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Questão de Auditoria — Testes, Procedimentos e Técnicas de Auditoria — FGV 2024

AuditoriaTestes, Procedimentos e Técnicas de Auditoria
Código
fg077524
Banca
FGV
Órgão
CVM
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Inspetor - Perfil 3 - Contabilidade e Auditoria - Tarde
Suponha que o auditor independente da companhia industrial XYZ tenha concluído o planejamento da auditoria e a etapa que teve como propósito identificar e avaliar os riscos de distorção relevante, que servirá de subsídio para a implementação das respostas aos riscos avaliados de distorção relevante. Nesse contexto, sabe-se que o auditor independente identificou que:I. em função do grande número de produtos industrializados pela XYZ, o processo de custeio desses produtos é complexo e requer grande número de parâmetros e intervenções manuais;II. são feitas diversas transferências de informações de sistemas dedicados (folha de pagamentos e patrimônio) para o sistema de custeio de produtos, onde é feita a alocação no custo dos produtos acabados das despesas de salários, encargos e depreciação de imobilizado fabril, não havendo conferência da integridade e adequação dessas despesas transferidas para os estoques; eIII. os parâmetros e cálculos do processo de custeio dos produtos acabados são verificados por profissional da contabilidade societária que não se envolve na rotina de custeio; esse profissional é responsável pelo registro contábil do valor dos estoques e do custo dos produtos vendidos no livro razão geral; durante 8 meses, esse profissional esteve ausente da empresa e suas funções foram acumuladas na mesma pessoa responsável pelo processamento do custeio.Nesse contexto, no tocante à avaliação de riscos de distorção relevante e das respostas aos riscos avaliados, é correto afirmar que:
  1. Ao auditor deve realizar testes do controle de verificação independente realizado pela área de contabilidade societária sobre os parâmetro e cálculos do processo de custeio;
  2. Ba observação descrita no item I configura-se como risco de controle, o qual, consequentemente, só poderá ser tratado pelo auditor independente por meio de testes substantivos;
  3. Ca observação descrita no item II configura-se como risco inerente, de modo que poderá ser tratado pelo auditor independente por meio de testes de controle;
  4. Das observações descritas nos itens II e III indicam riscos de controle para os quais o auditor deverá planejar respostas, particularmente por meio de testes substantivos, que permitam que o risco de detecção seja reduzido;
  5. Eas observações descritas nos itens I, II e III indicam riscos de detecção.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — as observações descritas nos itens II e III indicam riscos de controle para os quais o auditor deverá planejar respostas, particularmente por meio de testes substantivos, que permitam que o risco de detecção seja reduzido;

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Risco de auditoria: riscos inerente, de controle e de detecção

Gabarito: letra D. As observações dos itens II (falta de conferência nas transferências) e III (quebra de segregação de funções) configuram riscos de controle – deficiências nos controles internos. Diante de tais riscos, o auditor deve planejar respostas, em especial por meio de testes substantivos, para reduzir o risco de detecção a um nível aceitável. O item I, por sua vez, descreve risco inerente (complexidade e intervenções manuais), e não de controle. A classificação correta e a resposta adequada são as previstas na NBC TA 315.

A questão exige distinguir os componentes do risco de auditoria:

Componente

Conceito

Relacionado a

Risco inerente

Susceptibilidade a distorção antes dos controles

Características da entidade, operações, ambiente

Risco de controle

Risco de que um controle não previna, detecte ou corrija distorção

Deficiências nos controles internos

Risco de detecção

Risco de que os procedimentos do auditor não detectem distorção

Natureza, época e extensão dos testes do auditor

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o auditor deve realizar testes do controle de verificação independente (item III). O controle descrito ficou inoperante por 8 meses (ausência do profissional e acúmulo de funções). Testá-lo seria inócuo; o auditor pode optar por não confiar nesse controle e realizar apenas testes substantivos. A palavra “deve” é inadequada, pois a decisão depende do julgamento profissional.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Classifica o item I como risco de controle e afirma que pode ser tratado com testes substantivos. Na verdade, o item I (complexidade e intervenções manuais) é risco inerente. Também é falso que “só” caibam testes substantivos: riscos inerentes podem ser tratados com testes de controles, caso existam controles eficazes, ou com testes substantivos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Classifica o item II como risco inerente, quando na realidade é risco de controle (falta de conferência). Afirma que pode ser tratado com testes de controle, mas, se o controle é ausente ou ineficaz, não há o que testar; a resposta mais adequada são testes substantivos.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Os itens II e III revelam deficiências de controle (riscos de controle). O auditor, ao avaliá-los, planeja respostas que reduzam o risco de detecção, principalmente por meio de testes substantivos (aumento da amostragem, procedimentos analíticos mais detalhados, etc.). Isso está em linha com a NBC TA 315, que determina que, quanto maior o risco de controle, mais evidências substantivas são necessárias.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que todos os itens (I, II e III) são riscos de detecção. Risco de detecção não é inerente às situações descritas, mas sim ao trabalho do auditor; a complexidade (I) é risco inerente, as deficiências (II e III) são riscos de controle.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca os conceitos de risco inerente e de controle. Item I (complexidade) é clássico risco inerente; itens com falta de controle ou segregação (II e III) são riscos de controle. Lembre: inerente = susceptibilidade “natural”; controle = falha nos controles.

Gabarito: letra D.

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