Questão de Medicina — Neurologia — FGV 2024
- Código
- fg080623
- Banca
- FGV
- Órgão
- EBSERH
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Ano Adicional - Neurologia
- Alamotrigina;
- Bvalproato;
- Ctopiramato;
- Dfenitoína;
- Etiopental.
GabaritoA — lamotrigina;
Gabarito: letra A. A lamotrigina é o anticonvulsivante de escolha durante a gravidez, pois até o momento não foi associada a defeitos congênitos nem a danos neuropsicomotores, sendo preferida em monoterapia e na menor dose efetiva. O valproato, por outro lado, é o fármaco com maior potencial teratogênico, devendo ser evitado em mulheres em idade fértil.
A epilepsia é uma condição neurológica crônica que exige cuidado especial na gestação, pois as crises convulsivas podem causar sofrimento fetal por redução da perfusão uteroplacentária, hipóxia e acidose materna. O controle das crises é fundamental, mas a escolha do fármaco deve equilibrar eficácia e segurança fetal. A lamotrigina e o levetiracetam são os fármacos de escolha na gestação, com menores riscos de malformações congênitas, enquanto o valproato apresenta o maior risco teratogênico, incluindo a síndrome do valproato fetal, com dismorfias faciais, defeitos cardíacos e de membros, além de risco de defeitos de fechamento do tubo neural. O topiramato e a fenitoína também são considerados de uso criterioso, com riscos associados. O tiopental, por ser um barbitúrico de uso intravenoso, não é uma opção para tratamento crônico da epilepsia na gestação.
A suplementação de ácido fólico é essencial, com dose de 4 mg/dia para mulheres em uso de anticonvulsivantes, iniciada antes da gestação e mantida até o final do primeiro trimestre, para reduzir o risco de defeitos de fechamento do tubo neural. A monoterapia é preferível, pois reduz o risco de malformações em comparação com a politerapia.
A banca explora a confusão entre os fármacos mais seguros e os de maior risco teratogênico. A lamotrigina é a resposta correta por ser o fármaco de escolha, enquanto o valproato é o mais teratogênico e deve ser evitado. O topiramato e a fenitoína são opções de segunda linha, com riscos intermediários. O tiopental não é utilizado no tratamento crônico da epilepsia.
A lamotrigina é o anticonvulsivante de escolha durante a gravidez, pois não foi associada a defeitos congênitos nem a danos neuropsicomotores. É preferida em monoterapia e na menor dose efetiva, sendo uma das opções mais seguras para o controle da epilepsia na gestação.
O valproato é o fármaco com maior potencial teratogênico, associado à síndrome do valproato fetal, com dismorfias faciais, defeitos cardíacos e de membros, além de risco de defeitos de fechamento do tubo neural. Deve ser evitado em mulheres em idade fértil, especialmente no primeiro trimestre.
O topiramato é considerado de uso criterioso na gestação, com riscos associados, não sendo a opção mais segura. Embora seja eficaz para crises focais, seu perfil de segurança fetal é inferior ao da lamotrigina.
A fenitoína é contraindicada na gravidez, apesar de ser compatível com a amamentação. Seu uso na gestação está associado à síndrome da fenitoína fetal, com dismorfias faciais, defeitos cardíacos e retardo mental, não sendo uma opção segura.
O tiopental é um barbitúrico de uso intravenoso, utilizado em situações de emergência como estado epiléptico, não sendo uma opção para tratamento crônico da epilepsia na gestação. Não é um fármaco de escolha para manutenção do controle de crises.
Gabarito: letra A
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