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Questão de Português — Noções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto — FGV 2024

PortuguêsNoções Gerais de Compreensão e Interpretação de Texto
Código
fg091580
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2024
Nível
Fundamental
Cargo
Agente de Serviços Gerais
O último parágrafo do texto mostra uma ironia contra
  1. Aos pessimistas, que só enxergam o lado negativo.
  2. Bos homens de ciência, que não prezam a linguagem.
  3. Cos jornalistas que falseiam a verdade.
  4. Dos que só veem o lado material das coisas.
  5. Eos cientistas que se distanciam da realidade.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — os homens de ciência, que não prezam a linguagem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ironia contra os homens de ciência no último parágrafo

Gabarito: letra B. O último parágrafo do texto "Crescimento Zero" dirige uma ironia contra os homens de ciência, que não prezam a linguagem — alternativa B. A ironia está no elogio aparente: "devemos agradecer o fato de que as pessoas das ciências tenham sabido escolher muito bem as palavras, ainda que seja para esconder os números". O tom é crítico disfarçado: ao dizer que eles "sabem escolher bem as palavras", o autor revela que o fazem com o intuito de esconder a realidade, ou seja, não prezam a linguagem como instrumento de verdade, mas como ferramenta de manipulação. A alternativa B capta exatamente esse alvo e essa crítica.

Alternativa A — ❌ Incorreta

O texto não menciona pessimistas em nenhum momento. A ironia não tem qualquer relação com pessoas que "só enxergam o lado negativo". Trata-se de extrapolação: o candidato pode associar a crítica ao uso de eufemismos a uma postura pessimista, mas isso não está no texto.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Como demonstrado acima, o último parágrafo ironiza "as pessoas das ciências" (homens de ciência) pelo uso deliberado da linguagem para encobrir números desfavoráveis. A expressão "não prezam a linguagem" significa que a utilizam de forma enganosa, sem respeito à clareza e à verdade — exatamente o que o texto critica. Portanto, a alternativa está perfeitamente ancorada no trecho citado.

Alternativa C — ❌ Incorreta

O texto não faz qualquer referência a jornalistas. A crítica é dirigida a economistas e políticos ("pessoas das ciências"), não a profissionais da comunicação. Fora do escopo do texto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Não há no texto menção a pessoas que "só veem o lado material das coisas". A discussão é sobre eufemismos econômicos, não sobre materialismo. Extrapolação sem base textual.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Embora o texto afirme que os cientistas usam palavras "para esconder os números", o que sugere um distanciamento da realidade, a ironia central está no mau uso da linguagem, não no distanciamento em si. A alternativa E troca o foco: o alvo da ironia é a falta de apreço pela linguagem honesta, e não o distanciamento da realidade (que é uma consequência, não o objeto da crítica). Trata-se de troca de conceito: a banca oferece uma ideia que parece correta, mas não corresponde ao núcleo da ironia.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa E confunde o leitor ao apresentar uma consequência lógica (distanciar-se da realidade) como se fosse o alvo da ironia, quando o texto critica diretamente a escolha das palavras com intuito de ocultar. A banca explora essa troca sutil.

Conclusão: A única alternativa que identifica corretamente o alvo da ironia e a crítica implícita é a letra B.

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