Paciente com 25 semanas de gestação coleta exame de sangue que evidencia glicemia de jejum de 180mg/dl.Nesse caso, o diagnóstico mais provável é:
Adiabetes prévio à gestação.
Bdiabetes gestacional.
Cdiabetes insipidus.
Ddiabetes mellitus e insipidus.
Egestação normal.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoA — diabetes prévio à gestação.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Diabetes na gestação: diagnóstico diferencial
Gabarito: letra A. Glicemia de jejum de 180 mg/dL em qualquer fase da gestação é um valor francamente diagnóstico de diabetes mellitus (≥ 126 mg/dL), e não de diabetes gestacional (cujo critério de jejum é ≥ 92 mg/dL). Como o diagnóstico de diabetes gestacional pressupõe hiperglicemia de menor magnitude, um valor tão elevado indica, na prática, diabetes prévio à gestação (overt diabetes), mesmo que só agora detectado.
O ponto central desta questão é a classificação da hiperglicemia na gestação. A gravidez é um estado de resistência insulínica fisiológica, que pode desmascarar um diabetes pré-existente ou precipitar um diabetes gestacional. A distinção entre "diabetes gestacional" e "diabetes manifestado na gestação" (overt diabetes) é feita pela magnitude da hiperglicemia: o diabetes gestacional é uma hiperglicemia de menor intensidade, que em geral remite após o parto; o overt diabetes é uma hiperglicemia sustentada, em níveis de diabetes, que não remite e representa, na verdade, um diabetes prévio não diagnosticado.
Os critérios diagnósticos são objetivos e numéricos. Para o diabetes mellitus (fora ou dentro da gestação), a glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL já é diagnóstica. Para o diabetes gestacional, os critérios mais aceitos (IADPSG, endossados no Brasil) são: glicemia de jejum ≥ 92 mg/dL, ou glicemia de 1 hora ≥ 180 mg/dL, ou glicemia de 2 horas ≥ 153 mg/dL no TOTG com 75 g de glicose. Perceba a diferença crucial: o valor de jejum para diabetes gestacional (92 mg/dL) é muito menor que o valor para diabetes mellitus (126 mg/dL).
Aplicando ao caso: a paciente tem glicemia de jejum de 180 mg/dL. Esse valor é muito superior ao limiar de 126 mg/dL para diabetes mellitus. Portanto, não se trata de diabetes gestacional (cujo jejum máximo seria 125 mg/dL), mas sim de um diabetes mellitus franco, que, por ser detectado na gestação, é classificado como diabetes prévio à gestação (overt diabetes). A alternativa correta é a letra A.
A pegadinha da banca está em confundir os dois conceitos: o aluno que decora apenas o valor de 92 mg/dL para jejum na gestação pode achar que 180 mg/dL é "diabetes gestacional", mas esse valor já ultrapassa em muito o limiar de diabetes mellitus. A regra de ouro: na gestação, glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL = diabetes prévio (overt), não gestacional.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A glicemia de jejum de 180 mg/dL é diagnóstica de diabetes mellitus (≥ 126 mg/dL). Como o diabetes gestacional é definido por hiperglicemia de menor magnitude (jejum entre 92 e 125 mg/dL), um valor tão elevado indica que o diabetes já existia antes da gestação, mesmo que só agora tenha sido detectado. É o chamado diabetes manifestado na gestação (overt diabetes), que não remite após o parto.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O diabetes gestacional é definido por glicemia de jejum entre 92 e 125 mg/dL (ou valores no TOTG). O valor de 180 mg/dL está muito acima desse limite, configurando diabetes mellitus franco, não gestacional. A banca explora a confusão entre os dois conceitos: o aluno que memoriza apenas o valor de 92 mg/dL pode achar que qualquer valor acima disso na gestação é "gestacional", mas o limite superior de 125 mg/dL para o diabetes gestacional é o que separa os dois diagnósticos.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O diabetes insipidus é uma doença do metabolismo da água, caracterizada por poliúria e polidipsia por deficiência ou resistência ao hormônio antidiurético (ADH/vasopressina). Não há relação com a glicemia. A glicemia de jejum de 180 mg/dL é um achado de diabetes mellitus, não de diabetes insipidus. A banca troca o termo "mellitus" por "insipidus" para confundir o candidato que não domina a diferença entre as duas doenças.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Não há evidência de diabetes insipidus no caso. A paciente apresenta apenas hiperglicemia, que é característica de diabetes mellitus. A combinação "diabetes mellitus e insipidus" é uma armadilha: o diabetes insipidus não tem relação com a glicemia, e o valor de 180 mg/dL é explicado exclusivamente pelo diabetes mellitus. Não há dados no enunciado que sugiram a coexistência das duas doenças.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Uma gestação normal apresenta glicemia de jejum inferior a 92 mg/dL (e, na verdade, valores mais baixos que em não gestantes, devido ao consumo fetal de glicose). O valor de 180 mg/dL é altamente anormal e indica diabetes mellitus. A banca usa essa alternativa para testar se o candidato sabe que a gestação normal não cursa com hiperglicemia significativa.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre diabetes gestacional e diabetes prévio à gestação. O candidato que decora apenas o valor de 92 mg/dL para jejum na gestação pode achar que 180 mg/dL é "diabetes gestacional", mas esse valor já ultrapassa em muito o limiar de diabetes mellitus (≥ 126 mg/dL). A regra de ouro: na gestação, glicemia de jejum ≥ 126 mg/dL = diabetes prévio (overt), não gestacional.
PEGA ESSA DICA!
Para não errar esse tipo de questão, memorize os três limiares de jejum: < 92 mg/dL (normal na gestação), 92–125 mg/dL (diabetes gestacional) e ≥ 126 mg/dL (diabetes mellitus, inclusive na gestação). Se o valor for ≥ 126 mg/dL, o diagnóstico é de diabetes prévio, mesmo que só agora detectado.