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Questão de Medicina — Geriatria — FGV 2024

MedicinaGeriatria
Código
fg088700
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Caraguatatuba - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Médico Geriatra
De acordo com o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas da Osteoporose, do Ministério da Saúde, de 2023, o rastreamento da osteoporose está indicado para todas as mulheres com idade ≥ 65 anos e homens ≥ 70 anos ou na presença de fatores de risco para osteoporose. Segundo essa mesma diretriz, um critério que indica o tratamento medicamentoso para a osteoporose é a presença de
  1. AFraturas maiores decorrentes de trauma de alto impacto, como atropelamento ou quedas maiores que 5 metros.
  2. BT-escore maior que -2,5 no fêmur proximal (colo ou fêmur total) ou coluna lombar.
  3. CPaciente frágil com risco de queda aumentada, independentemente do resultado densitométrico.
  4. DT-escore menor ou igual a -1,0 e maior ou igual a -2,49 no fêmur proximal (colo ou fêmur total) ou coluna lombar.
  5. ET-escore menor ou igual a -2,5 no fêmur proximal (colo ou fêmur total) ou coluna lombar.
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GabaritoE — T-escore menor ou igual a -2,5 no fêmur proximal (colo ou fêmur total) ou coluna lombar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Osteoporose: critérios para tratamento medicamentoso

Gabarito: letra E. Segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) da Osteoporose do Ministério da Saúde (2023), um dos critérios que indica o tratamento medicamentoso é a presença de T-escore menor ou igual a -2,5 no fêmur proximal (colo ou fêmur total) ou coluna lombar — o valor que define osteoporose pela densitometria óssea (DEXA). As demais alternativas ou invertem o limiar, ou descrevem situações que não são, por si só, indicação de tratamento.

A osteoporose é uma doença metabólica caracterizada pela diminuição da massa óssea e deterioração da microarquitetura, aumentando a fragilidade e a susceptibilidade a fraturas. O diagnóstico é feito, na maioria dos casos, pela densitometria óssea central (DEXA), que mede a densidade mineral óssea (DMO) e gera o escore T — que compara a DMO do paciente com a de um adulto jovem no pico de massa óssea. A classificação da OMS, adotada pelo PCDT, define:

Categoria

Escore T

Normal

até -1

Osteopenia

entre -1 e -2,5

Osteoporose

≤ -2,5

O escore T é calculado na coluna lombar, no colo do fêmur ou no fêmur total. O valor de -2,5 é o limiar que separa osteopenia de osteoporose — e é exatamente esse o critério densitométrico que indica o tratamento medicamentoso. Além dele, o PCDT também indica tratamento na presença de fratura por fragilidade (fratura de vértebra, quadril, costela, antebraço ou úmero na ausência de trauma importante) ou em situações específicas, como em homens com terapia de privação androgênica ou mulheres com inibidores de aromatase, com limiares de T-escore diferentes (-2,0).

A pegadinha da questão está em confundir o limiar de diagnóstico (T ≤ -2,5) com o de osteopenia (T entre -1 e -2,5) ou com o de rastreamento (idade ≥ 65 anos em mulheres e ≥ 70 em homens). O rastreamento identifica quem deve fazer a densitometria; o T-escore ≤ -2,5 já é o diagnóstico de osteoporose e, por si só, indica tratamento. A alternativa D descreve exatamente a faixa de osteopenia (T entre -1 e -2,49), que não é critério automático de tratamento — exige avaliação adicional de risco de fratura (FRAX).

Guarde a fronteira: rastreamento (quem faz DEXA) ≠ diagnóstico (T ≤ -2,5) ≠ tratamento (T ≤ -2,5 ou fratura por fragilidade ou alto risco FRAX). É nessa distinção que as alternativas se dividem.

Tratamento medicamentoso (PCDT 2023)
  • 1T-escore ≤ -2,5
    • Fêmur proximal (colo ou total)
    • Coluna lombar
  • 2Fratura por fragilidade
    • Baixo impacto (própria altura)
    • Vértebra, quadril, antebraço
  • 3Alto risco FRAX
    • Osteopenia com risco elevado
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Fraturas decorrentes de trauma de alto impacto (atropelamento, queda de mais de 5 metros) não são fraturas por fragilidade — o critério do PCDT é justamente a fratura por baixo impacto (cair da própria altura ou inferior), que indica osteoporose e tratamento. A alternativa inverte o conceito: fratura de alto impacto sugere osso normal, não osteoporose.

Alternativa B — ❌ Incorreta

T-escore maior que -2,5 (ou seja, menos negativo que -2,5) indica osteopenia ou normalidade, não osteoporose. O limiar para diagnóstico e tratamento é menor ou igual a -2,5. A alternativa troca o sinal da desigualdade — armadilha clássica.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Paciente frágil com risco de queda aumentada não é, por si só, indicação de tratamento medicamentoso. O risco de queda é um fator que deve ser abordado com medidas não farmacológicas (prevenção de quedas, exercícios, revisão de medicamentos), mas o tratamento medicamentoso exige critério densitométrico (T ≤ -2,5) ou fratura por fragilidade ou alto risco FRAX. A alternativa generaliza indevidamente.

Alternativa D — ❌ Incorreta

T-escore entre -1,0 e -2,49 define osteopenia, não osteoporose. Nessa faixa, o tratamento medicamentoso não é automático — depende da avaliação do risco de fratura (FRAX) e de outros fatores. A alternativa descreve o limiar errado, confundindo osteopenia com osteoporose.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

T-escore menor ou igual a -2,5 no fêmur proximal (colo ou fêmur total) ou coluna lombar é o critério densitométrico que define osteoporose e indica tratamento medicamentoso, conforme o PCDT da Osteoporose do Ministério da Saúde (2023). É exatamente o limiar da classificação da OMS.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a confusão entre os limiares de osteopenia (T entre -1 e -2,5) e osteoporose (T ≤ -2,5). A alternativa D descreve a faixa de osteopenia como se fosse indicação de tratamento — e a alternativa B inverte o sinal da desigualdade. Decore o limiar: -2,5 é o número que separa as duas categorias e o que decide o tratamento.

PEGA ESSA DICA!

Na prova, quando a questão falar de osteoporose, anote os três números-chave: rastreamento (mulheres ≥ 65, homens ≥ 70), diagnóstico/tratamento (T ≤ -2,5) e osteopenia (T entre -1 e -2,5). Se a alternativa trouxer um limiar diferente, desconfie — é distrator.

Gabarito: letra E

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