Escravidão africana praticada pelos jesuítas no período colonial
Gabarito: letra A. O fragmento I (Ilana Rocha) destaca a especificidade da escravidão jesuítica ("tipicidade") e menciona que, em certas situações, o regime era "mais abrandado", mas critica a contradição de combater a escravidão indígena e tolerar a africana. O fragmento II (Serafim Leite) enfatiza a "benignidade, doçura e largueza" com que os jesuítas tratavam seus escravos, resultando em melhor tratamento comparado aos senhores comuns. Assim, a alternativa A capta corretamente a ideia de especificidade (I) e de melhor tratamento (II).
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O fragmento I afirma que a escravidão jesuítica era "típica" e que, em determinadas situações, os escravos ficavam sob "regime mais abrandado", ou seja, uma especificidade. O fragmento II reforça essa especificidade ao relatar tratamento benigno e regalias, concluindo que os jesuítas tratavam seus escravos melhor que outros senhores. Portanto, a alternativa está correta.
Alternativa B — ❌ Incorreta
O fragmento I não afirma que a escravidão africana era "justificável" – ao contrário, aponta contradição entre combater a escravidão indígena e tolerar a africana. O fragmento II não interpreta a posse de escravos como contraditória com os princípios católicos; ele a justifica como necessária para a missão. Logo, B erra ao atribuir essas posições.
Alternativa C — ❌ Incorreta
O fragmento I não é "unidimensional": ele reconhece a especificidade do tratamento e critica a seletividade dos jesuítas. O fragmento II não fala em "caráter impessoal da propriedade" nem em "redimir o pecado". C distorce o conteúdo dos textos.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Ambos os fragmentos indicam que o tratamento era diferenciado (e não equivalente). O fragmento I fala em "regime mais abrandado" e o II em "regalias" e "perda em vez de proveito", evidenciando um tratamento melhor, não equivalente ao domínio senhorial.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O fragmento I é crítico e não romantiza a escravidão jesuítica; o fragmento II, embora positivo, não a apresenta como "tutela" ou "meio de salvação cristã" – o foco é no tratamento material, não na salvação. E generaliza inadequadamente.
Conclusão: A alternativa A é a única que sintetiza corretamente a interpretação dos dois fragmentos: especificidade no trato (I) e melhor tratamento (II).