa está correta.
A ação penal privada subsidiária da pública (art. 29 do CPP) é cabível quando o Ministério Público permanece inerte, ou seja, não oferece denúncia no prazo legal (5 dias se o acusado estiver preso, 15 dias se solto). Se o MP, dentro do prazo, manifesta-se pelo arquivamento do inquérito, não há inércia: houve uma decisão que deve ser impugnada pelas vias próprias (recurso ao procurador-geral, art. 28 do CPP, ou mandado de segurança). Além disso, o prazo de 10 dias mencionado não corresponde ao legal. Portanto, o item é incorreto.
O art. 31 do CPP estabelece que, em caso de morte do ofendido ou quando declarado ausente por decisão judicial, o direito de oferecer queixa ou prosseguir na ação passa ao cônjuge, ascendente, descendente ou irmão, nessa ordem de preferência. A afirmativa reproduz exatamente essa sequência. Correta.
Para não errar na ação penal privada subsidiária, lembre-se: ela só surge se o MP não agir (omissão). Se o MP age (oferece denúncia, pede arquivamento, etc.), a via é outra. O prazo de inércia é de 5 ou 15 dias, nunca 10.
Gabarito: letra D — itens I e III corretos.
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