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Questão de Português — Sintaxe — FGV 2024

PortuguêsSintaxe
Código
fg092172
Banca
FGV
Órgão
Prefeitura de São José dos Campos - SP
Ano
2024
Nível
Superior
Cargo
Procurador
Um dos problemas mais frequentes na produção de um texto é a possível ambiguidade de algum termo; assinale a frase abaixo em que há ambiguidade provocada pela má colocação de um dos seus termos.
  1. AO senador falou com o repórter na porta de seu gabinete.
  2. BO deputado e a deputada casaram-se no mês passado.
  3. CO que agora é provado foi uma vez apenas imaginado.
  4. DO porteiro falou com o deputado que mora perto daqui.
  5. EA demissão do presidente foi muito comentada.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — O que agora é provado foi uma vez apenas imaginado.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Ambiguidade por má colocação de termo

Gabarito: letra C. A ambiguidade na frase C decorre da posição do advérbio "apenas" depois de "uma vez", o que permite duas interpretações: "foi apenas imaginado" (sentido de "somente imaginado") ou "foi imaginado apenas uma vez" (sentido de "uma única vez"). A má colocação do termo "apenas" gera essa dupla leitura, configurando o fenômeno pedido no enunciado.

PEGA ESSA DICA!

Ambiguidade por má colocação ocorre quando a posição de uma palavra (advérbio, pronome, etc.) no período permite mais de uma interpretação sintática ou semântica. Compare a posição original com a reescrita para verificar se há clareza.

Alternativa A — ❌ Incorreta

A frase "O senador falou com o repórter na porta de seu gabinete" apresenta ambiguidade no referente do possessivo "seu" (gabinete do senador ou do repórter), mas essa ambiguidade é de referência pronominal, não provocada pela colocação do termo. O pronome "seu" está em posição normal (antes do substantivo) e a ambiguidade decorre da existência de dois antecedentes possíveis, não de má colocação.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Em "O deputado e a deputada casaram-se no mês passado", a ambiguidade é lexical: o verbo "casar-se" pode ser recíproco (um com o outro) ou reflexivo (cada um casou com outra pessoa). Não há termo mal colocado; a estrutura está correta, e o sentido ambíguo vem do próprio verbo.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A frase "O que agora é provado foi uma vez apenas imaginado" tem o advérbio "apenas" posposto a "uma vez". Essa colocação gera duas possibilidades de interpretação:

  1. "apenas" modifica "imaginado" → "foi apenas imaginado" (ou seja, não passou de imaginação);

  2. "apenas" modifica "uma vez" → "foi imaginado apenas uma vez" (ou seja, ocorreu uma única vez).

A posição do termo "apenas" é a causa direta da ambiguidade, pois, se estivesse antes do verbo ("foi apenas imaginado uma vez") ou antes de "uma vez" ("foi apenas uma vez imaginado"), a leitura seria unívoca. Portanto, a má colocação de "apenas" é o que provoca a duplicidade de sentido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Em "O porteiro falou com o deputado que mora perto daqui", a oração adjetiva "que mora perto daqui" está imediatamente após "deputado", sendo este o antecedente natural. Não há ambiguidade: o deputado é quem mora perto. A colocação está clara.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A frase "A demissão do presidente foi muito comentada" apresenta ambiguidade estrutural (genitivo subjetivo ou objetivo: o presidente demitiu alguém ou foi demitido?), mas essa ambiguidade é inerente à construção sintática "substantivo + complemento com de", e não decorre da má colocação de um termo. A ordem das palavras está fixa e correta; o problema está na relação semântica do complemento.

Conclusão: apenas a alternativa C apresenta ambiguidade gerada pela posição inadequada de um termo ("apenas"), conforme exigido pelo enunciado. As demais alternativas ou são inequívocas ou apresentam ambiguidade de outra natureza.

Gabarito: letra C.

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