Ano Adicional - Transplante de Rim - Nefrologia R3
Paciente em tratamento de substituição da função renal com hemodiálise há 2 anos. Teve diagnóstico de câncer epitelial de ovário estágio C1.Após a conclusão do tratamento, o transplante renal:
Apode ser realizado entre 1 e 3 anos;
Bpode ser realizado entre 3 e 5 anos;
Cpode ser realizado imediatamente;
Dpode ser realizado após 5 anos
Etem sua realização contraindicada.
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GabaritoC — pode ser realizado imediatamente;
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Transplante renal e neoplasia: quando operar?
Gabarito: letra C. O transplante renal pode ser realizado imediatamente após a conclusão do tratamento do câncer epitelial de ovário em estágio C1, pois, nesse estágio, a doença é considerada curada e não há necessidade de aguardar um intervalo livre de doença. A regra geral para neoplasias é que, após o tratamento curativo, o paciente pode ser transplantado, desde que não haja evidência de doença ativa e o risco de recidiva seja baixo — o que se aplica ao estágio C1.
O transplante renal é a melhor terapia de substituição da função renal, proporcionando maior expectativa e qualidade de vida, além de ser mais custo-efetivo. No entanto, nem todos os pacientes com doença renal crônica (DRC) avançada estão aptos para o transplante; é necessária uma avaliação clínica minuciosa para identificar contraindicações absolutas ou temporárias. Entre as contraindicações temporárias, destaca-se a presença de neoplasia ativa ou recente, pois a imunossupressão necessária após o transplante aumenta o risco de recidiva tumoral e de novos cânceres.
A conduta em relação ao transplante após o tratamento de uma neoplasia depende do tipo e do estágio do tumor. Para tumores de baixo risco, como o câncer epitelial de ovário em estágio C1 (que corresponde a um estágio inicial, sem disseminação), o transplante pode ser realizado imediatamente após a conclusão do tratamento, sem necessidade de um período de observação. Isso porque o risco de recidiva é muito baixo e os benefícios do transplante superam os riscos. Já para tumores de maior risco ou estágios mais avançados, recomenda-se aguardar um intervalo livre de doença, que pode variar de 1 a 5 anos, dependendo do tipo de tumor.
Na prática, a decisão é individualizada, levando em conta o tipo histológico, o estágio, o tratamento realizado e o risco de recidiva. Para o câncer epitelial de ovário em estágio C1, a literatura e as diretrizes de transplante consideram que o risco de recidiva é baixo, permitindo o transplante imediato. É importante ressaltar que a avaliação deve ser feita por uma equipe multidisciplinar, incluindo nefrologista, oncologista e cirurgião de transplante, para garantir a melhor decisão para o paciente.
A pegadinha desta questão está em generalizar a regra de aguardar um intervalo livre de doença para todos os tipos de câncer, sem considerar o estágio. A banca explora a confusão entre tumores de baixo risco (como o estágio C1) e tumores de maior risco, que realmente exigem um período de espera. Portanto, é fundamental avaliar o estágio e o risco de recidiva de cada neoplasia antes de definir o momento do transplante.
Guarde o critério decisivo: o intervalo entre o tratamento do câncer e o transplante depende do risco de recidiva, que é determinado pelo tipo e estágio do tumor. É exatamente essa distinção que separa as alternativas.
Transplante renal após neoplasia
1Risco de recidiva define o intervalo
Baixo risco (estágio inicial)
Transplante imediato
Risco intermediário
Aguardar 1–3 anos
Alto risco
Aguardar 3–5 anos
2Contraindicação
Doença ativa ou metastática
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que o transplante pode ser realizado entre 1 e 3 anos. Esse intervalo é indicado para tumores de risco intermediário, não para o câncer epitelial de ovário em estágio C1, que é de baixo risco e permite o transplante imediato. A banca tenta confundir o candidato com um prazo que se aplica a outras neoplasias, mas não a este caso específico.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que o transplante pode ser realizado entre 3 e 5 anos. Esse intervalo é reservado para tumores de maior risco, como alguns carcinomas renais ou tumores de alto grau, onde o risco de recidiva é mais significativo. No estágio C1, o risco é baixo, tornando esse prazo desnecessário e excessivo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O transplante pode ser realizado imediatamente após a conclusão do tratamento do câncer epitelial de ovário em estágio C1. Nesse estágio, a doença é considerada curada, com baixo risco de recidiva, e os benefícios do transplante superam os riscos. A imunossupressão pós-transplante não representa um risco significativo de recidiva nesse cenário, permitindo a realização imediata do procedimento.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que o transplante pode ser realizado após 5 anos. Esse prazo é indicado para tumores de alto risco ou metastáticos, onde o risco de recidiva é elevado e exige um longo período de observação. No estágio C1, o risco é baixo, tornando esse prazo desnecessário e atrasando indevidamente o transplante, o que pode prejudicar o paciente.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que o transplante é contraindicado. Isso não é verdade para o câncer epitelial de ovário em estágio C1, que é uma neoplasia de baixo risco e não contraindica o transplante. A contraindicação ocorre apenas em casos de doença ativa, metastática ou de alto risco de recidiva, o que não se aplica a este paciente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a generalização indevida da regra de aguardar um intervalo livre de doença para todos os tipos de câncer. O candidato pode pensar que, por ser um câncer, é necessário esperar alguns anos, mas o estágio C1 é de baixo risco e permite o transplante imediato. Lembre-se: o intervalo depende do risco de recidiva, não apenas do diagnóstico de neoplasia.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de transplante e neoplasia, avalie sempre o estágio e o risco de recidiva do tumor. Tumores de baixo risco (estágios iniciais) permitem transplante imediato; tumores de risco intermediário exigem 1-3 anos; tumores de alto risco exigem 3-5 anos ou mais. Essa escala ajuda a responder rapidamente.