Um pensador inglês disse:Da natureza do nosso pensamento depende a fortaleza de nosso corpo, o vigor da nossa inteligência e o êxito de nossos negócios.Sobre a estruturação desse pensamento, assinale a única observação equivocada.
AA frase mostra inversão sintática, com o sujeito após o verbo.
BOs componentes do sujeito mostram paralelismo sintático.
CA preposição “de” em todos os exemplos do texto é de uso gramatical, ou seja, dependem da regência de termos anteriores.
DOs termos “fortaleza” e “êxito” correspondem aos sinônimos, respectivamente, “força” e “sucesso”.
EOs pronomes possessivos do texto têm como referente todos os seres humanos.
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GabaritoC — A preposição “de” em todos os exemplos do texto é de uso gramatical, ou seja, dependem da regência de termos anteriores.
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Análise de Estrutura Sintática e Regência
Gabarito: letra C. A única observação equivocada é a C, pois a preposição “de” não é exclusivamente “de uso gramatical” (regida por termo anterior) em todas as ocorrências; em “de nosso corpo”, “da nossa inteligência” e “de nossos negócios”, ela é facultativa e funciona como adjunto adnominal, não como complemento regido.
Frase analisada
“Da natureza do nosso pensamento depende a fortaleza de nosso corpo, o vigor da nossa inteligência e o êxito de nossos negócios.”
Preposição "de" na frase
1Regida (obrigatória)
"da natureza" → regência de "depender"
2Adjunto adnominal (facultativa)
"de nosso corpo"
"da nossa inteligência"
"de nossos negócios"
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Alternativa A — ✅ Correta
Inversão sintática: o sujeito composto (“a fortaleza, o vigor, o êxito”) está posposto ao verbo “depende”. A ordem direta seria: “A fortaleza de nosso corpo, o vigor da nossa inteligência e o êxito de nossos negócios depende da natureza do nosso pensamento.” A inversão é evidente e correta.
Alternativa B — ✅ Correta
Paralelismo sintático: os três núcleos do sujeito (“fortaleza”, “vigor”, “êxito”) seguem a mesma estrutura: artigo definido + substantivo + locução adjetiva com “de” + possessivo. A simetria é mantida.
Alternativa C — ❌ Incorreta ⟵ GABARITO
Erro de generalização: a afirmação de que “a preposição ‘de’ em todos os exemplos do texto é de uso gramatical, ou seja, dependem da regência de termos anteriores” é falsa. A preposição em “da natureza” é regida pelo verbo “depender” (regência verbal obrigatória). Já em “de nosso corpo”, “da nossa inteligência” e “de nossos negócios”, o “de” introduz adjuntos adnominais – exprimem posse ou especificação, mas não são obrigatoriamente exigidos pelos substantivos “fortaleza”, “vigor” e “êxito”. Esses substantivos poderiam ocorrer sem complemento, o que descaracteriza a regência. Portanto, a generalização é indevida.
PEGA ESSA DICA!
Na dúvida entre complemento nominal e adjunto adnominal, pergunte: o termo é obrigatório para o sentido básico do nome? Se for facultativo e indicar posse, é adjunto. Se o nome for relacional (como “dependência”, “natureza”), costuma ser complemento. No caso, “fortaleza”, “vigor” e “êxito” não exigem complemento – o “de” é acessório.
Alternativa D — ✅ Correta
Sinônimos: “fortaleza” pode ser substituído por “força” (vigor físico) e “êxito” por “sucesso” (resultado positivo), sem alteração de sentido. A correspondência é adequada.
Alternativa E — ✅ Correta
Referência dos possessivos: os pronomes “nosso/nossa/nossos” remetem à primeira pessoa do plural, que no contexto filosófico da frase (“nosso pensamento”, “nosso corpo”, “nossa inteligência”, “nossos negócios”) abrange todos os seres humanos, generalizando a afirmação. Como o texto é uma máxima de um pensador, a referência universal é coerente.
Conclusão: A única observação equivocada é a letra C, que generaliza indevidamente a natureza gramatical do “de”. As demais alternativas estão corretas.