Uma paciente com queimaduras profundas de 36% da superfície corporal será transferida para um CTQ nas primeiras 6 horas após o trauma.A conduta no caso é:
Aefetuar debridamento das lesões em sala de cirurgia antes da transferência;
Baplicar compressas com nitrato de prata sobre as zonas afetadas;
Ccobrir as lesões com compressas frias e úmidas com solução fisiológica;
Dcobrir as lesões com compressas estéreis e secas e manter a paciente aquecida;
Ecobrir toda a superfície com gelo.
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GabaritoD — cobrir as lesões com compressas estéreis e secas e manter a paciente aquecida;
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Queimaduras: conduta inicial e transferência para centro de queimados
Gabarito: letra D. Na fase aguda, antes da transferência para um centro de tratamento de queimados (CTQ), a conduta correta é cobrir as lesões com compressas estéreis e secas e manter a paciente aquecida — isso evita a perda de calor e a contaminação, sem interferir na avaliação posterior da profundidade da lesão. O uso de compressas frias/úmidas, gelo ou nitrato de prata é contraindicado nesse momento, pois pode agravar a lesão térmica ou mascarar a avaliação. A conduta se baseia nos princípios do ATLS (Advanced Trauma Life Support) e nas diretrizes de manejo inicial do paciente queimado.
A queimadura é uma lesão causada por agentes térmicos, químicos, elétricos ou radiativos que destrói parcial ou totalmente a pele e seus anexos, podendo atingir camadas mais profundas. A gravidade depende da profundidade, da extensão (superfície corporal queimada — SCQ) e da localização. No caso, a paciente tem queimaduras profundas (provavelmente de 2º grau profundo ou 3º grau) em 36% da SCQ, o que a classifica como grande queimada e justifica a transferência para um CTQ.
Na abordagem inicial, os objetivos são: interromper o processo de queimadura, avaliar a extensão e profundidade, iniciar a reposição volêmica (fórmula de Parkland), analgesia e prevenção de infecção. A cobertura das lesões é parte essencial desse manejo. A regra é: cobrir com curativo estéril e seco, pois isso protege a ferida, reduz a dor, evita a contaminação e minimiza a perda de calor. O resfriamento ativo (compressas frias, gelo) é indicado apenas nos primeiros minutos após a queimadura, para reduzir a temperatura da pele e limitar a progressão da lesão, mas não deve ser mantido por tempo prolongado, especialmente em grandes queimados, pois pode causar hipotermia, vasoconstrição e piora da perfusão tecidual.
O debridamento cirúrgico precoce, antes da transferência, não é recomendado na fase aguda, a menos que haja indicação específica (ex.: queimadura circunferencial com comprometimento vascular). O nitrato de prata é um agente tópico usado no tratamento de feridas, mas não é a conduta inicial de cobertura antes da transferência — além disso, pode manchar os tecidos e dificultar a avaliação. O gelo é contraindicado, pois pode causar lesão por frio adicional e hipotermia.
A pegadinha da questão está em confundir a conduta inicial (pré-hospitalar/emergência) com o tratamento definitivo (que envolve antimicrobianos tópicos, como sulfadiazina de prata, e curativos específicos). Na fase de transferência, o foco é estabilização e proteção, não o tratamento tópico definitivo.
1Interromper o processo de queimadura
2Avaliar extensão e profundidade
3Reposição volêmica (Parkland)
4Analgesia
5Cobrir com curativo estéril e seco
6Manter aquecido e transferir
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Alternativa A — ❌ Incorreta
O debridamento das lesões em sala de cirurgia antes da transferência não é indicado na fase aguda, a menos que haja urgência (ex.: queimadura circunferencial com síndrome compartimental). O debridamento é parte do tratamento definitivo, realizado no CTQ, após estabilização. A conduta inicial é limpeza cuidadosa e cobertura, não excisão cirúrgica.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O nitrato de prata é um antimicrobiano tópico usado no tratamento de feridas queimadas, mas não é a conduta de cobertura inicial antes da transferência. Além disso, pode manchar os tecidos e dificultar a avaliação da profundidade. A cobertura inicial deve ser com curativo estéril e seco.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Compressas frias e úmidas com solução fisiológica não são recomendadas na fase de transferência. O resfriamento ativo é indicado apenas nos primeiros minutos após a queimadura (até 30 minutos) para limitar a progressão da lesão, mas em grandes queimados pode causar hipotermia, vasoconstrição e piora da perfusão. A cobertura deve ser seca e estéril.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Cobrir as lesões com compressas estéreis e secas e manter a paciente aquecida é a conduta correta. Isso protege a ferida, reduz a dor, evita contaminação e minimiza a perda de calor, prevenindo hipotermia — um fator de risco importante no grande queimado. A cobertura seca também não interfere na avaliação posterior da profundidade.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Cobrir toda a superfície com gelo é contraindicado. O gelo pode causar lesão por frio adicional (queimadura por frio), vasoconstrição intensa e hipotermia, agravando o quadro. O resfriamento deve ser feito com água corrente em temperatura ambiente, apenas nos primeiros minutos, e nunca com gelo direto.
Gabarito: letra D — a conduta correta é cobrir as lesões com compressas estéreis e secas e manter a paciente aquecida.