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Questão de Direito Tributário — Execução Fiscal e Processo Tributário — FGV 2024

Direito TributárioExecução Fiscal e Processo Tributário
Código
fg090665
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Macaé - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Procurador
O Município X ajuizou uma execução fiscal visando à cobrança de IPTU. A referida ação foi extinta sem julgamento de mérito, em razão da ausência de interesse de agir do Município, tendo em vista o pequeno valor da execução proposta. A sentença teve como base legal uma lei estadual que autorizava a não inscrição em dívida ativa e o não ajuizamento de débitos de pequeno valor.Com base na situação descrita, assinale a afirmativa correta
  1. AA extinção da execução se impõe, por falta de interesse público de agir, pois inexiste necessidade e adequação da pretensão material do Município.
  2. BO Município deve aguardar que o valor do crédito ultrapasse o limite estabelecido para débitos de pequeno valor antes de ajuizar a execução fiscal.
  3. CO Município somente pode cobrar o crédito administrativamente, visando evitar a prescrição dos créditos.
  4. DA extinção do processo viola a competência tributária do Município.
  5. EA extinção do processo se impõe, pois a cobrança viola o princípio da capacidade contributiva.
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GabaritoD — A extinção do processo viola a competência tributária do Município.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Execução fiscal de pequeno valor e competência tributária municipal

Gabarito: letra D. A extinção da execução fiscal baseada em lei estadual que autoriza a não cobrança de débitos de pequeno valor viola a competência tributária do Município, pois o IPTU é imposto municipal e cada ente federado detém autonomia para legislar sobre a cobrança de seus próprios tributos. O STF, no Tema 1184 (repercussão geral), reconheceu a legitimidade da extinção por baixo valor, mas respeitada a competência constitucional de cada ente federado. Uma lei estadual não pode impor limites ao exercício da competência tributária municipal.

A banca explora a divergência entre a possibilidade de extinção (admitida pelo STF por eficiência) e a origem normativa dessa extinção: quando a regra é estabelecida por outro ente federativo, há invasão de competência.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A extinção não se impõe automaticamente por falta de interesse público de agir. O STF condiciona a extinção ao respeito à competência de cada ente e à prévia adoção de providências como conciliação e protesto. No caso, a base legal foi uma lei estadual, não uma autoavaliação do Município, o que torna a extinção indevida.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O Município não precisa aguardar o valor ultrapassar um limite. Ele pode ajuizar a execução para qualquer valor; a extinção por ausência de interesse de agir é uma possibilidade, mas não uma obrigação. Além disso, o limite estabelecido por lei estadual não vincula o Município.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A cobrança administrativa é uma alternativa, mas não a única. O Município pode ajuizar a execução fiscal mesmo para pequenos valores, podendo haver extinção por falta de interesse, mas isso não impede o ajuizamento.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Conforme o Tema 1184 do STF, é legítima a extinção de execução fiscal de baixo valor por ausência de interesse de agir, desde que respeitada a competência constitucional de cada ente federado. Uma lei estadual que determine a não inscrição ou não ajuizamento de débitos de pequeno valor do IPTU (tributo municipal) invade a competência do Município para gerir a cobrança de seu próprio tributo, violando o pacto federativo.

STF - Tese de Repercussão Geral 1184:

"1. É legítima a extinção de execução fiscal de baixo valor pela ausência de interesse de agir tendo em vista o princípio constitucional da eficiência administrativa, respeitada a competência constitucional de cada ente federado."

Alternativa E — ❌ Incorreta

A capacidade contributiva é princípio relacionado à graduação do tributo conforme a possibilidade econômica do contribuinte, não se aplica diretamente à questão da execução fiscal de pequeno valor. A extinção por eficiência não se confunde com capacidade contributiva.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a diferença entre admitir a extinção (STF Tema 1184) e quem pode estabelecer a regra. O candidato pode achar que qualquer extinção por baixo valor é correta, mas a fonte normativa é crucial: lei estadual não pode limitar competência municipal. Atenção!

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