Questão de Contabilidade Pública — Ingressos e Dispêndios Públicos — FGV 2024
Contabilidade Pública›Ingressos e Dispêndios Públicos
Código
fg077674
Banca
FGV
Órgão
Câmara Municipal de São Paulo - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Consultor Técnico Legislativo - Contador
Depois de reconhecidas as receitas orçamentárias, podem ocorrer fatos supervenientes que ensejem a necessidade de restituições.Essas restituições devem ser registradas como
Adespesa orçamentária, após a autorização orçamentária para a devolução.
Bdespesa orçamentária, sem a necessidade de autorização orçamentária para a devolução.
Cdespesa extraorçamentária, sem a necessidade de autorização orçamentária para a devolução.
Ddedução da receita orçamentária, após a autorização orçamentária para a devolução.
Ededução da receita orçamentária, sem a necessidade de autorização orçamentária para a devolução.
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GabaritoE — dedução da receita orçamentária, sem a necessidade de autorização orçamentária para a devolução.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Contabilização de Restituições de Receitas Orçamentárias
Gabarito: letra E. Após o reconhecimento de receitas orçamentárias, fatos supervenientes podem exigir restituições (devoluções). Essas restituições devem ser registradas como dedução da receita orçamentária, sem necessidade de autorização orçamentária para a devolução. Isso porque não se trata de nova despesa, mas de ajuste na arrecadação, reduzindo o valor efetivamente realizado.
O tratamento contábil de restituições de receitas orçamentárias é consolidado no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP) e na Lei nº 4.320/1964 (que estabelece normas gerais de direito financeiro). A devolução de receitas já arrecadadas não configura uma despesa orçamentária (que exigiria autorização específica e classificação como desembolso), mas sim uma dedução da receita orçamentária, independentemente de nova autorização, pois o valor já havia ingressado e a restituição apenas o ajusta.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que as restituições devem ser registradas como despesa orçamentária, após autorização orçamentária. Erro: restituições não são despesas, pois não representam um gasto novo, e sim a redução de receita já reconhecida. Além disso, não há necessidade de autorização orçamentária, pois a devolução decorre do próprio fato superveniente que afeta a receita.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Também trata como despesa orçamentária, ainda que sem exigir autorização. O conceito está incorreto: a natureza do registro é de dedução da receita, e não de despesa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Propõe registro como despesa extraorçamentária, sem autorização. Despesas extraorçamentárias são aquelas que não constam no orçamento (como devoluções de cauções ou pagamentos de restos a pagar), mas a restituição de receita orçamentária já foi receita do exercício, devendo ser deduzida da própria receita, não classificada como extraorçamentária.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Corretamente indica dedução da receita orçamentária, mas incorre ao exigir autorização orçamentária para a devolução. A restituição é automática: como o fato foi superveniente, a dedução ocorre independentemente de nova autorização.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Registra as restituições como dedução da receita orçamentária, sem necessidade de autorização orçamentária. Este é o procedimento contábil correto: o valor ingressou como receita; ao se verificar a necessidade de devolução, ele é estornado da receita realizada, ajustando o montante arrecadado.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre "despesa" e "dedução da receita". Muitos candidatos pensam que toda saída de recursos é despesa, mas a devolução de receita é mero ajuste na arrecadação, não um gasto novo. Lembre-se: restituição de receita orçamentária = dedução da receita, sem autorização.