Colonialismo e discursos de Franco e Salazar
Gabarito: letra B. Ambos os discursos, de Francisco Franco (1936) e António de Oliveira Salazar (1959), exaltam os passados coloniais de Espanha e Portugal, tratando-os como símbolos de prestígio e modelos a serem seguidos pelos governos de suas épocas. A alternativa B capta corretamente essa exaltação e o uso do passado como orientação política.
A questão testa a capacidade de interpretar discursos políticos autoritários do século XX que recorrem à história imperial para legitimar projetos nacionalistas. Tanto Franco quanto Salazar invocam as glórias coloniais como fonte de identidade e justificativa para regimes autoritários.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que os discursos "rompem com a história colonial". Na verdade, eles a enaltecem e buscam nela inspiração. Franco fala em "grandezas da Espanha imperial" e Salazar deseja "Portugal que revive". Não há ruptura, mas continuidade idealizada.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Os textos celebram os impérios coloniais como momentos de esplendor. Franco menciona "aquelas instituições nacionais que asseguram sua totalidade" e Salazar fala em "missão civilizadora". Ambos veem no passado colonial um modelo para o presente.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Reduz a exaltação a "exploração mercantilista". Embora o mercantilismo faça parte do período colonial, os discursos enfatizam aspectos mais amplos: missão civilizadora, unidade nacional, grandeza. O termo é restritivo demais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Diz que os discursos "criticam os vínculos coloniais". Ocorre o oposto: eles os glorificam. Além disso, a inferiorização de outras regiões aparece como justificativa, não como crítica.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Alega que os discursos tratam o passado como "inalterado e estático". No entanto, Franco propõe que a tradição "se enquadre nas formas novas", indicando adaptação. O passado é modelo, não reprodução exata.
Conclusão: Apenas a alternativa B descreve corretamente o teor dos discursos de Franco e Salazar, que enaltecem os passados coloniais como paradigmas de grandeza e orientação política.