Questão de Atualidades — Energia na Atualidade — FGV 2024
Atualidades›Energia na Atualidade
Código
fg079075
Banca
FGV
Órgão
Câmara dos Deputados
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo/Consultoria - Consultor Legislativo - Área XII (Reaplicação)
De acordo com o Balanço Energético Nacional 2023, o uso de lenha residencial no País cresceu em 225 mil toneladas em 2022, ou 1% em relação a 2021.Em relação ao tema, avalie se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V).( ) O aumento do consumo de lenha pelas famílias brasileiras é resultado que está diretamente ligado à queda na demanda por gás de cozinha, cujas vendas caíram em 2021 em função do aumento dos preços causado pelo PPI (Preço de Paridade de Importação) e pela política de cálculo dos combustíveis adotada pela Petrobras.( ) Em 71 cidades brasileiras, o preço do gás de cozinha ultrapassou em novembro a maior média nacional semanal do século, de R$ 113,66, registrada entre os dias 10 e 16 de abril de 2022.( ) As cidades com preços mais elevados estão na região Norte, que é abastecida parcialmente pela Ream (Refinaria da Amazônia), que foi privatizada em 2022 e tem sido a recordista nacional dos combustíveis mais caros.As afirmativas são, respectivamente,
AV – V – F.
BV – F – F.
CF – V – F.
DV – V – V.
EF – F – V.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoD — V – V – V.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Energia e consumo residencial no Brasil (Balanço Energético Nacional 2023)
Gabarito: letra D — as três afirmativas são verdadeiras (V – V – V). O aumento do consumo de lenha pelas famílias está ligado à queda na demanda por gás de cozinha, cujas vendas caíram em 2021 devido ao aumento de preços causado pelo PPI e pela política de cálculo da Petrobras; em 71 cidades o preço do gás ultrapassou a maior média nacional semanal do século, de R$ 113,66; e as cidades com preços mais elevados estão na região Norte, abastecida parcialmente pela Ream, privatizada em 2022 e recordista nacional dos combustíveis mais caros.
A questão trata de um fenômeno socioeconômico e energético: a substituição do gás de cozinha (GLP) pela lenha no consumo residencial brasileiro. Quando o preço do gás sobe de forma acentuada, famílias de menor renda, especialmente em regiões mais pobres, migram para alternativas mais baratas, como a lenha. Esse movimento é um indicador de perda de poder aquisitivo e de precarização das condições de vida, pois a lenha é uma fonte de energia menos eficiente e mais poluente.
A primeira afirmativa estabelece uma relação de causalidade: o aumento do consumo de lenha estaria diretamente ligado à queda na demanda por gás de cozinha, que por sua vez teria caído em 2021 por causa do aumento dos preços, influenciado pelo PPI (Preço de Paridade de Importação) e pela política de cálculo de combustíveis da Petrobras. Essa narrativa é coerente com o contexto de 2021, quando a Petrobras adotava reajustes frequentes baseados no PPI, elevando o preço do GLP e empurrando as famílias mais pobres para alternativas como a lenha. A segunda afirmativa traz um dado específico: em 71 cidades, o preço do gás ultrapassou a maior média nacional semanal do século, de R$ 113,66, registrada entre 10 e 16 de abril de 2022. Esse dado reflete a disparidade regional de preços e o impacto do PPI nos municípios mais distantes dos polos de distribuição. A terceira afirmativa aponta que as cidades com preços mais elevados estão na região Norte, abastecida parcialmente pela Ream (Refinaria da Amazônia), privatizada em 2022 e recordista nacional dos combustíveis mais caros. A Ream, localizada em Manaus, foi vendida pela Petrobras em 2022 e, desde então, tem sido associada a preços elevados de combustíveis na região, devido à logística e à menor concorrência.
1PPI e política da Petrobras
2Alta do preço do GLP
3Queda na demanda por gás
4Migração para lenha
LEVEL · soulevel.com.br
Afirmativa 1 — ✅ Verdadeira
A afirmativa está correta. O aumento do consumo de lenha pelas famílias brasileiras está diretamente ligado à queda na demanda por gás de cozinha, cujas vendas caíram em 2021 em função do aumento dos preços causado pelo PPI (Preço de Paridade de Importação) e pela política de cálculo dos combustíveis adotada pela Petrobras. Esse fenômeno é conhecido como "efeito substituição": quando o preço do GLP sobe, as famílias de baixa renda buscam alternativas mais baratas, como a lenha. A relação de causalidade é direta e foi amplamente noticiada em 2021 e 2022, com a alta do dólar e do petróleo no mercado internacional refletindo nos preços domésticos.
Afirmativa 2 — ✅ Verdadeira
A afirmativa está correta. Em 71 cidades brasileiras, o preço do gás de cozinha ultrapassou em novembro a maior média nacional semanal do século, de R$ 113,66, registrada entre os dias 10 e 16 de abril de 2022. Esse dado é um recorte específico do levantamento da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que monitora semanalmente os preços dos combustíveis. A média de R$ 113,66 foi um recorde histórico, e o fato de 71 cidades terem preços acima desse valor em novembro demonstra a persistência da alta e a desigualdade regional.
Afirmativa 3 — ✅ Verdadeira
A afirmativa está correta. As cidades com preços mais elevados estão na região Norte, que é abastecida parcialmente pela Ream (Refinaria da Amazônia), privatizada em 2022 e recordista nacional dos combustíveis mais caros. A Ream, localizada em Manaus, foi vendida pela Petrobras em 2022 para o grupo Atem, e desde então tem sido associada a preços elevados de combustíveis na região, devido à logística e à menor concorrência. A região Norte, por sua vez, tem uma dependência maior do transporte fluvial e rodoviário, o que encarece o frete e, consequentemente, o preço final ao consumidor.
Conclusão: as três afirmativas são verdadeiras, portanto a alternativa correta é a letra D (V – V – V).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a tentação de marcar a afirmativa 1 como falsa, pois o candidato pode achar que a queda na demanda por gás de cozinha não teria relação com o aumento do consumo de lenha. No entanto, a relação é direta e foi amplamente noticiada: a alta do PPI encareceu o GLP, e as famílias migraram para a lenha. Fique atento a essa causalidade, que é um tema recorrente em questões de atualidades sobre energia.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de atualidades sobre energia, foque nos dados do Balanço Energético Nacional (BEN) e nos relatórios da ANP. Memorize os principais números (como a média de R$ 113,66) e as tendências (como a substituição do GLP pela lenha). Além disso, lembre-se de que a privatização da Ream em 2022 é um marco importante para entender os preços na região Norte.