Questão de Legislação de Trânsito — Direção Defensiva — FGV 2024
Legislação de Trânsito›Direção Defensiva
Código
fg088494
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Caraguatatuba - SP
Ano
2024
Nível
Fundamental
Cargo
Motorista II
A figura a seguir ilustra uma situação bastante comum em dias de chuva intensa.(Fonte: https://practicalmotoring.com.au/car-advice/reduce-risk-aquaplaning/)Uma medida que o motorista pode tomar na condição ilustrada para não perder o controle do veículo é
Afrear imediatamente.
Btrocar a marcha para reduzir a velocidade.
Csegurar firmemente o volante, mantendo o veículo em linha reta.
Dacelerar o veículo para sair o mais rapidamente da poça d’água.
Emudar a direção do veículo para aumentar o atrito com o solo e drenar água pelos sulcos dos pneus.
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GabaritoC — segurar firmemente o volante, mantendo o veículo em linha reta.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Aquaplanagem: como agir para não perder o controle do veículo
Gabarito: letra C. Na aquaplanagem (hidroplanagem), o pneu perde contato com o solo ao passar sobre uma lâmina de água, e a medida correta é segurar firmemente o volante, mantendo o veículo em linha reta, sem frear, acelerar ou fazer movimentos bruscos de direção. Essa conduta é o núcleo da direção defensiva em condições adversas, prevista no CTB e detalhada nos manuais de direção defensiva do CONTRAN.
A aquaplanagem ocorre quando a água se acumula entre os pneus e o asfalto, criando uma película que reduz drasticamente o atrito. O veículo parece "flutuar" e o motorista perde a capacidade de esterçar e frear com eficácia. A causa mais comum é a combinação de velocidade elevada com lâmina de água na pista, mas também influenciam o desgaste dos pneus (sulcos rasos) e a calibragem incorreta. Entender o fenômeno é o primeiro passo para saber o que fazer — e o que não fazer.
A regra de ouro da direção defensiva é: não faça movimentos bruscos. Frear com força pode travar as rodas e transformar a aquaplanagem em derrapagem descontrolada; acelerar reduz ainda mais o atrito; e girar o volante sem aderência não produz resposta do veículo, apenas o coloca em trajetória imprevisível. A conduta correta é manter a calma, segurar o volante com firmeza (sem travá-lo), manter a direção reta e tirar o pé do acelerador — deixando o veículo reduzir a velocidade naturalmente até que os pneus voltem a ter contato com o solo. Só então, com o controle restabelecido, o motorista pode frear suavemente, se necessário.
A banca explora exatamente a diferença entre a reação instintiva (frear ou desviar) e a reação correta (manter o controle). O candidato que não conhece a técnica tende a marcar a alternativa que parece mais "ativa", mas a direção defensiva ensina que, em condições adversas, a melhor ação é muitas vezes a mais conservadora. A figura da questão mostra um veículo passando por uma poça d'água em dia de chuva intensa — cenário clássico de aquaplanagem.
Guarde o critério que separa as alternativas: qualquer ação que altere bruscamente a velocidade ou a trajetória é errada; a única correta é a que preserva a estabilidade do veículo até o contato com o solo ser restabelecido. É nessa fronteira que as alternativas se dividem.
1Segurar firme o volante
2Manter o veículo em linha reta
3Tirar o pé do acelerador
4Aguardar retomar o contato
5Frear suavemente, se preciso
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Frear imediatamente é o erro mais comum e o mais perigoso. Com os pneus sem aderência, a frenagem brusca trava as rodas e transforma a aquaplanagem em derrapagem, com o veículo deslizando sem controle. A técnica correta é tirar o pé do acelerador e deixar o veículo reduzir naturalmente, freando apenas depois que o contato com o solo for restabelecido.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Trocar a marcha para reduzir a velocidade também é uma ação brusca que pode desestabilizar o veículo. A redução de marcha provoca uma desaceleração súbita nas rodas motrizes, o que, sem aderência, pode causar a perda de tração e agravar a situação. A recomendação é não alterar a marcha durante a aquaplanagem — apenas aliviar o acelerador.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Segurar firmemente o volante e manter o veículo em linha reta é exatamente a conduta prescrita pela direção defensiva. Com os pneus sem contato com o solo, qualquer movimento de direção é ineficaz e pode fazer o veículo girar quando o contato for retomado. Manter a direção estável e aliviar o acelerador permite que o veículo atravesse a lâmina d'água e recupere a aderência naturalmente.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Acelerar é o oposto do que se deve fazer. A aceleração aumenta a velocidade e reduz ainda mais o atrito entre pneus e solo, prolongando a aquaplanagem e aumentando o risco de perda total de controle. A velocidade é o principal fator que causa o fenômeno — aumentá-la só piora.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Mudar a direção para "aumentar o atrito" é um equívoco técnico. Durante a aquaplanagem, os pneus não têm aderência para responder a qualquer comando de direção; girar o volante apenas faz o veículo seguir uma trajetória imprevisível quando o contato for retomado. Os sulcos dos pneus ajudam a drenar água, mas isso só funciona em velocidade adequada — não é uma manobra que o motorista possa "ativar" mudando a direção.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a reação instintiva do motorista: frear (A), reduzir marcha (B) ou desviar (E) parecem ações "ativas" de quem quer evitar o acidente. Mas a direção defensiva ensina o contrário — em condições adversas, a ação correta é a mais conservadora: manter o controle e deixar o veículo recuperar a aderência sozinho. Memorize: aquaplanagem = não frear, não acelerar, não virar; apenas segurar firme e aliviar o acelerador.