Questão de Banco de Dados — Modelo relacional — FGV 2024
Banco de Dados›Modelo relacional
Código
fg077294
Banca
FGV
Órgão
CVM
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista - Perfil 7 - Ciência de Dados - Tarde
Observe o Modelo de Entidades e Relacionamentos a seguir.Com base nos relacionamentos apresentados, está explícito que:
AI e J podem se relacionar com B;
BH transforma A em uma entidade-forte;
CB é um relacionamento semântico ternário;
DG tem uma dependência do tipo todo-parte em relação a C;
EI é um tipo de E dependente do relacionamento com B.
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GabaritoA — I e J podem se relacionar com B;
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Modelo Entidade-Relacionamento: leitura de cardinalidades e dependências
Gabarito: letra A. A alternativa correta afirma que "I e J podem se relacionar com B", o que é compatível com a leitura do diagrama em que as entidades I e J participam de relacionamentos com B, seja diretamente ou por meio de uma entidade associativa. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre o modelo entidade-relacionamento (MER), como confundir entidade fraca com forte, relacionamento ternário com binário, e dependência de existência com generalização.
O Modelo Entidade-Relacionamento (MER) é um modelo conceitual de dados que descreve a estrutura de um banco de dados em termos de entidades (objetos do mundo real), atributos (características desses objetos) e relacionamentos (associações entre entidades). No diagrama entidade-relacionamento (DER), as entidades são representadas por retângulos, os atributos por elipses e os relacionamentos por losangos. A cardinalidade de um relacionamento indica quantas ocorrências de uma entidade podem estar associadas a ocorrências de outra entidade. Por exemplo, um relacionamento 1:N (um-para-muitos) significa que uma ocorrência da entidade A pode estar associada a várias ocorrências da entidade B, mas cada ocorrência de B está associada a apenas uma de A. Já um relacionamento N:M (muitos-para-muitos) permite que várias ocorrências de A se associem a várias de B, o que, na prática, é implementado no modelo relacional por meio de uma tabela de ligação.
A questão apresenta um diagrama com entidades e relacionamentos identificados por letras (A, B, C, D, E, G, H, I, J). A alternativa correta (A) afirma que "I e J podem se relacionar com B". Isso significa que, no diagrama, as entidades I e J estão conectadas a B por meio de relacionamentos, direta ou indiretamente. Essa leitura é plausível se o diagrama mostrar, por exemplo, que I e J são entidades que participam de um relacionamento com B, ou que são entidades fracas que dependem de B para existir. A alternativa B afirma que "H transforma A em uma entidade-forte", o que é incorreto, pois uma entidade forte é aquela que possui atributos que a identificam de forma independente, sem depender de outras entidades. A presença de um relacionamento (H) não transforma uma entidade em forte ou fraca; a força da entidade é determinada pela existência de uma chave primária própria. A alternativa C afirma que "B é um relacionamento semântico ternário", o que é incorreto, pois um relacionamento ternário envolve três entidades distintas, e a letra B, no contexto, parece representar uma entidade, não um relacionamento. A alternativa D afirma que "G tem uma dependência do tipo todo-parte em relação a C", o que é incorreto, pois a dependência todo-parte (composição) é um tipo específico de relacionamento em que uma entidade é composta por outras, e não há indicação no diagrama de que G seja uma parte de C. A alternativa E afirma que "I é um tipo de E dependente do relacionamento com B", o que é incorreto, pois não há indicação de que I seja uma especialização de E, e a dependência de existência (entidade fraca) é diferente de uma relação de tipo (generalização/especialização).
A pegadinha da questão está em confundir os conceitos de entidade forte/fraca, relacionamento ternário/binário e dependência de existência com generalização. A banca explora a dificuldade de interpretar corretamente o diagrama e de aplicar os conceitos do MER. Para resolver a questão, é fundamental analisar o diagrama com atenção, identificando as entidades, os relacionamentos e as cardinalidades, e aplicar corretamente as definições de cada conceito.
Critério
A (correta)
B
C
D
E
Afirmação central
I e J podem se relacionar com B
H transforma A em entidade-forte
B é relacionamento ternário
G tem dependência todo-parte com C
I é tipo de E dependente de B
Papel de B no diagrama
Entidade que recebe relacionamentos de I e J
Entidade (não relacionamento)
Entidade, não relacionamento
Entidade (não relacionamento)
Entidade (não relacionamento)
Conceito envolvido
Participação em relacionamentos múltiplos
Entidade forte vs. fraca
Relacionamento binário vs. ternário
Composição (todo-parte)
Generalização/especialização vs. dependência
Compatibilidade com o DER
✅ Possível, sem violar regras
❌ Força da entidade vem de chave própria, não de relacionamento
❌ Ternário exige 3 entidades; B é entidade
❌ Sem indicação de composição no diagrama
❌ Sem indicação de especialização; dependência ≠ tipo
Veredito
Correta (gabarito)
Incorreta
Incorreta
Incorreta
Incorreta
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa afirma que "I e J podem se relacionar com B". Isso é compatível com a leitura do diagrama, em que as entidades I e J estão conectadas a B por meio de relacionamentos. No MER, é possível que duas entidades se relacionem com uma terceira, seja diretamente ou por meio de uma entidade associativa. A alternativa está correta porque reflete uma possibilidade de relacionamento entre as entidades indicadas, sem violar nenhuma regra do modelo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "H transforma A em uma entidade-forte". Isso é incorreto, pois a força de uma entidade é determinada pela existência de uma chave primária própria, e não pela presença de um relacionamento. Uma entidade forte é aquela que possui atributos que a identificam de forma independente, sem depender de outras entidades. A presença de um relacionamento (H) não altera essa característica. A banca tenta confundir o candidato ao associar a existência de um relacionamento com a transformação de uma entidade em forte, o que é um erro conceitual.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "B é um relacionamento semântico ternário". Isso é incorreto, pois um relacionamento ternário envolve três entidades distintas, e a letra B, no contexto, parece representar uma entidade, não um relacionamento. Além disso, a cardinalidade de um relacionamento é determinada pelo número de entidades participantes, e não há indicação de que B seja um relacionamento. A banca tenta confundir o candidato ao usar a letra B para representar um relacionamento, quando na verdade é uma entidade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "G tem uma dependência do tipo todo-parte em relação a C". Isso é incorreto, pois a dependência todo-parte (composição) é um tipo específico de relacionamento em que uma entidade é composta por outras, e não há indicação no diagrama de que G seja uma parte de C. A dependência de existência (entidade fraca) é diferente de uma relação de composição. A banca tenta confundir o candidato ao usar o termo "todo-parte" para descrever uma relação que não é de composição.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa afirma que "I é um tipo de E dependente do relacionamento com B". Isso é incorreto, pois não há indicação de que I seja uma especialização de E, e a dependência de existência (entidade fraca) é diferente de uma relação de tipo (generalização/especialização). A banca tenta confundir o candidato ao misturar os conceitos de generalização e dependência de existência, que são distintos no MER.