Durante a execução do processo de auditoria, um auditor externo identificou outras deficiências de controle interno que não eram deficiências significativas, mas que poderiam ser de importância suficiente para merecer a atenção da administração. O auditor discutiu então os fatos e as circunstâncias das suas constatações com a administração.Nesse caso, o auditor
Adeve realizar a comunicação formal, de modo tempestivo e por escrito, aos responsáveis pela governança.
Bdeve determinar quais dessas deficiências merecem a atenção da administração, com base em seu julgamento profissional, para realizar a sua comunicação formal, por escrito.
Cpode considerar que foi feita comunicação verbal das outras deficiências na época dessas discussões, de modo que não precisa ser feita comunicação formal posteriormente.
Dpode considerar que foi feita comunicação verbal dessas outras deficiências na época dessas discussões, faltando apenas formalizar a comunicação realizada em documento por escrito.
Edeve levar em consideração a probabilidade e a possível magnitude de distorções que podem surgir nas demonstrações contábeis em decorrência dessas deficiências para realizar a sua comunicação formal.
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GabaritoC — pode considerar que foi feita comunicação verbal das outras deficiências na época dessas discussões, de modo que não precisa ser feita comunicação formal posteriormente.
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Comunicação de deficiências de controle interno não significativas
Gabarito: letra C. Segundo a NBC TA 265 (Comunicação de Deficiências do Controle Interno), quando o auditor identifica outras deficiências que não são significativas e discute os fatos com a administração, ele pode considerar que já houve comunicação verbal, não sendo necessária comunicação formal posterior.
A banca testa a diferença entre o tratamento de deficiências significativas (comunicação por escrito e tempestiva) e outras deficiências (comunicação verbal ou informal, sem obrigatoriedade de formalização). O enunciado explicita que as deficiências identificadas não eram significativas, o que direciona à regra do item A23 da referida norma.
Deficiência de Controle Interno
Comunicação Exigida
Base Normativa (NBC TA 265)
Deficiências significativas
Comunicação formal, por escrito e tempestiva aos responsáveis pela governança
Itens 9-10
Outras deficiências (não significativas)
Comunicação verbal (pode ser considerada suficiente se discutida com a administração); não exige formalização
Item A23
Critério para classificar como "outras deficiências"
Julgamento profissional do auditor sobre probabilidade e magnitude de distorções
Item A22
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o auditor deve realizar comunicação formal por escrito aos responsáveis pela governança. Essa obrigação se aplica apenas às deficiências significativas (NBC TA 265, item 10). Para as demais deficiências, a comunicação não precisa ser por escrito.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Embora o auditor deva determinar, com base em julgamento profissional, quais deficiências merecem atenção (conforme item A22), a alternativa impõe que essa determinação seja seguida de comunicação formal por escrito. A norma não exige formalização para essas deficiências; a comunicação pode ser verbal.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Exatamente o que dispõe o item A23 da NBC TA 265: se o auditor já discutiu os fatos com a administração, pode considerar que houve comunicação verbal na ocasião, e não precisa fazer comunicação formal posteriormente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que falta apenas formalizar a comunicação em documento por escrito. Isso contraria a norma, que admite a comunicação verbal sem necessidade de formalização. A expressão "falta apenas formalizar" sugere que a comunicação verbal é incompleta, o que não é correto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A consideração sobre probabilidade e magnitude de distorções é o critério para o auditor determinar quais deficiências merecem atenção (item A22), mas a alternativa conclui que isso seria feito "para realizar a sua comunicação formal", o que não é exigido. A comunicação formal não é requerida para essas deficiências.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o tratamento de deficiências significativas (comunicação obrigatória por escrito) e outras deficiências (comunicação verbal suficiente). A alternativa C é contraintuitiva para quem generaliza a regra de comunicação formal. Lembre-se: a exigência de formalização é apenas para deficiências significativas.