Questão de Direitos Humanos — Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José) — FGV 2024
Direitos Humanos›Convenção Americana sobre Direitos Humanos (Pacto de San José)
Código
fg079217
Banca
FGV
Órgão
Câmara dos Deputados
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista Legislativo/Consultoria - Consultor Legislativo - Área XIX (Reaplicação)
No Caso Arrelano e outros vs. Chile, a Corte Interamericana de Direitos Humanos decidiu que “a Corte tem consciência de que os juízes e tribunais internos estão sujeitos ao império da lei e, por isso, são obrigados a aplicar as disposições vigentes no ordenamento jurídico. Mas quando um Estado ratifica um tratado internacional como a Convenção Americana, seus juízes, como parte do aparato estatal, também estão submetidos a ela, o que os obriga a velar para que os efeitos das disposições da Convenção não se vejam diminuídos pela aplicação de leis contrárias a seu objeto e a seu fim e que, desde o início, carecem de efeitos jurídicos”.Com apoio desse trecho, assinale a afirmativa correta.
AO Poder Judiciário deve exercer uma espécie de “controle de convencionalidade” entre as normas jurídicas internas aplicadas a casos concretos e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos; nessa tarefa, o Poder Judiciário deve levar em conta não apenas o tratado, mas também a interpretação que a Corte Interamericana, intérprete última da Convenção Americana, fez do mesmo.
BApenas o Poder Judiciário deve exercer uma espécie de “controle de convencionalidade” entre as normas jurídicas internas aplicadas a casos concretos e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, enquanto outras autoridades internas, como Ministério Público e Defensoria Pública, jamais devem realizar esse controle; nessa tarefa, o Poder Judiciário deve levar em conta não apenas o tratado, mas também a interpretação que a Corte Interamericana, intérprete última da Convenção Americana, fez do mesmo.
CO Poder Judiciário pode exercer uma espécie de “controle de convencionalidade” entre as normas jurídicas internas aplicadas a casos concretos e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos; nessa tarefa, o Poder Judiciário deve levar em conta não apenas o tratado, mas também a interpretação que a Corte Interamericana, intérprete última da Convenção Americana, fez do mesmo.
DApenas o Poder Judiciário pode exercer uma espécie de “controle de convencionalidade” entre as normas jurídicas internas aplicadas a casos concretos e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, enquanto outras autoridades internas, como Ministério Público e Defensoria Pública, jamais devem realizar esse controle; nessa tarefa, o Poder Judiciário deve levar em conta não apenas o tratado, mas também a interpretação que a Corte Interamericana, intérprete última da Convenção Americana, fez do mesmo.
EApenas o Poder Judiciário deve exercer uma espécie de “controle de convencionalidade” entre as normas jurídicas internas aplicadas a casos concretos e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, enquanto os Poderes Legislativo e Executivo jamais devem realizar esse controle sob pena de usurpação de competência; nessa tarefa, o Poder Judiciário deve levar em conta não apenas o tratado, mas também a interpretação que a Corte Interamericana, intérprete última da Convenção Americana, fez do mesmo
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GabaritoA — O Poder Judiciário deve exercer uma espécie de “controle de convencionalidade” entre as normas jurídicas internas aplicadas a casos concretos e a Convenção Americana sobre Direitos Humanos; nessa tarefa, o Poder Judiciário deve levar em conta não apenas o tratado, mas também a interpretação que a Corte Interamericana, intérprete última da Convenção Americana, fez do mesmo.
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Controle de Convencionalidade (Corte Interamericana de Direitos Humanos)
Gabarito: letra A. A alternativa A está correta ao afirmar que o Poder Judiciário deve exercer o controle de convencionalidade, levando em conta também a interpretação da Corte Interamericana. O trecho do Caso Arrelane vs. Chile é claro: "seus juízes, como parte do aparato estatal, também estão submetidos a ela, o que os obriga a velar para que os efeitos das disposições da Convenção não se vejam diminuídos pela aplicação de leis contrárias..." Dessa forma, o controle é um dever (não uma faculdade) e, embora o recorte foco nos juízes, não exclui outros órgãos, que também possuem o dever de compatibilizar suas atuações com a Convenção.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que o Poder Judiciário deve exercer o controle, em consonância com o trecho que impõe uma obrigação. Acrescenta que deve considerar a interpretação da Corte Interamericana, intérprete última da Convenção, o que é correto conforme a jurisprudência da própria Corte.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro ao inserir "apenas" e "jamais devem realizar", restringindo indevidamente o dever de controle apenas ao Judiciário. Outras autoridades (Executivo, Legislativo, Ministério Público, Defensoria) também devem zelar pela compatibilidade de seus atos com a Convenção, no âmbito de suas competências.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Utiliza o verbo "pode" (faculdade), quando o trecho transcrito revela uma obrigação ("os obriga"). O controle de convencionalidade não é mera possibilidade, mas dever do juiz.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Repete o erro da alternativa B, ao afirmar que "apenas o Poder Judiciário" deve exercer o controle, excluindo outras autoridades, e ainda diz que jamais devem realizar. Incorreto pelos mesmos fundamentos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Mais uma vez, a expressão "apenas" e a exclusão dos Poderes Legislativo e Executivo contradizem a compreensão ampla do controle de convencionalidade, que deve ser exercido por todos os órgãos estatais. O trecho citado não dá suporte a essa exclusividade.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas armadilhas clássicas: (1) trocar "deve" (obrigação) por "pode" (faculdade); (2) inserir "apenas" para restringir a aplicação a um único poder. No controle de convencionalidade, todos os órgãos do Estado (Judiciário, Executivo, Legislativo, Ministério Público, Defensoria) têm o dever de adequar suas condutas à Convenção, cada um no exercício de suas funções. Memorize: é um controle difuso e obrigatório.