Questão de Auditoria — Auditoria Interna Contábil — FGV 2024
- Código
- fg090438
- Banca
- FGV
- Órgão
- Prefeitura de Macaé - RJ
- Ano
- 2024
- Nível
- Superior
- Cargo
- Auditor Municipal de Controle Interno
- Afraude.
- Bdolo.
- Cerro.
- Dculpa grave.
- Equebra de confiança.
GabaritoC — erro.
Gabarito: letra C. José agiu de forma involuntária, ou seja, sem intenção de causar dano ou obter vantagem. Em auditoria, a conduta não intencional que resulta em distorção contábil é classificada como erro, enquanto a fraude exige intencionalidade (dolo). Portanto, a alternativa correta é erro.
A questão cobra a diferença basilar entre fraude e erro, conceitos centrais em auditoria (NBC TA 240). A chave está no termo "involuntária" do enunciado, que afasta qualquer elemento de dolo ou má-fé.
Conceito | Intencionalidade | Resultado | Classificação na Auditoria (NBC TA 240) |
|---|---|---|---|
Erro (Gabarito) | Involuntária (sem intenção) | Distorção contábil / Dano ao erário | Ato não intencional |
Fraude | Voluntária (dolosa) | Obtenção de vantagem indevida / Dano | Ato intencional |
Dolo | Voluntária (consciente) | Conduta ilícita | Elemento subjetivo da fraude |
Culpa Grave | Involuntária (negligência acentuada) | Dano | Modalidade de culpa, não categoria principal para erro vs. fraude |
Quebra de Confiança | Geralmente dolosa | Violação de dever de lealdade | Associada a atos fraudulentos |
A fraude caracteriza-se por ato intencional (doloso), com o objetivo de obter vantagem indevida ou causar dano. O enunciado afirma que José agiu "de forma involuntária", descartando a intencionalidade. Logo, não há fraude.
O dolo é a vontade consciente de realizar a conduta ilícita. José não agiu com dolo, pois seu registro foi involuntário. A conduta culposa (negligência, imprudência, imperícia) pode ocorrer, mas dolo exige intenção, ausente no caso.
O erro é o ato não intencional que provoca distorção nas demonstrações contábeis. Como José agiu involuntariamente, sua conduta se enquadra perfeitamente como erro. A distinção é clássica: "Diferentemente do erro, a fraude é intencional" (conteúdo de auditoria).
Culpa grave é uma modalidade de culpa em que há negligência acentuada, mas ainda sem intenção. Embora José possa ter agido com culpa, a questão pergunta especificamente sobre o tipo de conduta (fraude, dolo, erro etc.). A culpa grave não é a classificação mais precisa para o ato involuntário; o termo correto é erro. Além disso, a banca não utiliza "culpa grave" como categoria típica para distinguir erro de fraude em auditoria.
Quebra de confiança é conceito ligado a violação de dever de lealdade, normalmente associada a atos dolosos ou fraudulentos. Não se aplica a ato involuntário.
Em provas de auditoria, a banca adora testar a distinção entre fraude (intencional) e erro (não intencional). Leia atentamente os advérbios: "voluntariamente", "intencionalmente" indicam fraude; "involuntariamente", "sem intenção" apontam erro.
Conclusão: a conduta de José, por ser involuntária, configura erro, conforme a classificação de auditoria. Portanto, gabarito: letra C.
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