Sobre as alterações hormonais que ocorrem na menopausa, deve-se considerar que:
Aa diminuição do FSH e a redução do estradiol ovariano marcam esse período;
Birregularidades dos ciclos menstruais podem ocorrer, devido à diminuição do nível do LH;
Co aumento do FSH, LH e diminuição do estradiol são alterações laboratoriais observadas;
Duma avaliação de prolactina deve ser feita para se afastar outra causa de amenorreia nessa fase;
Edosagens dos hormônios hipofisários precisam ser realizadas para afastar outras causas de hipogonadismo.
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GabaritoC — o aumento do FSH, LH e diminuição do estradiol são alterações laboratoriais observadas;
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Alterações hormonais na menopausa
Gabarito: letra C. Na menopausa, a falência ovariana leva à diminuição do estradiol e, por perda do feedback negativo, ao aumento do FSH e do LH — esse é o padrão laboratorial clássico do período, confirmado pela tabela de modificações hormonais do climatério pós-menopausa. As demais alternativas invertem ou distorcem esse padrão, como veremos.
A menopausa é definida retrospectivamente como a cessação definitiva da menstruação por 12 meses, consequência do esgotamento dos folículos ovarianos. O processo começa anos antes, na perimenopausa, quando a reserva folicular diminui e os ovários passam a responder mal às gonadotrofinas. O ovário produz menos estradiol e menos inibina — e é justamente a queda da inibina, uma glicoproteína que suprime a secreção hipofisária do FSH, que permite a elevação inicial do FSH. Com a progressão, os níveis de FSH e LH sobem de forma sustentada, enquanto o estradiol cai a valores muito baixos.
O quadro hormonal típico da pós-menopausa é, portanto, o oposto do que ocorre na vida reprodutiva: gonadotrofinas elevadas (FSH e LH) e estrogênios reduzidos (estradiol e estrona). A tabela abaixo resume as principais modificações:
Hormônio
Modificação na pós-menopausa
Estradiol
↓ (diminui)
Estrona
↓ (diminui)
FSH
↑ (aumenta)
LH
↑ (aumenta)
Androstenediona
↓ (diminui)
Testosterona
↓ (diminui)
É importante notar que a mulher pós-menopáusica não é totalmente deficiente em estrogênio: a aromatização periférica da androstenediona em estrona mantém algum estrogênio circulante, especialmente em mulheres obesas. Mas isso não altera o padrão laboratorial central — FSH e LH altos, estradiol baixo.
A irregularidade menstrual que precede a menopausa decorre da falência folicular e da anovulação, não de uma queda do LH. Na verdade, o LH está elevado nessa fase. E, embora a dosagem de prolactina e de hormônios hipofisários possa fazer parte da investigação de amenorreia em outras situações, na menopausa o diagnóstico é essencialmente clínico, baseado na idade e no padrão menstrual, não exigindo rotina laboratorial extensa para afastar outras causas.
Guarde o padrão FSH ↑, LH ↑, estradiol ↓ — é exatamente ele que separa a alternativa correta das demais, que trocam o sentido das variações hormonais.
Afirma que há diminuição do FSH na menopausa. É o inverso do que ocorre: o FSH está aumentado, como consequência da perda do feedback negativo do estradiol e da queda da inibina sobre a hipófise. A redução do estradiol está correta, mas o erro no FSH invalida a alternativa.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Atribui as irregularidades menstruais à diminuição do LH. O LH, assim como o FSH, está elevado na menopausa. As irregularidades decorrem da falência folicular e da anovulação, com produção errática de estradiol e declínio da progesterona — não de queda do LH.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente o padrão hormonal da menopausa: aumento do FSH, aumento do LH e diminuição do estradiol. O aumento das gonadotrofinas é a resposta hipofisária à falência ovariana, e a queda do estradiol é a consequência direta do esgotamento folicular. É a única alternativa que espelha corretamente a tabela de modificações hormonais do climatério.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A dosagem de prolactina é útil na investigação de amenorreia secundária em mulheres em idade reprodutiva, especialmente quando há suspeita de hiperprolactinemia (galactorreia, cefaleia). Na menopausa, porém, a amenorreia é esperada e o diagnóstico é clínico — não há indicação rotineira de dosar prolactina apenas por causa da idade. A alternativa confunde o diagnóstico diferencial da amenorreia na pré-menopausa com a menopausa propriamente dita.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A dosagem de hormônios hipofisários (FSH, LH) pode ser útil em casos selecionados, mas não é necessária de rotina para afastar outras causas de hipogonadismo na menopausa. O diagnóstico é clínico, baseado na idade (geralmente > 45 anos) e no padrão de amenorreia por 12 meses. A alternativa sugere uma investigação laboratorial extensa que não é a conduta padrão nesse contexto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre o padrão hormonal da menopausa (FSH e LH altos, estradiol baixo) e o padrão de outras condições, como a amenorreia hipotalâmica (em que as gonadotrofinas estão baixas). Nas alternativas A e B, ela inverte o sentido das variações — troca o aumento pela diminuição. Fique atento: na menopausa, a regra é gonadotrofinas elevadas e estrogênios reduzidos.
PEGA ESSA DICA!
Para fixar, memorize o tripé da menopausa: FSH ↑, LH ↑, estradiol ↓. Sempre que uma questão falar em menopausa, confira se as gonadotrofinas estão descritas como aumentadas — se a alternativa disser que caíram, está errada. E lembre: a irregularidade menstrual vem da anovulação, não de queda do LH.
Gabarito: letra C — aumento do FSH, aumento do LH e diminuição do estradiol são as alterações laboratoriais observadas na menopausa.