Paciente de 70 anos, com histórico de hiperplasia prostática benigna, apresenta quadro de calafrios, dor em região perineal e na bolsa escrotal, acompanhada de sintomas urinários como disúria, hesitação e urgência miccional há 7 dias.Considerando a possibilidade de prostatite bacteriana aguda, a bactéria que está mais associada a esse tipo de infecção, é:
AStaphylococcus aureus.
BPseudomonas aeruginosa.
CKlebsiella sp.
DEscherichia coli.
EStreptococcus viridans.
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GabaritoD — Escherichia coli.
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Prostatite bacteriana aguda: etiologia mais frequente
Gabarito: letra D. Na prostatite bacteriana aguda, o agente etiológico mais frequentemente envolvido é a Escherichia coli, uma enterobactéria da flora intestinal que ascende pelo trato urinário — o que se confirma pela apresentação clínica do paciente (calafrios, dor perineal, disúria e urgência miccional). O conhecimento da etiologia mais comum é essencial para a escolha da antibioticoterapia empírica, conforme a literatura médica sobre infecções do trato urinário.
A prostatite bacteriana aguda é uma infecção da próstata, geralmente de origem ascendente, em que bactérias da flora intestinal colonizam a uretra e alcançam a glândula. Os fatores de risco incluem cistite prévia, instrumentação do trato urinário (sondagem vesical, cistoscopia), cirurgia prostática e biópsia de próstata — sendo a via transretal a mais associada a infecções pós-procedimento. A via hematogênica raramente está envolvida. Clinicamente, manifesta-se de forma súbita com febre, calafrios, dor perineal e/ou lombar, além de sintomas urinários como disúria e polaciúria — exatamente o quadro descrito no enunciado.
O agente mais frequentemente isolado é a Escherichia coli, responsável pela grande maioria dos casos. Outras enterobactérias, como Klebsiella pneumoniae, Enterobacter sp. e Proteus sp., também podem causar a doença, mas com menor frequência. Essa predominância da E. coli reflete sua presença dominante na microbiota intestinal e sua capacidade de aderir e invadir o epitélio do trato urinário.
O diagnóstico é essencialmente clínico, e o toque retal deve ser evitado na suspeita de prostatite aguda, devido ao intenso desconforto e ao risco de bacteremia. O tratamento empírico deve ser iniciado precocemente, e as quinolonas são os antimicrobianos com melhor penetração no tecido prostático, apesar de alcançarem baixa concentração no fluido prostático. A penetração dos antibióticos é melhor na próstata agudamente inflamada.
A banca explora a associação direta entre o quadro clínico típico e o agente etiológico mais comum. O candidato que conhece a epidemiologia da prostatite aguda identifica imediatamente a E. coli como a resposta, enquanto os demais agentes listados são distratores plausíveis, mas menos frequentes nesse contexto.
Prostatite bacteriana aguda: Etiologia mais frequente (Escherichia coli); Outras enterobactérias (menos comuns) (Klebsiella sp., Enterobacter sp., Proteus sp.); Distratores (raros no contexto comunitário) (Staphylococcus aureus, Pseudomonas aeruginosa, Streptococcus viridans); Vias de infecção (Ascendente (principal), Hematogênica (rara))
Alternativa A — ❌ Incorreta
O Staphylococcus aureus é um coco Gram-positivo associado a infecções de pele e partes moles, osteomielite, endocardite e bacteremia. Na prostatite aguda, sua participação é rara, sendo mais comum em infecções relacionadas à assistência à saúde ou em pacientes com fatores de risco específicos, como instrumentação recente. Não é o agente mais frequentemente envolvido na prostatite bacteriana aguda comunitária.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A Pseudomonas aeruginosa é um bacilo Gram-negativo não fermentador, tipicamente associado a infecções nosocomiais, especialmente em pacientes imunocomprometidos, com sondagem vesical de demora ou uso prévio de antimicrobianos de amplo espectro. Na prostatite aguda comunitária, sua frequência é baixa, sendo considerada principalmente em infecções relacionadas à assistência à saúde.
Alternativa C — ❌ Incorreta
A Klebsiella sp. é uma enterobactéria que pode causar prostatite aguda, mas com frequência menor que a E. coli. Embora seja um agente possível, especialmente em infecções nosocomiais ou em pacientes com comorbidades, não é o mais frequentemente envolvido na prostatite bacteriana aguda. A banca a inclui como distrator por ser uma enterobactéria, mas a predominância da E. coli é clara.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A Escherichia coli é o agente etiológico mais frequentemente envolvido na prostatite bacteriana aguda. Trata-se de uma enterobactéria Gram-negativa da flora intestinal, que ascende pelo trato urinário e invade a próstata. Sua predominância é consistente com a epidemiologia das infecções do trato urinário em geral, nas quais a E. coli é o patógeno mais comum. O quadro clínico do paciente — calafrios, dor perineal, disúria, hesitação e urgência miccional — é típico da prostatite aguda, e o conhecimento da etiologia mais frequente orienta a antibioticoterapia empírica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O Streptococcus viridans é um coco Gram-positivo da flora oral, frequentemente associado a endocardite infecciosa e cáries dentárias. Não é um agente relevante na prostatite bacteriana aguda, cuja etiologia é dominada por enterobactérias. Sua inclusão como distrator explora a confusão com outras infecções, mas não tem relação com a fisiopatologia da prostatite.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os agentes que podem causar prostatite e o agente mais frequente. Embora Klebsiella e Pseudomonas possam causar a doença em contextos específicos, a E. coli é o agente predominante na prostatite aguda comunitária. O candidato que memoriza apenas a lista de possíveis agentes pode se confundir, mas quem conhece a epidemiologia identifica a resposta correta com segurança.
PEGA ESSA DICA!
Para questões de etiologia de infecções, foque no agente mais frequente e nas situações em que outros agentes ganham relevância (ex.: Pseudomonas em infecções nosocomiais, S. aureus em infecções de pele). Monte uma tabela mental com os principais agentes por sítio de infecção e suas exceções.
Gabarito: letra D — Escherichia coli é o agente mais associado à prostatite bacteriana aguda.