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Questão de História — Ocupação de novos territórios: Colonialismo — FGV 2024

HistóriaOcupação de novos territórios: Colonialismo
Código
fg090941
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de Macaé - RJ
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Professor C - História
Leia os discursos a seguir.Discurso IColocastes a Espanha em minhas mãos. Minha mão será firme, meu pulso não vacilará e eu procurarei alçar a Espanha ao posto que lhe corresponde conforme sua História e que ocupou em épocas passadas. Se invocamos as grandezas da Espanha imperial é porque elas nos movem com seus ideais, seus empenhos de salvação e fundação. Não queremos uma Espanha velha e difamada. Queremos um Estado onde a pura tradição e substância daquele passado espanhol ideal se enquadre nas formas novas, vigorosas e heroicas que os jovens de hoje e de amanhã trazem nesta alvorada imperial do nosso povo. A Espanha se organiza dentro de um amplo conceito totalitário, mediante àquelas instituições nacionais que asseguram sua totalidade, sua unidade e sua continuidade. A implantação dos princípios mais severos de autoridade que este Movimento implica não possui justificativa de caráter militar, mas na necessidade de um funcionamento regular das energias complexas da Pátria. Eu quero que minha política tenha o profundo caráter popular que sempre teve o profundo caráter popular que sempre teve na História da política da Grande Espanha. Nossa obra – minha e do meu governo – estará orientada com uma grande preocupação pelas classes populares, bem como pela tristeza da classe média.Discurso proferido por Francisco Franco. Amanhece na Espanha. 1936.Discurso IIAs fundas pegadas e traços que ficaram de nós na terra e nas almas, por muita parte onde não é hoje nosso o domínio político, e tem maravilhado os observadores desde as costas de Marrocos à Etiópia e do mar Vermelho aos estreitos e ao mar da China, vêm exatamente de que a nossa obra não é a do caminheiro que olha e passa, do explorador que busca à pressa as riquezas fáceis e levantou a tenda e seguiu, mas a do que, levando em seu coração a imagem da Pátria, se ocupa amorosamente em gravá-la fundo onde adrega de levar a vida, ao mesmo tempo que lhe desabrocha espontâneo da alma o sentido da missão civilizadora. Não é a terra que se explora: é Portugal que revive.SALAZAR, António de O. Discursos. Coimbra Ed, vol. III, p. 153. 1959.A respeito dos discursos reproduzidos, assinale a afirmativa correta.
  1. AOs dois discursos rompem com a história colonial da época moderna, direcionando os argumentos para projeções futuras que visam posicionar as nações como potencias econômicas em escala global.
  2. BOs dois discursos enaltecem os passados coloniais, tratando-os como signos de prestígio e como um modelo para orientar as políticas dos governos vigentes.
  3. COs dois discursos remetem à exploração mercantilista, própria do passado de seus países, para reafirmar suas histórias de glória.
  4. DOs dois discursos criticam os vínculos coloniais, empregando argumentos que inferiorizam outras regiões do globo como periferias coloniais em relação às metrópoles europeias peninsulares.
  5. EOs dois discursos usam elementos da história nacional para destacar um passado em comum que, ao longo dos séculos, permanece inalterado e estático, sem sofrer modificações significativas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Os dois discursos enaltecem os passados coloniais, tratando-os como signos de prestígio e como um modelo para orientar as políticas dos governos vigentes.

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Colonialismo e discursos de Franco e Salazar

Gabarito: letra B. Ambos os discursos, de Francisco Franco (1936) e António de Oliveira Salazar (1959), exaltam os passados coloniais de Espanha e Portugal, tratando-os como símbolos de prestígio e modelos a serem seguidos pelos governos de suas épocas. A alternativa B capta corretamente essa exaltação e o uso do passado como orientação política.

A questão testa a capacidade de interpretar discursos políticos autoritários do século XX que recorrem à história imperial para legitimar projetos nacionalistas. Tanto Franco quanto Salazar invocam as glórias coloniais como fonte de identidade e justificativa para regimes autoritários.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que os discursos "rompem com a história colonial". Na verdade, eles a enaltecem e buscam nela inspiração. Franco fala em "grandezas da Espanha imperial" e Salazar deseja "Portugal que revive". Não há ruptura, mas continuidade idealizada.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Os textos celebram os impérios coloniais como momentos de esplendor. Franco menciona "aquelas instituições nacionais que asseguram sua totalidade" e Salazar fala em "missão civilizadora". Ambos veem no passado colonial um modelo para o presente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Reduz a exaltação a "exploração mercantilista". Embora o mercantilismo faça parte do período colonial, os discursos enfatizam aspectos mais amplos: missão civilizadora, unidade nacional, grandeza. O termo é restritivo demais.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que os discursos "criticam os vínculos coloniais". Ocorre o oposto: eles os glorificam. Além disso, a inferiorização de outras regiões aparece como justificativa, não como crítica.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Alega que os discursos tratam o passado como "inalterado e estático". No entanto, Franco propõe que a tradição "se enquadre nas formas novas", indicando adaptação. O passado é modelo, não reprodução exata.

Conclusão: Apenas a alternativa B descreve corretamente o teor dos discursos de Franco e Salazar, que enaltecem os passados coloniais como paradigmas de grandeza e orientação política.

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