Uso de fontes primárias no ensino de História
Gabarito: letra D. A carta do imigrante alemão (1852) é uma fonte primária que, em sala de aula, permite dar sentido ao passado por meio da empatia com o personagem e da contextualização do tema da imigração no Brasil Império. Esse é o objetivo alinhado aos fundamentos do pensamento histórico: compreender o outro em seu tempo, sem anacronismos ou heroificações.
A questão testa a aplicação didática de uma fonte histórica. A FGV avalia se o candidato sabe que o documento pessoal serve para promover a contextualização e a empatia, e não para memorizar datas, elevar heróis ou julgar com valores atuais.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a atividade visa "conhecer a narrativa histórica a partir de documentos que destacam trajetórias individuais elevados à condição de heróis nacionais". A carta, porém, é de um imigrante comum, não de um herói. O pensamento histórico não busca heroificar, mas compreender agentes sociais diversos.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Reduz o conceito de tempo histórico à "memorização de datas significativas e sua relação com temas internacionais". O tempo histórico é muito mais complexo: envolve durações, ritmos e mudanças; a memorização de datas é apenas um aspecto, não o objetivo central da análise documental.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Sugere "aplicar a imaginação e a capacidade de julgar eventos históricos a partir de valores contemporâneos". Julgar o passado com valores de hoje é anacronismo, prática rejeitada pela historiografia moderna. O correto é contextualizar e buscar a lógica interna da época.
Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A atividade "permite que os alunos deem sentido ao passado, promovendo a empatia com a situação do personagem histórico e a contextualização do tema". Exatamente: ao ler a carta, o aluno se coloca no lugar do imigrante, entende suas expectativas e dificuldades, e insere o documento no processo histórico da imigração alemã para o Brasil no século XIX.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que o objetivo é "utilizar documentos oficiais como fontes primárias, empregando-os na interpretação da história como uma estrutura factícia". A carta não é documento oficial (é pessoal), e a história não é uma "estrutura factícia" – termo vago –, mas uma construção interpretativa baseada em evidências.
Gabarito: letra D.