Uma paciente de 70 anos com diagnóstico de osteoporose avançada apresenta frequentes dores nas costas e risco aumentado de fraturas. O especialista em geriatria avalia a necessidade de integrar abordagens que melhorem a densidade óssea e reduzam o risco de fraturas futuras.A conduta adequada nesse caso é:
Aprescrever suplementação de cálcio e vitamina D, combinada com exercícios de força;
Biniciar tratamento com bifosfonatos para aumentar a densidade óssea, sem recomendação de atividade física devido ao risco de fraturas;
Crecomendar a utilização de coletes ortopédicos para suporte lombar e prevenção de fraturas vertebrais, sem outras intervenções;
Dsugerir a implementação de terapia hormonal para fortalecer os ossos, ignorando outros aspectos de estilo de vida que podem afetar a osteoporose;
Efocar exclusivamente na mudança de dieta, sem integrar tratamentos medicamentosos ou exercícios físicos.
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GabaritoA — prescrever suplementação de cálcio e vitamina D, combinada com exercícios de força;
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Osteoporose avançada: abordagem integrada no idoso
Gabarito: letra A. Na osteoporose avançada, a conduta adequada combina suplementação de cálcio e vitamina D com exercícios de força, pois a abordagem não medicamentosa (incluindo atividade física) é preconizada em todas as situações, ao lado do tratamento medicamentoso quando indicado. As demais alternativas erram ao propor intervenções isoladas ou contraindicadas, como suspender exercícios por medo de fraturas ou focar exclusivamente em um único pilar terapêutico.
A osteoporose é uma doença sistêmica caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da microarquitetura do osso, levando ao aumento da fragilidade e do risco de fraturas. No idoso, especialmente na mulher pós-menopausa, a perda óssea é acelerada pela deficiência estrogênica e pela menor absorção de cálcio e síntese de vitamina D. O tratamento não se resume a um único pilar: ele é composto por medidas não medicamentosas (nutrição adequada, exercícios físicos, prevenção de quedas) e medicamentosas (bifosfonatos, denosumabe, teriparatida, entre outros), sempre individualizado.
A suplementação de cálcio e vitamina D é a base do tratamento não medicamentoso, pois garante substrato para a mineralização óssea e corrige deficiências comuns no idoso. Os exercícios de força (resistidos) e de sustentação de peso são fundamentais: a força biomecânica que os músculos exercem sobre os ossos estimula o aumento da densidade mineral óssea (DMO) e, junto com exercícios de equilíbrio, reduz o risco de quedas — principal causa de fraturas no idoso. O material de apoio reforça que "a atividade física contribui para a redução do risco de fratura porque a força biomecânica que os músculos exercem sobre os ossos é capaz de aumentar a DMO" e que "exercícios com ação da gravidade parecem desempenhar importante papel no aumento e na preservação da massa óssea".
A conduta correta, portanto, é integrada: suplementar cálcio e vitamina D (para garantir substrato) e prescrever exercícios de força (para estimular a formação óssea e prevenir quedas). Essa combinação é recomendada em todas as fases do tratamento, inclusive quando há indicação de fármacos. As alternativas incorretas pecam por propor abordagens isoladas, contraindicadas ou que negligenciam pilares essenciais do cuidado.
Guarde o princípio que separa as alternativas: a osteoporose exige abordagem multifatorial — nunca um único pilar isolado, e nunca a supressão de exercícios por medo de fraturas. É exatamente nesse critério que as alternativas se dividem.
Osteoporose avançada no idoso
1Tratamento multifatorial
Medidas não medicamentosas
Suplementação de cálcio e vitamina D
Exercícios de força e sustentação de peso
Prevenção de quedas
Medidas medicamentosas
Bifosfonatos
Denosumabe
Teriparatida
2Erros comuns (abordagem isolada)
Suspender exercícios por medo de fraturas
Coletes ortopédicos sem outras intervenções
Terapia hormonal ignorando estilo de vida
Dieta exclusiva sem fármacos ou exercícios
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Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A alternativa está correta porque propõe exatamente a abordagem integrada recomendada: suplementação de cálcio e vitamina D (base do tratamento não medicamentoso, garantindo substrato para mineralização) combinada com exercícios de força (que aumentam a DMO pela força biomecânica muscular e previnem quedas). Essa combinação é preconizada em todas as situações, conforme o material de apoio: "as medidas não medicamentosas e suplementação de cálcio e colecalciferol (vitamina D) são preconizadas em todas as situações citadas".
Alternativa B — ❌ Incorreta
A alternativa erra ao afirmar que o tratamento com bifosfonatos deve ser feito "sem recomendação de atividade física devido ao risco de fraturas". Isso é um equívoco grave: os exercícios físicos, especialmente os de força e sustentação de peso, são recomendados justamente para reduzir o risco de fraturas, aumentando a DMO e prevenindo quedas. O material de apoio é claro: "Pacientes osteoporóticos ou que estejam tentando evitar a doença devem se exercitar, pelo menos, durante 30 minutos, 3×/semana". Suspender exercícios por medo de fraturas é conduta contrária à evidência — o sedentarismo é, inclusive, um fator de risco para osteoporose.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A alternativa propõe o uso isolado de coletes ortopédicos para suporte lombar e prevenção de fraturas vertebrais, "sem outras intervenções". Embora coletes possam ter papel paliativo no alívio da dor em fraturas vertebrais agudas, eles não tratam a osteoporose em si, não aumentam a DMO e não substituem a suplementação de cálcio/vitamina D, os exercícios físicos ou o tratamento medicamentoso. A abordagem isolada com coletes negligencia todos os pilares do tratamento e não reduz o risco de novas fraturas em outros sítios (quadril, punho).
Alternativa D — ❌ Incorreta
A alternativa sugere terapia hormonal como única medida, "ignorando outros aspectos de estilo de vida". A terapia hormonal (estrogênio) pode ser considerada em mulheres na pós-menopausa para prevenção de osteoporose, mas não é a primeira escolha no idoso e não deve ser usada isoladamente, ignorando estilo de vida. O material de apoio destaca que o tratamento é multifatorial e que "nutrição adequada (cálcio) e exercícios físicos regulares são recomendados desde cedo, junto com a prevenção dos fatores de risco". Além disso, a terapia hormonal tem riscos (eventos tromboembólicos, câncer de mama) que devem ser avaliados individualmente, e não é a conduta padrão para osteoporose avançada em paciente de 70 anos.
Alternativa E — ❌ Incorreta
A alternativa propõe focar "exclusivamente na mudança de dieta, sem integrar tratamentos medicamentosos ou exercícios físicos". A dieta é importante, mas isoladamente é insuficiente para tratar osteoporose avançada. O material de apoio é enfático: o tratamento consiste em "medidas não medicamentosas e medicamentosas", e a suplementação de cálcio e vitamina D é preconizada em todas as situações, junto com exercícios físicos. Negligenciar o tratamento medicamentoso (quando indicado) e os exercícios é conduta inadequada que deixa a paciente exposta a alto risco de fraturas.
Gabarito: letra A — a conduta adequada é a abordagem integrada: suplementação de cálcio e vitamina D combinada com exercícios de força.