Questão de Administração Financeira e Orçamentária — Conceitos básicos, Dimensões e Natureza Jurídica — FGV 2024
Administração Financeira e Orçamentária›Conceitos básicos, Dimensões e Natureza Jurídica
Código
fg091791
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Analista em Gestão Municipal - Administração de Empresas
O conceito de orçamento público muitas vezes se confunde com a noção de governo, pois sempre foi um instrumento de relação direta com as ações governamentais. Assim, mudanças no papel do governo e na sociedade influenciaram concomitantemente as características do orçamento público.Com base nos tipos de orçamento público, assinale a opção que apresenta uma característica do chamado orçamento “tradicional” ou “clássico”.
AA ênfase no controle da honestidade do gestor público.
BA vinculação estreita entre o planejamento e o orçamento.
CO detalhamento justificado de cada despesa a ser executada pelo governo, anualmente.
DA aferição voltada para o resultado das ações, em detrimento da descrição do gasto.
EO uso sistemático de indicadores de performance para o acompanhamento.
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GabaritoA — A ênfase no controle da honestidade do gestor público.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Orçamento Público: Orçamento Tradicional (Clássico)
Gabarito: letra A. O orçamento tradicional ou clássico tem como principal característica a ênfase no controle da honestidade do gestor público, ou seja, na fiscalização do uso dos recursos para evitar desvios e mau uso. Essa é a essência do modelo clássico, que prioriza o controle formal dos gastos em vez de resultados ou planejamento.
A banca cobra a distinção entre o orçamento clássico e as abordagens mais modernas (orçamento-programa, orçamento por desempenho, etc.). A similar questão da FGV/SEFAZ-ES/2021 já apontava que o orçamento tradicional tem ênfase no "controle", e não no gasto, no planejamento ou no desempenho.
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O orçamento tradicional ou clássico surgiu como instrumento de controle político sobre o Executivo, visando coibir abusos e garantir que os recursos fossem aplicados conforme autorizado. A ênfase recai sobre a honestidade do gestor — evitar fraudes e desvios —, e não sobre a eficiência ou eficácia das ações. Essa é a característica central do modelo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
A vinculação estreita entre planejamento e orçamento é própria do orçamento-programa (ou orçamento por objetivos), que integra o planejamento governamental à alocação de recursos. No orçamento clássico, o planejamento é incipiente ou inexistente; o foco é apenas no controle do gasto.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Embora o orçamento tradicional detalhe as despesas (classificação por objeto de gasto), a ênfase não está no detalhamento em si, mas no controle. O detalhamento é um meio para o controle, não a finalidade. Além disso, a justificativa detalhada de cada despesa é mais característica do orçamento por programas ou do orçamento base-zero, que exigem justificação exaustiva. No clássico, o que importa é que a despesa esteja autorizada e dentro dos limites legais.
Alternativa D — ❌ Incorreta
A aferição voltada para o resultado das ações é típica do orçamento por resultados (ou orçamento de desempenho), que busca medir a eficácia e efetividade das políticas públicas. No orçamento tradicional, não há preocupação com resultados; o foco é no cumprimento do orçamento aprovado.
Alternativa E — ❌ Incorreta
O uso sistemático de indicadores de performance está associado ao orçamento por desempenho e ao orçamento-programa. O orçamento clássico não utiliza indicadores de performance; sua lógica é puramente contábil e de controle formal.
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir o candidato apresentando o detalhamento da despesa (alternativa C) como característica do orçamento clássico. De fato, o orçamento tradicional detalha as despesas (classificação funcional-programática, por objeto), mas a ênfase não está no detalhamento, e sim no controle da honestidade. É a diferença entre meio e fim. Fique atento ao termo "ênfase" no enunciado.