Questão de Geografia — Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento — FGV 2024
Geografia›Sensoriamento Remoto e Geoprocessamento
Código
fg086221
Banca
FGV
Órgão
INPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Tecnologista Pleno I - Desenvolvimento de Software e Sistemas para Área de Geoinformática
Considere hipoteticamente um projeto de análise espacial que visa identificar áreas adequadas para construção de casas numa dada região.Um analista tem à disposição diversos tipos de imagens de satélite com características diferentes, que permitem a identificação adequada dos tipos de cobertura da região, seja de forma visual ou com aplicação de técnicas digitais. Estão, também, à disposição, informações de elevação do terreno, com qualidade compatível com a realização do projeto.De acordo com a análise correta que o analista pode fazer dessa situação, assinale a opção que apresenta fatores mais cruciais para definir restrições relacionadas com a proximidade de rios e terrenos com grande inclinação.
AResolução espectral das imagens de satélite e elevação média do terreno.
BAnálise de declividade topográfica e distâncias às linhas de drenagem.
CResolução temporal de dados de sensoriamento remoto e proximidades com centros urbanos.
DPrecisão espacial das medições GPS e proximidade com serviços essenciais.
EInformações de elevação do terreno e resolução radiométrica das imagens de satélite.
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GabaritoB — Análise de declividade topográfica e distâncias às linhas de drenagem.
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Análise espacial para restrições de uso do solo: declividade e distância de drenagem
Gabarito: letra B. Para definir restrições à construção próximas a rios e em terrenos muito inclinados, os fatores cruciais são a análise de declividade topográfica (derivada do modelo digital de elevação) e as distâncias às linhas de drenagem (buffer sobre a rede hidrográfica). Essas duas variáveis respondem diretamente aos riscos de inundação e deslizamento, que são os critérios técnicos que a banca explora.
A questão trata de análise espacial em SIG aplicada ao planejamento do uso do solo. O analista precisa combinar camadas de informação para gerar um mapa de aptidão ou de restrição. Para isso, ele utiliza operações de análise de proximidade (buffers) e análise de superfície (declividade), que são funções básicas de um Sistema de Informações Geográficas.
A declividade é a variação da altitude em relação à distância horizontal, expressa em graus ou porcentagem. Ela é calculada a partir de um Modelo Digital de Elevação (MDE) e é o principal fator para identificar áreas de risco de deslizamento ou de impossibilidade técnica de construção. Já a distância às linhas de drenagem é uma medida de proximidade que define faixas de proteção (Áreas de Preservação Permanente – APPs) ao longo dos rios, evitando construções em áreas sujeitas a inundação ou que degradem a mata ciliar.
A pegadinha da banca está em misturar resoluções de sensoriamento remoto (espectral, temporal, radiométrica) e outros dados (GPS, proximidade de centros urbanos) que, embora sejam importantes em outras análises, não são os fatores cruciais para as restrições específicas citadas. O candidato que não domina o conceito de análise espacial pode se perder entre as opções que mencionam características das imagens de satélite.
Restrições de uso do solo: Proximidade de rios (Buffer sobre rede hidrográfica, Faixas de proteção (APP)); Terrenos inclinados (Declividade (derivada do MDE), Risco de deslizamento); Distratores (resoluções de satélite) (Espectral, Temporal, Radiométrica)
Alternativa A — ❌ Incorreta
A resolução espectral das imagens é importante para distinguir tipos de cobertura, mas não é o fator decisivo para restrições de proximidade de rios ou declividade. A elevação média do terreno é um dado bruto; o que importa é a declividade, que é derivada da elevação, não a média em si. A média pode mascarar variações locais relevantes.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A análise de declividade topográfica é exatamente o que se obtém a partir do modelo de elevação e é o critério para identificar terrenos com grande inclinação. As distâncias às linhas de drenagem são obtidas por operações de buffer sobre a rede hidrográfica e definem as faixas de restrição próximas aos rios. Esses dois fatores são os mais cruciais para o problema apresentado.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A resolução temporal dos dados de sensoriamento remoto é relevante para monitorar mudanças ao longo do tempo, mas não é um fator crucial para restrições de construção. A proximidade com centros urbanos pode ser um critério de aptidão (acesso a infraestrutura), mas não é uma restrição relacionada a rios ou declividade.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A precisão espacial das medições GPS é importante para o levantamento de campo, mas não é um fator de análise espacial para definir restrições. A proximidade com serviços essenciais é um critério de conveniência, não de restrição física ou ambiental.
Alternativa E — ❌ Incorreta
As informações de elevação do terreno são necessárias, mas a resolução radiométrica das imagens de satélite (capacidade de distinguir níveis de energia refletida) não é um fator crucial para restrições de rios ou declividade. A radiometria é mais relevante para classificação de cobertura do solo.
NÃO CAIA NESSA!
A banca mistura resoluções de sensoriamento remoto (espectral, temporal, radiométrica) com dados de análise espacial (declividade, distância). O candidato que decora as resoluções pode cair na alternativa A ou E, mas o que a questão pede são os fatores de análise espacial que geram restrições. Lembre-se: para restrição de rio, pense em buffer; para inclinação, pense em declividade.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de análise espacial, identifique o objetivo da análise. Se o objetivo é restringir áreas, procure por operações de proximidade (buffer) e superfície (declividade, aspecto). As resoluções de sensoriamento remoto são importantes para classificação de cobertura, não para restrições físicas.