Questão de Sistemas Operacionais — Linux — FGV 2024
Sistemas Operacionais›Linux
Código
fg086237
Banca
FGV
Órgão
INPE
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Tecnologista Pleno I - Desenvolvimento de Software para Processamento de Imagens e Dados Adquiridos por Satélites e Sensores Meteorológicos
Considere a linha de comando a seguir, inserida no prompt de um terminal Linux.ogr2ogr -f PostgreSQL PG:"dbname='shape' host='127.0.0.1' port='5434' user='candidato' password='tecnologo'" ..\data\user_data\focos.shp -lco GEOMETRY_NAME=geom -lco FID=gid -lco SPATIAL_INDEX=GIST -nln incendio -overwriteNesse contexto, os parâmetros indicados configuram a ação a ser executada pelo comando ogr2ogr.Assinale a alternativa que corresponde ao comando acima.
AOs dados do arquivo focos.shp são importados para a tabela focos.
BOs dados do arquivo focos.shp são importados para a tabela incendio.
COs dados da tabela incendio são importados para o arquivo focos.shp.
DOs dados da tabela focos são importados para o arquivo incendio.shp.
EOs dados do arquivo focos.shp são indexados pelo método GIST.
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GabaritoB — Os dados do arquivo focos.shp são importados para a tabela incendio.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
ogr2ogr: conversão de dados geoespaciais entre formatos
Gabarito: letra B. O comando ogr2ogr converte dados entre formatos geoespaciais; aqui, ele lê o arquivo vetorial focos.shp (formato Shapefile) e o importa para um banco de dados PostgreSQL, criando a tabela incendio — definida pelo parâmetro -nln (nome da camada). A alternativa B é a única que descreve corretamente essa direção de conversão e o nome da tabela de destino.
O ogr2ogr é uma ferramenta da biblioteca GDAL/OGR, amplamente usada em geoprocessamento para converter dados vetoriais entre formatos (Shapefile, GeoJSON, PostGIS, etc.). A sintaxe básica é: ogr2ogr <destino> <origem> [opções]. No comando da questão, o destino é a string de conexão PostgreSQL (PG:"dbname='shape' host='127.0.0.1' port='5434' user='candidato' password='tecnologo'") e a origem é o arquivo focos.shp. As opções -lco (layer creation options) definem características da camada criada no banco: GEOMETRY_NAME=geom nomeia a coluna de geometria, FID=gid define o campo de identificação, SPATIAL_INDEX=GIST cria um índice espacial GiST. O parâmetro -nln incendio define o nome da camada/tabela de destino como incendio. O -overwrite indica que, se a tabela já existir, ela será sobrescrita.
A pegadinha da questão está em dois pontos: (1) a direção da conversão — muitos candidatos invertem origem e destino, achando que os dados estão sendo exportados do banco para o Shapefile; (2) o nome da tabela de destino — o -nln define incendio, não focos. A alternativa B acerta ambos.
1Lê origem (focos.shp)
2Conecta ao PostgreSQL
3Cria tabela incendio (-nln)
4Aplica opções (-lco)
5Importa dados (-overwrite)
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Erra o nome da tabela de destino: afirma que os dados são importados para a tabela focos, mas o parâmetro -nln incendio define explicitamente que a camada de destino se chama incendio. O arquivo de origem é focos.shp, mas a tabela criada no PostgreSQL recebe o nome indicado em -nln.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Descreve exatamente o que o comando faz: lê o arquivo focos.shp (origem) e importa seus dados para a tabela incendio (destino, definida por -nln). A direção da conversão está correta (Shapefile → PostgreSQL) e o nome da tabela está correto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Inverte a direção da conversão: afirma que os dados da tabela incendio são importados para o arquivo focos.shp. No comando, a origem é o arquivo Shapefile e o destino é o banco de dados — não o contrário. O ogr2ogr lê a origem (primeiro argumento após as opções) e escreve no destino (segundo argumento).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erra tanto a direção quanto os nomes: afirma que os dados da tabela focos são importados para o arquivo incendio.shp. Não há tabela focos no banco (a tabela criada é incendio) e não há arquivo incendio.shp (o arquivo de origem é focos.shp). A conversão é Shapefile → PostgreSQL, não o contrário.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que os dados do arquivo focos.shp são indexados pelo método GIST. O parâmetro SPATIAL_INDEX=GIST realmente cria um índice espacial GiST, mas isso é uma opção de criação da camada (-lco) dentro da importação para o PostgreSQL — não é a ação principal do comando. A ação principal é a conversão/importação dos dados para a tabela incendio; a indexação é um detalhe da criação da tabela.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora duas confusões clássicas: (1) inverter a direção da conversão — o ogr2ogr lê a origem (arquivo) e escreve no destino (banco), e não o contrário; (2) trocar o nome da tabela de destino — o -nln define incendio, não focos. Fique atento: o nome do arquivo de origem (focos.shp) não determina o nome da tabela de destino; quem determina é o -nln. Com treino, você identifica essas trocas de longe 💪.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de ogr2ogr, monte um esquema mental: ogr2ogr <destino> <origem>. O destino pode ser um banco (string de conexão) ou um arquivo; a origem é o dado que será convertido. O -nln sempre define o nome da camada de destino. Se a alternativa falar em "importar para" ou "exportar de", verifique se a direção bate com a ordem dos argumentos.