Questão de Auditoria de Obras Públicas — Obras Ferroviárias e Rodoviárias — FGV 2024
Auditoria de Obras Públicas›Obras Ferroviárias e Rodoviárias
Código
fg076956
Banca
FGV
Órgão
CGE-PB
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Auditor de Contas Públicas - Auditoria de Obras Públicas
Recentemente, o Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários do DNIT trouxe inovações para os estudos geotécnicos, permitindo a utilização do novo Método de Dimensionamento Nacional (MeDiNa).Nesse sentido, na fase de projeto básico, é correto afirmar que:
Ao espaçamento máximo, entre dois furos de sondagem no sentido longitudinal, é de 500 m, atingindo a profundidade mínima de 2,0 m abaixo do greide de terraplenagem;
Bnos pontos que apresentarem nível d’água até 1,50 m em relação ao greide de terraplenagem, a atual versão do MeDiNa considera a possibilidade de saturação do subleito, sem a necessidade de drenagem profunda;
Ca classificação de solos pode ser realizada pelo método MCT ou AASHTO, devendo ser escolhido aquele que melhor se adequa aos solos de cada região;
Dnos estudos de subleito, os segmentos homogêneos são definidos pelo coeficiente de variação máximo de 20% nos resultados dos ensaios de deformação permanente;
Eno caso de ocorrências de rochas graníticas para utilização em camada de base, deverá ser apresentado o ensaio de análise petrográfica e difração de raio X.
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GabaritoC — a classificação de solos pode ser realizada pelo método MCT ou AASHTO, devendo ser escolhido aquele que melhor se adequa aos solos de cada região;
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Método de Dimensionamento Nacional (MeDiNa) e Estudos Geotécnicos Rodoviários
Gabarito: letra C. A alternativa C está correta, pois o Manual de Diretrizes Básicas do DNIT admite tanto a classificação de solos pelo método MCT (Método de Classificação de Solos Tropicais) quanto pelo método AASHTO, cabendo ao projetista escolher o mais adequado às características regionais. As demais alternativas apresentam informações incorretas quanto a espaçamentos, profundidades, condições de saturação, critérios de homogeneidade e ensaios exigidos.
Embora o texto literal do manual não esteja disponível no contexto fornecido, a análise se baseia no conhecimento usual de projetos rodoviários e na indicação do gabarito oficial da banca.
Alternativa
Afirmação
Correção
Justificativa
A
Espaçamento máximo entre furos de sondagem longitudinal: 500 m; profundidade mínima: 2,0 m abaixo do greide.
❌ Incorreta
Na prática, os espaçamentos são menores (100 m a 200 m) e a profundidade mínima costuma ser superior a 2 m.
B
Nível d’água até 1,50 m abaixo do greide → MeDiNa considera saturação do subleito sem necessidade de drenagem profunda.
❌ Incorreta
A presença de água nessa profundidade geralmente exige drenagem para evitar saturação e perda de capacidade de suporte.
C
Classificação de solos: método MCT ou AASHTO, a critério do projetista conforme a região.
✅ Correta (Gabarito)
O manual do DNIT permite a escolha entre os dois métodos, conforme a adequação aos solos regionais.
D
Segmentos homogêneos do subleito definidos por coeficiente de variação máximo de 20% nos ensaios de deformação permanente.
❌ Incorreta
Esse valor não é critério universal; a homogeneidade é avaliada por parâmetros como CBR ou módulo de resiliência.
E
Ocorrências de rochas graníticas para base → exigência de ensaio de análise petrográfica e difração de raio X.
❌ Incorreta
A exigência de ensaios específicos para rochas graníticas não corresponde ao descrito na alternativa.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o espaçamento máximo entre furos de sondagem longitudinal é de 500 m e a profundidade mínima é de 2,0 m abaixo do greide de terraplenagem. Na prática, os espaçamentos são menores (tipicamente entre 100 m e 200 m) e a profundidade mínima costuma ser superior a 2 m, variando conforme o tipo de solo e carga prevista. Portanto, o valor indicado está incorreto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que, quando o nível d’água está até 1,50 m abaixo do greide, o MeDiNa considera a saturação do subleito sem necessidade de drenagem profunda. Na realidade, a presença de água a essa profundidade geralmente exige medidas de drenagem para evitar a saturação e a perda de capacidade de suporte. A alternativa inverte a condição esperada.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A classificação de solos pode ser realizada pelos métodos MCT (desenvolvido para solos tropicais) ou AASHTO (norma americana). O manual do DNIT permite a escolha entre eles, devendo o projetista optar pelo que melhor se adapta aos solos da região. Essa flexibilidade é coerente com a diversidade geotécnica brasileira.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Estabelece que os segmentos homogêneos do subleito são definidos pelo coeficiente de variação máximo de 20% nos ensaios de deformação permanente. Esse valor não é um critério universal; a homogeneidade é avaliada com base em parâmetros como o CBR (California Bearing Ratio) ou o módulo de resiliência, e o limite de 20% não é o padrão adotado pelo DNIT.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que, para rochas graníticas em camada de base, devem ser apresentados ensaios de análise petrográfica e difração de raio X. Embora a petrografia possa ser solicitada em casos específicos, os ensaios mais comuns para base são os de abrasão Los Angeles, durabilidade e adesividade. A difração de raio X é mais utilizada em estudos mineralógicos detalhados, não sendo exigência rotineira.
PEGA ESSA DICA!
Em questões sobre normas técnicas do DNIT, priorize memorizar os valores típicos de sondagem (espaçamento e profundidade), os métodos de classificação de solos permitidos e os critérios de homogeneidade. A banca FGV costuma cobrar detalhes específicos, como os limites de CV e condições de drenagem. Estude o Manual de Diretrizes Básicas para Elaboração de Estudos e Projetos Rodoviários (atualizado com o MeDiNa) para acertar esse tipo de questão.