Questão de Administração Financeira e Orçamentária — Princípios Orçamentários — FGV 2024
- Código
- fg086971
- Banca
- FGV
- Órgão
- MinC
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Atividades Técnicas de Suporte
- Aeconômico.
- Bfinanceiro.
- Cjurídico.
- Dtécnico
- Epolítico.
GabaritoE — político.
Gabarito: letra E. A autorização da despesa pública pelo parlamento é um ato essencialmente político, pois representa a escolha coletiva dos representantes do povo sobre a alocação de recursos. Não se confunde com os aspectos econômico, financeiro, jurídico ou técnico, que são dimensões complementares, mas não a essência da decisão de autorizar despesas.
A questão testa a compreensão do orçamento como instrumento de governo e de representação popular. A doutrina de Administração Financeira e Orçamentária (AFO) destaca que o orçamento público possui múltiplas facetas: é um documento contábil, financeiro, jurídico e, sobretudo, político. A autorização legislativa para gastar é o momento em que o Poder Legislativo exerce sua função de controle e de definição das prioridades coletivas.
O aspecto econômico refere-se à alocação eficiente de recursos escassos entre usos alternativos, ou aos efeitos macroeconômicos do orçamento (nível de atividade, inflação, etc.). A autorização parlamentar, em si, não é uma ação econômica, mas sim a decisão que viabiliza a ação econômica.
O aspecto financeiro diz respeito ao fluxo de caixa, ao equilíbrio entre receitas e despesas, e à gestão da dívida pública. A autorização legislativa é um ato prévio ao fluxo financeiro, portanto não se enquadra nessa dimensão.
O aspecto jurídico envolve a forma legal do orçamento (lei formal), a observância de princípios constitucionais e a responsabilidade fiscal. Embora a autorização se dê por lei, o ato de autorizar é político; o enquadramento jurídico é o meio, não o fim.
O aspecto técnico abrange as classificações orçamentárias, as técnicas de elaboração (programas, metas) e a contabilidade pública. A ação de autorizar despesas não é técnica, mas política: decide-se o que fazer, não como fazer.
A ação do parlamento ao autorizar despesas é política, porque envolve a escolha entre alternativas baseada em valores, prioridades e representação popular. O orçamento é, por excelência, um instrumento de governo e de expressão da vontade coletiva.
Em questões sobre a natureza do orçamento, lembre-se: a autorização legislativa de despesa é o núcleo político do processo orçamentário. Os demais aspectos (econômico, financeiro, jurídico, técnico) são ferramentas ou consequências, mas não a essência do ato de autorizar.
Gabarito: letra E.
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