Questão de Atualidades — Guerras, Conflitos e Terrorismo na Atualidade — FGV 2024
Atualidades›Guerras, Conflitos e Terrorismo na Atualidade
Código
fg091549
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2024
Nível
Fundamental
Cargo
Agente Operacional
O ataque a Israel pelo Hamas em 2023 recolocou na ordem do dia o problema da paz no Oriente Médio e o longo histórico de tensões e conflitos entre o Estado de Israel e os grupos que representam a chamada “causa palestina”.A respeito das principais questões envolvidas no conflito entre Israel e Palestina, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.( ) A proposta de criação de dois estados, redimensionado o atual território de Israel para instituir um estado autônomo para os palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.( ) A legalidade dos assentamentos judaicos nas terras ocupadas por Israel em 1967, defendida pelo Estado de Israel, mas contestada pelos palestinos e pela comunidade internacional.( ) A manutenção de Jerusalém ocidental como capital do Estado de Israel e de Jerusalém oriental como ocupação jordaniana.As afirmativas são, respectivamente,
AF – V – F.
BV – V – F.
CV – F – F.
DF – F – V.
EV – V – V.
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GabaritoB — V – V – F.
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Conflito Israel-Palestina: as três afirmativas
Gabarito: letra B — a sequência correta é V – V – F. A primeira afirmativa é verdadeira porque a solução de dois estados, com um Estado palestino autônomo na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, é a proposta central da comunidade internacional; a segunda é verdadeira porque Israel defende a legalidade dos assentamentos nos territórios ocupados em 1967, posição contestada por palestinos e pela comunidade internacional; a terceira é falsa porque Jerusalém Oriental não está sob ocupação jordaniana, mas sob ocupação israelense desde 1967.
O conflito entre Israel e Palestina é um dos mais longos e complexos da história contemporânea, envolvendo disputas territoriais, religiosas e nacionais. Para entender as afirmativas, é preciso dominar três eixos: a proposta de solução de dois estados, a questão dos assentamentos israelenses e o status de Jerusalém. A banca explora justamente a confusão entre esses três temas, que são interligados, mas têm desdobramentos distintos.
A solução de dois estados é a proposta defendida pela ONU e pela maior parte da comunidade internacional desde o Plano de Partição de 1947. Ela prevê a criação de um Estado palestino independente ao lado do Estado de Israel, com território composto principalmente pela Cisjordânia e pela Faixa de Gaza. Apesar de ser a base das negociações de paz, ela nunca foi plenamente implementada, e a expansão dos assentamentos israelenses é um dos principais obstáculos à sua concretização.
Os assentamentos israelenses são colônias construídas por Israel nos territórios ocupados na Guerra dos Seis Dias (1967): Cisjordânia, Jerusalém Oriental, Faixa de Gaza (até a retirada de 2005) e Colinas de Golã. Israel os considera legítimos, com base em argumentos históricos, religiosos e de segurança, mas a comunidade internacional, incluindo a ONU, os considera ilegais à luz do Direito Internacional Humanitário, que proíbe a transferência de população civil para território ocupado. Essa divergência é exatamente o que a segunda afirmativa descreve.
Quanto a Jerusalém, a cidade foi dividida entre 1948 e 1967: a parte ocidental ficou sob controle israelense e a oriental sob controle jordaniano. Porém, na Guerra dos Seis Dias (1967), Israel ocupou Jerusalém Oriental e, em 1980, a anexou formalmente, declarando a cidade unificada como sua capital "eterna e indivisível". A Jordânia, portanto, não exerce ocupação sobre Jerusalém Oriental desde 1967 — o que torna a terceira afirmativa falsa.
1947Plano de Partição da ONU
1948Criação de Israel
1967Guerra dos Seis Dias
1993Acordos de Oslo
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Afirmativa 1 — ✅ Verdadeira
A proposta de criação de dois estados, redimensionando o atual território de Israel para instituir um estado autônomo para os palestinos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, é de fato a principal solução negociada para o conflito. Ela foi formalizada em documentos como o Plano de Partição da ONU (1947), os Acordos de Oslo (1993) e o Mapa da Paz (2003). A afirmativa está correta ao descrever a essência dessa proposta, que prevê a coexistência de dois estados soberanos.
Afirmativa 2 — ✅ Verdadeira
A legalidade dos assentamentos judaicos nas terras ocupadas por Israel em 1967 é defendida pelo Estado de Israel, mas contestada pelos palestinos e pela comunidade internacional. Israel argumenta que os assentamentos são legítimos por razões históricas e de segurança, enquanto a ONU e a Corte Internacional de Justiça (em parecer consultivo de 2004) os consideram ilegais, por violarem a Quarta Convenção de Genebra, que proíbe a transferência de população civil para território ocupado. A afirmativa está correta ao retratar essa divergência.
Afirmativa 3 — ❌ Falsa
A afirmativa diz que Jerusalém ocidental é a capital de Israel e que Jerusalém oriental está sob ocupação jordaniana. Isso está errado: desde 1967, Jerusalém Oriental está sob ocupação israelense, e não jordaniana. A Jordânia controlou a parte oriental entre 1948 e 1967, mas perdeu o controle na Guerra dos Seis Dias. Israel anexou a área em 1980, mas a anexação não é reconhecida internacionalmente. Portanto, a afirmativa está incorreta ao atribuir à Jordânia uma ocupação que não existe mais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o aluno ao misturar o status de Jerusalém antes e depois de 1967. Muitos lembram que a Jordânia controlava Jerusalém Oriental, mas esquecem que isso mudou há mais de 50 anos. Fique atento: a ocupação jordaniana terminou em 1967, e desde então a área está sob controle israelense.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre o conflito, memorize a linha do tempo básica: 1947 (Plano de Partição), 1948 (criação de Israel), 1967 (Guerra dos Seis Dias — ocupação da Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental e Golã), 1993 (Acordos de Oslo). Isso ajuda a situar qualquer afirmativa sobre o tema.